Poesias

Ponto Cheio

Desperta pelas claridades da suave manhã, envolta na delicada paisagem se encontra a artesã.

Absorta, o trabalho exorta, tão pacificada, aplicada borda. É o ponto cheio a preencher, passa  o entremeio, sem tempo a perder.

Fina a agulha reta, treliça e ponto nó, da bainha aberta, da roseta ao rococó.

Em retirada estratégica, busca a paz de um refúgio, numa escapada  enérgica, sem deixar vestígio. Esquece  a mantilha, embora o vento frio, longe da matilha de soar  vazio.

Só, sozinha , senhora de si, parece que adivinha, o que diz o bem-te- vi.

Artesã de fio e linha , a paz que a circunvizinha vem do labor, faz do trabalho ladainha, num simplório hino de amor!

 

 

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Comentários

  • Belíssimo trabalho ameiii

  • De vez em quando passeio pelas suas páginas, para ver e rever seus poemas, sempre tão cheios de emoção.

  • Nos quatro cantos do mundo existem artesãs tecendo as linhas e a vida... Belíssimo Lais! Bjs

    • Grata Marso por passar por aqui, deixando estas palavras!

      Bela tarde!

      beijos querida

  • Nao tenho adjetivos para comentar tao belíssimos versos!!! Parabéns Lais!!!! Belissimo!!!
    • Grata Doce Fada da Poesia por passares por aqui ,

      com tua varinha mágica, que a tudo abrilhanta!

       Ficou primorosa a  interação!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

      Amei de coração!

      Gratíssima!

      beijos...beijos...beijos...beijos...beijos...

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