E O POETA CHOROU SEU LIRISMO

...Penso e relembro tudo que tivemos.
Vi teus olhos voltados só para mim, tuas mãos
a procurar minha pele macia, tuas narinas ofegar
ao sentir meu cheiro, e tua boca salivar molhando
minhas curvas tão tuas, no entanto hoje vejo teus
olhos vagando ao léu, tuas mãos sem vida, a boca seca.
Teus sentidos estão amortecidos pela malvada angústia,
tão vil e desumana quanto a fata de inspiração de um poeta.
Lembras que escutei teus gemidos quando teu corpo
estava sobre o meu, quando tua boca me amava,
e teus olhos me consumiam numa fome apaixonada?
Mergulhávamos juntos no infinito da paixão,
numa entrega verdadeira; éramos um só ser, uma só alma.
Fui o sal que temperou teus sonhos e desejos, o edredom
que te aqueceu nas frias manhãs de inverno com beijos,
e carícias impetuosas como um vulcão em erupção.
Temos uma trilha a percorrer, uma vida de amor para viver...
Não faça como o sol, que ao perder a lua chorou copiosamente,
e fez o poeta chorar seu lirismo,
sua vontade de poetar sobre a doçura que é amar e ser amado.


Luly Diniz.
25/11/17.

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Respostas

  • Lindo! Lindo, Luly! Parabéns!

  • Bom dia  Eudalia Alves Martins, seus olhos são bondosos, obrigada por comentar,

    beijos com meu afeto,.

    Luly

    Eudalia Alves Martins
    Onde o amor e a amizade se encontram em poesia
  • Luly Diniz parabéns uma belissima

    inspiração poética adorei abraço...

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