Posts de Edith Lobato (81)

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Quando a vida

Quando a vida...

Quando a vida, ao ser humano, desafia,
é preciso ser valente e prosseguir,
ter uma meta e trabalhar o dia a dia,
pra vitória, na jornada, conseguir.

persistir, ter esperança no devir,
não vergar na aflição que anestesia.
Quando a vida, ao ser humano desafia,
é preciso ser valente e prosseguir.

Todo bem se recebe com alegria.
Assim, quando a tristeza faz surgir
uma dor que causa n'alma agonia
é preciso ir com fé e persistir,
quando a vida, ao ser humano desafia.

Edith Lobato - 16/03/16

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Jogo da vida

Jogo da vida

As águas correndo nos leitos dos rios,
floreiam meus sonhos no solo de Gaia,
em noite adornada de fina cambraia,
no jogo da vida, aquecendo meus brios.

O canto do boto a incitar desvarios,
em cada recanto das águas se espraia,
e até no luar sobre a areia da praia,
consagra os mistérios dos mitos lendários.

O esturro da onça rasgando a floresta,
proclama respeito, poder, majestade,
em todo o sistema cercado de vida.

No ciclo da chuva as sementes em festa,
do solo despertam na luz que se evade,
por todo o Bioma pautando o futuro.

Edith Lobato - 29/01/17

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Prenda

Prenda 

Se não te importa nada o meu destino ou dano,
deixai-me na loucura deste amor que sinto,
que vibra em cada artéria e feito amor cigano,
destila em mim saudade em flor de amor faminto.

Amar-te foi, talvez, o meu pecado insano,
mas quem controla o amor quando se faz distinto,
profana, assim, razão fazendo-se tirano,
flameja dentro da alma feito vinho tinto.

Concedo-te por prenda o beijo mais profano,
o toque sensual em abissal vertigem,
até que reconheças teu corpo em espasmo.

Podeis, então, partir, amor amado arcano,
que o tempo te dirá se me tornei fuligem,
ao recordar meu corpo e teu, profundo, orgasmo.

Edith Lobato - 30/10/16

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Bel Prazer

Bel prazer

Escuto dentro em mim, ainda, o teu arfar,
teu corpo inteiro afoito, em combustão banhado,
meu corpo em convulsão do teu suor molhado,
o amor se faz presente e quente a dominar.

Tateio em tua estrada a boca a salivar,
te entregas sem pudor, sem te fazer rogado,
ao bel prazer, dulçor de um beijo demorado,
te faço montaria no eclipse lunar.

Teus olhos na penumbra, espelham mil desejos,
mistério em luz e cor em flamejante arpejo,
entrego-me ao sabor do amor que tens guardado.

No pódio acetinado, no fim de todo ensejo,
encontro a liberdade em desatino irado,
e assim te faço meu, sou tua bem-amado.

Edith Lobato - 02/11/16

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Fim de tarde

Fim de tarde

Final do dia exposto à minha frente,
o campo, os morros a perder de vista,
o sol que já se esconde e cobre a pista
de sombra e tom vermelho, transparente.

Olhando da varanda, atentamente,
a perfeição dos traços do alquimista,
cravados neta tela realista,
suave, sinto as marcas do presente.

as reses no curral mugindo ao longe
o som dolente da velha porteira
rangendo sobre o vento desta tarde

meu ser, emocionado, não esconde
recordações da minha vida inteira
e deste amor que, ainda traz, saudade.

Edith Lobato - 12/09/16

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