Ansiosa Espera

Rumorosa é a tarde, dourada, tão minha

Os pardais pipilam pelos dispersos beirais

Um deles desaba e machuca uma asinha

Outros arribam para os diversos terminais

 

Crepita a lenha na crua e emudecida lareira

O vinho estala ao gelo próximos dos cristais

À porta dormita um cãozinho em sua soleira

Brancas e límpidas roupas acenam nos varais

 

Iridescente se enfeita boa parte do firmamento

Em sua abóbada as nuvens pôem-se a tresmalhar

O sol declina já visionando o seu real isolamento

Os pássaros começam o processo de empoleirar

 

Trazendo os rubores todos da tarde que se esvai

Tu chegas me acariciando quando os raios cessam

Beijos ardentes são trocados e, quando a noite cai,

A um toque apenas, as cortinas do quarto se fecham

 

Rui Paiva

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