Poesias

ASSIM SERÁ...

Palavras, como cascas de barata,
luzem na contraluz e se desfazem
na memória do instante seguinte.

Cego como morcego, ouço o mar
batendo em aposentos vazios
em busca da beleza primal.

Quatro cadeiras e a cama arqueada
na simples sucessão convencional
de necessidades vitais.

Meu portal sem maçaneta
se abre ostensivamente
à paisagem oleosa.

Vozes de homens velhos
procurando ouvidos
em meio a fatos corriqueiros.

Frágeis cascas que conheci como homens,
sorriem banguela para a vida
que insiste em não deixa-los partir.

Eros afogado às velhas vontades,
ribomba desejos, sensações, aflições,
agitando o casulo seco.

Move-se a grande indiferença,
ressurgem as velhas vontades
na mesa parca, engalanada.

Apaga-se a vela.
O escuro eterno.
Pronto. Nada mais será novo...

                                                                                             Paolo Lim

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