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Poesias

Demonstro sem querer...

 

 

Demonstro sem querer ...

 

Juntando cacos, enxugando pranto

Com o olhar vago procuro o nada

Com os sentidos anestesiados sem encanto

Entristeço, pois, seguirei só, nessa jornada.

 

Ora com passos apressados, ora lentos

Tentando lembrar onde a esperança ficou,

Sigo sem norte e sem alento

Conformada, pois é o que restou...

 

Sem se encantar com a beleza dos dias

Sem sorriso nos lábios, que em mim, existia

Já não lembro mais como sentir alegria

Caminho de mãos dadas com a nostalgia.

 

Tudo que um dia, fez-me feliz e amada

Esvaiu-se com o passar do tempo

A ilusão...o sonho...não restou nada...

Só versos traduzem essa dor engasgada.

 

Sigo sozinha e desamparada

 Relatando que, o nada, me faz companhia

Com as mãos tremulas palavras são lavradas

As frases traduzem meu viver e, nas entrelinhas,

Demonstro que minha vida um dia

 Foi regada por uma linda poesia...

Márcia A Mancebo

19/03/2017

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Comentários

  • Adm

    Demonstra-te que é poeta de mão cheia e lindos versos! Maravilhoso! bjs

  • Excelente poetizar nobre amiga poetisa Márcia A. Mancebo. Encantada com tanta inspiração em seus versos de maestria. Parabéns e Aplausos sempre! Boa noite!

    • Obrigada Elisabete pelo carinho em suas palavras. Bjss

  • Parabéns, poetisa, poema lindo, ainda bem que nós temos a poesia que nos conforta, nos acalma, torna possível amenizar a dor... Abraços, paz e Luz!!!

  • ..."Só versos traduzem essa dor engasgada"..."que minha vida foi regada por uma linda poesia"....Destaco essas duas frases, pra te dizer, que a poesia tem um poder enorme de terapia, através dela gritamos os gritos mais sofridos e escondidos, e sua vida ainda é regada a poesia. E as mais belas que ja li. Parabéns!  Um talento enorme você tem.  Um abraço carinhoso.

    • Obrigada pela visita e comentário de grande valia, Marta!

      Bjsssss

      Comentei um poema teu no RL

  • Uma alma que grita, regada por uma dor que se expandi pelos sentidos onde um coração chora a paixão

    • Obrigada pela visita e comentário, José Carlos! Abç

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