Posts de Edith Lobato (70)

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O preço

formatado por livita

O preço

A dor quando nos corta, fere e deixa o trauma,
e só quem sente sabe o preço da sequela.
O tempo não é páreo quando ela se espalma,
em um sequestro onde, o corpo se enregela.

Pelos desvãos da gente, um turbilhão sem calma,
tal barco ermo ao vento, sem o leme e a vela,
a se lançar nas ondas, lá do mar da alma,
onde o futuro vai, vagando em fina tela.

A dor que já purguei matou minha alegria!
Agora vivo assim, igual a noite fria,
a latejar no tempo, em total inverno.

Se choro ninguém ver ou sente a agonia,
que passa por meu ser me fere em demasia,
levando minha vida, aos portais do inferno.

Edith Lobato - 06/01/18

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Na madrugada

Formatado por Marso

Na madrugada


Tomei minha pena e um pardo papel,
desci a campina ouvindo a cascata,
cantar, docemente, uma linda sonata,
enquanto abelhas faziam seu mel.

Sentei-me à ribeira da água espumosa,
na tarde que ali para sempre morria,
enquanto na igreja seis horas batia,
e a noite chegava demais vagarosa.

Assim, me aquietei sob o céu cintilante,
a pena na mão, minha alma em flor,
naquele momento banhando de cor,
deixei a poesia fazer-me de amante.

Ali eu rasguei madruga em poesia,
expus minha rima à friagem do breu
meu verso chegou ao castelo de Zeus
em aragem perfeita, perfeita estesia.

Edith Lobato - 25/09/17

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Relembrar

Relembrar

De novo sentada perscruto o horizonte,
o peito estufado de imensa saudade,
velando tua ausência que a bem da verdade,
constante pressente teus passos na ponte.
Eu vivo a pensar e me perco defronte,
daquelas lembranças da gente ao luar,
dos nossos sorrisos na força do olhar.
Amar desse jeito por tempo sem conta,
é não saciar o desejo que afronta,
o amor naufragado nas ondas do mar.

Edith Lobato - 30/10/17

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Reflexões

Reflexão

Mirando a juventude já passada,
diante do espelho a me indagar;
a me inquirir o tempo sem cessar,
sobre quem fui na força da alvorada.

Pergunta-me quem fui, quem sou na estrada,
que se ergue à frente deste caminhar.
Por que q'às vezes choro e lanço ao mar;
as lágrimas de dor, de amor, salgadas.

Que queres que te diga, amigo espelho?
Se trago sentimento rubro, enxangue
correndo nos sertões das minhas veias.

Em mim a cor que vibra é vermelho,
e na safena faz pulsar meu sangue,
quais forças que provocam luas cheias.



Edith Lobato - 24/07/17

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Tuas lembranças

Tuas lembranças

Serão perenes nos meus pensamentos,
Os doces sonhos que sonhei contigo,
O teu sorriso, teu calor e abrigo,
Tuas canções de amor, teus sentimentos.

Serão perenes todos os momentos,
Que guardarei, pra sempre, aqui comigo.
Recordações de um grande amor tão meigo,
A dar-me luz em meio aos meus tormentos.

As noites ternas cheias de candores,
Provando o alegre riso, a companhia,
Em meus desejos cheios de sandices.

Eu levarei comigo os teus olores,
Todos repletos de grande magia,
A colorir meus dias de mesmices.

Edith Lobato – 24/10/14

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Quando a vida

Quando a vida...

Quando a vida, ao ser humano, desafia,
é preciso ser valente e prosseguir,
ter uma meta e trabalhar o dia a dia,
pra vitória, na jornada, conseguir.

persistir, ter esperança no devir,
não vergar na aflição que anestesia.
Quando a vida, ao ser humano desafia,
é preciso ser valente e prosseguir.

Todo bem se recebe com alegria.
Assim, quando a tristeza faz surgir
uma dor que causa n'alma agonia
é preciso ir com fé e persistir,
quando a vida, ao ser humano desafia.

Edith Lobato - 16/03/16

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Jogo da vida

Jogo da vida

As águas correndo nos leitos dos rios,
floreiam meus sonhos no solo de Gaia,
em noite adornada de fina cambraia,
no jogo da vida, aquecendo meus brios.

O canto do boto a incitar desvarios,
em cada recanto das águas se espraia,
e até no luar sobre a areia da praia,
consagra os mistérios dos mitos lendários.

O esturro da onça rasgando a floresta,
proclama respeito, poder, majestade,
em todo o sistema cercado de vida.

No ciclo da chuva as sementes em festa,
do solo despertam na luz que se evade,
por todo o Bioma pautando o futuro.

Edith Lobato - 29/01/17

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Prenda

Prenda 

Se não te importa nada o meu destino ou dano,
deixai-me na loucura deste amor que sinto,
que vibra em cada artéria e feito amor cigano,
destila em mim saudade em flor de amor faminto.

Amar-te foi, talvez, o meu pecado insano,
mas quem controla o amor quando se faz distinto,
profana, assim, razão fazendo-se tirano,
flameja dentro da alma feito vinho tinto.

Concedo-te por prenda o beijo mais profano,
o toque sensual em abissal vertigem,
até que reconheças teu corpo em espasmo.

Podeis, então, partir, amor amado arcano,
que o tempo te dirá se me tornei fuligem,
ao recordar meu corpo e teu, profundo, orgasmo.

Edith Lobato - 30/10/16

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