Poesias

Dói até morrer.

 

Sei o que é quando de inverno a inferno, gelando os avernos, a dor consume a devagar  e caminha pelas veias  até o mais profundo das areias do mar do silêncio, lá, nos mundos abisais, onde as noites aninham e dormem num sonho sem amanheceres.

Nada aquece, ninguém cura a ferida aberta após do corte da guilhotine no centro da alma.

Chove...

 Talvez sejam águas que tentam lavar os pesares da desdita na memória desde o fim dos tempos.

Nalgúm momento e lugar, perdimos a inocência, a fe,  a esperança.   

Cala-mos.

Apenas sorri-mos. -Nunca com nosso olhar, que é día após día mais intenso, impenetrável, diferente- .

Quebrou algo no núcleo da nossa existência.

Um vento forte -ventania- traz com esta chuva sua melodía, machucando as janelas (as de cristais e da vida).

Pouco a pouco aprendemos a agradecer qualquer coisa boa, por muito insignificante que parezca, porque todo é grande, muito grande... 

Desde um alento, ár, sol, flor, uma palabra...

Um gesto gentil de alguém, um olhar auténtico, e vamos acariciando com gosto estas noites frías -preliminares do descanso, ainda seja com a alma em alerta-, para poder enfrentar -com sorte- outro indesejável, duro, solitário e doloroso día... 

É como outra rotina, mas sem nenhuma rotina.

Nada é igual. Pode acontecer qualquer coisa.

Sem esperar nada, algo acontece que da algún sentido a todas nossas interminávels e agotadoras horas.

Sabemos no intimo de nosso ser que só trocando nossa propia atitude poderemos  trocar a atitude dos outros, da sociedade, da vida, do mundo. Mas já não temos forças.

 Outro ano no calendário. Mas só é isso: um número.

A Terra continúa girando, rolando.

Todo cambia nesse misterioso equilibrio natural.

Tudo e nada é igual. -Interesante contradição-.  

Todos os bons desejos que sinto para e por vocês -e enviados aos universos com meu pensamento e sentimentos-, tenham a força  suficiente para que a serenidade, a esperanza e a alegría tornen de novo a vossos corações com a paz da reconciliação com a vida, as pessoas, as circunstancias, os fatos, as vivenças...

Todo o aprendizado nestes anos de vida...

Assim seja.

. .

-Desculpem os mais que prováveis erros em portugués.

Obrigado.

.

Nieves Merino Guerra.

Gran Canaria - España

07 de janeiro de 2018.

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Nieves

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