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O OCASO

 

Quando a noite se curva sobre a tarde

Encobrindo as cores do crepúsculo,

Como o amado em núpcias recobre

O corpo da amada num grande ósculo.

 

Quem pode impunemente  celebrar

A infinita beleza dessa hora

Com apenas de desprezo um olhar

Como se ela  rotineira fora?

 

Quero assim todas as noites brindar

Nesse instante de enlevo e de ternura

A felicidade que me traz e festejar

 

Quando a noite se curva sobre a tarde,

Reverenciando o dia que se vai

O amor aflora sem alarde!

Maria Helena da Silva Campos Cruz

 

 

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Comentários

  • Que poema mais belo minha cara poetisa Maria Helena. Meus parabéns por conseguir traduzir de forma tão magistral, o anoitecer e, com ele associado, o amor. Brilhante! Adorei.  Abraços poéticos.

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CPP