Poesias

Tento saber

Sustidos ficaram os sentidos em cada pedacinho
De silêncio mais intimo deambulando solitários pelas
Ladeiras do tempo onde atapeto cada lágrima
Rolando infinita e passageira

Tento saber de ti mas a saudade refugiou-se
Entre as trepadeiras da vida que vindimo
A cada vinícola colheita de amor onde redimo a
Memória embebedada e insuspeita

Guardo no sótão do tempo um poema alvorecendo
Vagabundo,compilando todas as solidões adormecidas
No regaço majestoso e submisso desta vida instável, inquieta
Parindo meu desassossego displicente e irreparável

No caule dos silêncios enxertei meus versos impotentes
Debilitados, indiferentes a todos os queixumes impressos
Numa lágrima velada, atrevida…reincidente, assim que me
Ausento no desacerto de cada hora comovida e complacente

Frederico de Castro

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Frederico de Castro

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Comentários

  • Adm

    • Linda composição Edith. Meu profundo

      obrigado

      FC

  • Me impressionei com o seu talento, sou um aprendiz, gosto muito de ler poesia, aliás, leio mais do que escrevo, entrei à pouco tempo e a pouco e pouco vou aprendendo com vocês, sem dúvida que recebe os meus aplausos, caro amigo poeta Frederico, um abraço forte.

    • Eu agradeço sua presença e visita

      bem como seu gentil comentário

      Abraço fraterno de terras Lusas

      FC

  • Espetacular !!!
    Sempre guardamos no sótão do tempo aquele poema que teima alvorecer ...
    Lindo !!!
    Meus sinceros parabéns
    Paz e luz sempre poeta
    • E temos tantos poemas no nosso sótão não é ??

      Obrigado pela visita

      Abraço fraterno

      FC

    • Obrigado Angélica pela visita e mensagem linda

      Abraço fraterno

      FC

    • Gracias Maria. Bem hajas

      Abraço Luso

      FC

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