Posts de Edith Lobato (75)

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Poema eterno

Poema eterno

Quando anoitece e sozinha me encontro,
A voz da saudade me aluga com força
Imóvel o tempo, parece, reforça
Que só o amor vale tudo na vida
Na vida de quem Deus é tudo, é o centro.
A saudade é um quê de tempero do amor,
Ainda que sangre no peito uma dor,
Teu riso é paz onde encontro guarida.

Eu levo esta imagem qual bela gravura,
A mais preciosa do meu pensamento,
Aquela que é luz, meu perfeito alento,
Na rotina que traço no meu dia-a-dia.
Eu perco a razão, desatino em loucura,
E te busco lá fora num raio de lua
E nessa saudade que é minha e que é tua,
Me entrego ao fluir desta luz, fantasia.

Recordo de ti, tua tez tão macia,
O toque das mãos, tua força que amo,
O beijo que sonho, que peço e que clamo,
Na margem das águas, na areia tão branca
No embalo da brisa que terna assovia
Pr'almas que ali coraçao, coração,
Se sentem no céu da mais pura emoção
Vivendo a magia do amor que encanta.

Eu longe de ti sou um ser sem sossego,
Reviro as lonjuras planando nos ares,
Sem ser passarinho ou gaivota nos mares,
Contigo me encontro nos sonhos mais lindos.
Se longe de ti e do teu aconchego,
Eu sinto o vazio me batendo no rosto,
A dor da saudade e um certo desgosto,
Trotando minh'alma em luares infindos.

Oh! Deus do Universo, poder, majestade,
Conceda-me um dia o mais doce alento
Nos braços do amor o desejo sedento
De um beijo ardente, tão puro, e tão terno.
Um instante sublime nesta realidade,
Que hei de guardar na memória sem corte
Até que me abrace as garras da morte,
Mas viva este amor num poema eterno.

Edith Lobato - 19/02/16

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Tempo que esmaece

Tempo que esmaece

É noite em mim e o tempo me apavora.
Há dor cortando a alma e tudo em mim.
O tempo não me encanta e meu jardim,
não tem mais a fragrância lá de outrora.

Acordo, durmo e acordo, hora em hora,
e em cada despertar nenhum clarim,
assalta esse silêncio que devora,
o tédio deste quarto quase ao fim.

É duro ver só noite enquanto é dia,
e tatear em busca da alegria,
que se perdeu nas grutas da saudade.

Um riso vez em quando, mas vazia,
palmilho esse caminho em nostalgia,
olhando a vida que de mim se evade.

Edith Lobato - 16/09/18

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Ser feliz

Ser feliz

Ó deixa pra depois, vem sonhar a vida,
aproveitar o tempo se abrindo pra nós dois;
provar cada segundo e cada despedida,
olhando a bela cor dos lindos girassóis.

Correr feito criança no pomar de amora,
e sobre a grama seca, sentir o coração,
bater descompassado, eternizando a hora,
do beijo apaixonado, em fogo de paixão.

Ó vem que te darei amor sem recompensa,
com beijos e abraços e tudo o que quiseres;
fremente de desejos, a alma, então, suspensa,
do amor saboreando, todos os prazeres.

Ó deixa pra depois os afazeres tantos,
e vem sentir na derme a brisa ondulante,
em sensual carícia e escancarando encanto,
vem ser feliz, pois tudo é, sempre, um só instante.

Edith Lobato - 30/04/18

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Por amor

Por amor

De tanto amor não pude a morte suportar,
olhar tua partida, repentinamente;
e ver sem cor o céu no mundo a revelar,
a tua ausência em flor, indubitavelmente.

Sozinha agora estou, mas  quase a vacilar,
diante desta dor que pulsa tão latente,
se existe uma saída, preciso encontrar
pois morro cada dia em boca maldizente.
De tanto amor...

No lago da saudade, sem riso em meu olhar,
morreste mas estás comigo a caminhar,
te encontro em cada canto, indiscutivelmente.
Padecem meus irmãos e minha mãe também,
a fé é sua hóstia pulsando diariamente.
Se o mal se assoma, então, ela procura o bem
De tanto amor...

Edith Lobato - 08/07/18

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Passarinho encantado

Passarinho encantado

Se chora enquanto canta,
o passarinho encantado,
toda a natureza encanta,
esse seu cantar chorado.

Quando o homem lhe escuta,
pasma e fica admirado,
o seu ser em graça exulta,
também chora emocinado.

E o canto do passarinho,
corre o céu cortando os ares,
chora a fome e o descaminho,
e o amor em muitos lares.

Chora a seca do sertão,
e o boi que já morreu.
O berrante que o peão,
sem ter força, emudeceu.

Chora a terra esturricada,
e a tristeza da criança;
faz da fé sua brigada,
canta e sonha a esperança

Chora a Pátria governada,
por quem rouba em nossa cara,
jogo de carta marcada,
sobre a fé que a gente embala.

Edith Lobato

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O preço

formatado por livita

O preço

A dor quando nos corta, fere e deixa o trauma,
e só quem sente sabe o preço da sequela.
O tempo não é páreo quando ela se espalma,
em um sequestro onde, o corpo se enregela.

Pelos desvãos da gente, um turbilhão sem calma,
tal barco ermo ao vento, sem o leme e a vela,
a se lançar nas ondas, lá do mar da alma,
onde o futuro vai, vagando em fina tela.

A dor que já purguei matou minha alegria!
Agora vivo assim, igual a noite fria,
a latejar no tempo, em total inverno.

Se choro ninguém ver ou sente a agonia,
que passa por meu ser me fere em demasia,
levando minha vida, aos portais do inferno.

Edith Lobato - 06/01/18

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Na madrugada

Formatado por Marso

Na madrugada


Tomei minha pena e um pardo papel,
desci a campina ouvindo a cascata,
cantar, docemente, uma linda sonata,
enquanto abelhas faziam seu mel.

Sentei-me à ribeira da água espumosa,
na tarde que ali para sempre morria,
enquanto na igreja seis horas batia,
e a noite chegava demais vagarosa.

Assim, me aquietei sob o céu cintilante,
a pena na mão, minha alma em flor,
naquele momento banhando de cor,
deixei a poesia fazer-me de amante.

Ali eu rasguei madruga em poesia,
expus minha rima à friagem do breu
meu verso chegou ao castelo de Zeus
em aragem perfeita, perfeita estesia.

Edith Lobato - 25/09/17

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Relembrar

Relembrar

De novo sentada perscruto o horizonte,
o peito estufado de imensa saudade,
velando tua ausência que a bem da verdade,
constante pressente teus passos na ponte.
Eu vivo a pensar e me perco defronte,
daquelas lembranças da gente ao luar,
dos nossos sorrisos na força do olhar.
Amar desse jeito por tempo sem conta,
é não saciar o desejo que afronta,
o amor naufragado nas ondas do mar.

Edith Lobato - 30/10/17

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Reflexões

Reflexão

Mirando a juventude já passada,
diante do espelho a me indagar;
a me inquirir o tempo sem cessar,
sobre quem fui na força da alvorada.

Pergunta-me quem fui, quem sou na estrada,
que se ergue à frente deste caminhar.
Por que q'às vezes choro e lanço ao mar;
as lágrimas de dor, de amor, salgadas.

Que queres que te diga, amigo espelho?
Se trago sentimento rubro, enxangue
correndo nos sertões das minhas veias.

Em mim a cor que vibra é vermelho,
e na safena faz pulsar meu sangue,
quais forças que provocam luas cheias.



Edith Lobato - 24/07/17

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Tuas lembranças

Tuas lembranças

Serão perenes nos meus pensamentos,
Os doces sonhos que sonhei contigo,
O teu sorriso, teu calor e abrigo,
Tuas canções de amor, teus sentimentos.

Serão perenes todos os momentos,
Que guardarei, pra sempre, aqui comigo.
Recordações de um grande amor tão meigo,
A dar-me luz em meio aos meus tormentos.

As noites ternas cheias de candores,
Provando o alegre riso, a companhia,
Em meus desejos cheios de sandices.

Eu levarei comigo os teus olores,
Todos repletos de grande magia,
A colorir meus dias de mesmices.

Edith Lobato – 24/10/14

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Quando a vida

Quando a vida...

Quando a vida, ao ser humano, desafia,
é preciso ser valente e prosseguir,
ter uma meta e trabalhar o dia a dia,
pra vitória, na jornada, conseguir.

persistir, ter esperança no devir,
não vergar na aflição que anestesia.
Quando a vida, ao ser humano desafia,
é preciso ser valente e prosseguir.

Todo bem se recebe com alegria.
Assim, quando a tristeza faz surgir
uma dor que causa n'alma agonia
é preciso ir com fé e persistir,
quando a vida, ao ser humano desafia.

Edith Lobato - 16/03/16

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Jogo da vida

Jogo da vida

As águas correndo nos leitos dos rios,
floreiam meus sonhos no solo de Gaia,
em noite adornada de fina cambraia,
no jogo da vida, aquecendo meus brios.

O canto do boto a incitar desvarios,
em cada recanto das águas se espraia,
e até no luar sobre a areia da praia,
consagra os mistérios dos mitos lendários.

O esturro da onça rasgando a floresta,
proclama respeito, poder, majestade,
em todo o sistema cercado de vida.

No ciclo da chuva as sementes em festa,
do solo despertam na luz que se evade,
por todo o Bioma pautando o futuro.

Edith Lobato - 29/01/17

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Prenda

Prenda 

Se não te importa nada o meu destino ou dano,
deixai-me na loucura deste amor que sinto,
que vibra em cada artéria e feito amor cigano,
destila em mim saudade em flor de amor faminto.

Amar-te foi, talvez, o meu pecado insano,
mas quem controla o amor quando se faz distinto,
profana, assim, razão fazendo-se tirano,
flameja dentro da alma feito vinho tinto.

Concedo-te por prenda o beijo mais profano,
o toque sensual em abissal vertigem,
até que reconheças teu corpo em espasmo.

Podeis, então, partir, amor amado arcano,
que o tempo te dirá se me tornei fuligem,
ao recordar meu corpo e teu, profundo, orgasmo.

Edith Lobato - 30/10/16

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