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Destino?

Destino?

No solo vermelho, vermelho de sol
o verde morreu em meio a poeira,
e o canto suave de um só rouxinol,
já não se ouve mais descendo a ladeira.

Manhãs silenciosas, devotas do tempo,
o tempo que marca e não mede o amor,
A vida se escoa qual folhas ao vento,
e a fé sobrepõe-se ao esmalte da dor.

No seio das rochas um filete de água,
acalenta a alma, faz crê no amanhã,
ainda que o peito, engasgado de mágoa,
não faz diferença entre tarde e manhã.

No chão ressequido, lembranças sem brilho,
são hóstias de dor que o peito carrega,
as miragens do amor e o sorriso do filho,
é tudo que, ainda, a alma se apega.

Edith Lobato - 28/02/17

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Respostas

  • Deveria ter descoberto seu poema a mais tempo, mais foi muito bom o momento que passei aqui que sempre será lembrado por mim e muitos outros!

  • Edith,  manejar as palavras em versos é uma habilidade que se realiza, em plenitude, quando se criam ritmos e sentidos perfazendo a beleza da poesia - e você cumpriu totalmente esse propósito: seu poema legou-nos a fluidez das belas imagens insólitas. Uma linda demonstração de criação poética!

  • Nossa Edith, simplesmente magnífico... parabéns...

  • Deslumbrante! Muito bonito, com uma cadência que encanta! Bjs.

  • Belíssimo amiga Edith, parabéns querida, por tudo o que faz, beijinho.

    • Adm

      Obrigada Cristina.

  • Maravilhosos versos, me encantaram! Parabéns, Edith!

    • Adm

      Obrigada Dolores.

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