LAPIDAÇÃO

LAPIDAÇÃO

Trago em órbitas de sal
Oceanos ressalvando
Quedas do amor em vitral.

Sem saber onde nem quando,
Uma oficina de lava
E nuvem veio forjando

Cristais que a vida lustrava
Com chumbo, que vitrifica
A areia, transmuta e trava.

Nem mesmo ouro codifica
A transparência cantante
Do olhar que se clarifica.

Um sopro vital constante
Vem de eras acabadas
E torna o pó diamante.

Foi de nuvens desabadas
E correntezas rochosas
Com árvores calcinadas,

Nas lidas mais desdenhosas,
Que meu olhar cristalino
Fez minha dor orgulhosa.

(E. Rofatto)

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Respostas

  • Como sempre colorindo maravilhosamente suas páginas com temas irretocáveis! Já lhe registrei descrevendo o meu apreço e da minha admiração pelas suas letras, mas acredito que não é demais parabenizar e aplaudir.

  • Destacadissimo, nobre poeta!

    • Grato, Elzana, pela visita e comentário!

    • Grato, Nieves! Pela visita e gentileza do comentário, minha gratidão!

  • Pelas emoções e pelas expressões vivas, cheias de vigor das letras. Congratulações!

    • Grato, Sam Sempre um forte incentivo a sua aprovação!

    • Sou eu quem lhe agradece, menino! Você e outros amigos aqui da Casa criam condições para nós registrarmos nossas ideias. Você são cúmplices dos nossos escritos! São nossos bons amigos! Obrigado!

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