Adornos ao luar

Vieste com sorrisos silvestres
Vislumbre de imensas brincadeiras vestindo
As interjeições de um sorriso congénere
Emplastro de muitas…tantas, gargalhadas céleres

Adormeço encostado ao travesseiro do tempo
Carimbando todos os sonhos ardendo no braseiro da vida
Infinda paisagem que murcha numa prece passageira
Retendo cada lágrima imune a tanta solidão desordeira

A barca das ilusões embarcou pra sempre na maré das
Minhas inquietações onde agora navego ao sabor dos ventos
E divagações amarando num flutuante dia que evoco mais pactuante

No ninho de todos os silêncios recrio a militante esperança
Que adorno em cada luar constante, essencial e pujante
Perfeito e aromático sorriso parido numa hora bem urdida e confortante

Frederico de Castro

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Respostas

  • Essa linda imagem fez inspirar com lindos textos os amigos poetas. 

    Não menos lindo é o seu, Fred! Um primor!

    Parabéns!

    Bjs!

    Nina

    • Grato Nina por ter gostado

      Abraço poético

      FC

  • Magnífico soneto, Frederico! Parabéns! Bjs

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