Poesias

Suor de Sangue

Suor de sangue

 

As estrelas ardiam em ciúmes,

Quando sem hesitar,

Troquei a grandeza delas,

Pelo aconchego apertado do seu coração,

 

Mas em cada batida fui exilado,

E tentando reconquistá-lo,

Me entreguei às batidas do martelo,

E no fincar de cada prego, em cada osso moído,

Minha alma gritava, mas também sorria,

Enquanto meu sangue regava a terra,

Um jardim eterno florescia,

 

Mas lembre-se, filho amado!

Quando buscar coroas de glória,

Coroado já fui, com espinho adornado,

E quando beber das finas safras,

A mim restou o vinagre amargo,

 

Por que não voltas?

Eis que estou à porta,

Que desejou ser viva,

Na ingrata e sombria partida,

Para roubar um último abraço teu,

 

Filho, tuas ambições te banham de suor,

Mas tamanha foi minha entrega,

Que meu suor se banhou em sangue,

 

Sendo Deus me fiz pequeno,

O menor dos homens,

Mesmo humilhado, selei meus lábios,

Cabisbaixo apenas ouvi,

Dos ávidos por minha sentença de morte:

Crucifica-o!

 

Wesley Jose de Souza - Embrião Poético

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Comentários

    • Obrigado amigo Sam, me sinto lisonjeado com seu elogio.

  • Adm

    • Obrigado Edith, duas vezes lhe agradeço, afinal, por você conheci a nobre Casa dos Poetas!!

  • Nossa! Forte e verdadeiro. Mexe com a gente.

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