ÂNIMA

ÂNIMA

O corpo no último nudismo
Exibe um veio azul-celeste
Contra o fundo do humano abismo.

Na base das suas escarpas,
Uma fresta de céu fluindo...
Entre pedras, líquidas farpas.

Prece da alma é realejo
Desfiando a canção mais pura
Aos pés das penhas do desejo.

Se desabar a matéria bruta,
Vencerá o zênite da ideia
Lapidada na eterna luta.

Despido de erros capitais,
O corpo assume-se planície
Junto às águas originais.

(E. Rofatto)

Para adicionar comentários, você deve ser membro de Casa dos Poetas e da Poesia.

Join Casa dos Poetas e da Poesia

Enviar-me um email quando as pessoas responderem –

Respostas

    • Grato, Marso! Ganhar uma moldura é o mesmo que uma distinção: o poema vira objeto de sala de visita de tão lindo que fica!

  • Cada vez entendo mais porque você permanece com sua inspiração impoluta. Onde enfim é possível encontrar desenvoltura, generosidade e conteúdo com consistência.

    • Grato, Sam! Sua interpretação mediante um viés cumulativo é o que todo escritor mais deseja receber de seu leitor: o traço de uma linha que percorre um tanto de seus escritos percebendo-lhe uma semelhança identitária. Muito obrigado, mesmo!

  • Um espetáculo de poesia! Meus aplausos! Bjs

    • Grato, Marso! Um elogio vindo de quem admiramos tem positivamente um peso extra!

    • Grato, Nieves!  A gentileza do seu comentário adornado de bela imagem muito me lisonjeia!

  • Que lindoooo!!! nem tenho palavras, aplausos amigo Edvaldo, beijinho.

    • Grato, Cristina!  Sua visita é uma  satisfação, e seu comentário, uma demonstração do seu refinamento!

This reply was deleted.
CPP