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Musa cobiçada

Não temas minha amada a vil ruptura

O que sinto por ti não esta obsoleto

Você é para mim algo seleto

Pois, seu amor abalou minha estrutura.

 .

O seu corpo tem linda curvatura

Meu objeto de desejo predileto

Tu me deixa contente por completo

Quero-te radiante sem tristura.

Venha musa desejo seus encantos

E como uma sereia cante, encante

Explore meus segredos e recantos.

Sua beleza é sutil marcante

Sua canora voz parece cantos

De Diva e não cruel, vil, vã bacante. 

 

ILARIO MOREIRA

23/06/2017

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Meu padecer

A solidão atroz, muito me atormenta

Meu corpo esta cansado de viver

Pois, não quer mais mentira reviver

A minha mente enfrenta vil tormenta.

 .

Vou manusear toda ferramenta

Com a infelicidade conviver

Mas, mesmo triste vou sobreviver

Com bela indumenria, vestimenta.

Este é o valor do meu tropeço

Fenecer de tristeza, vil saudade

Pagarei sem protesto este alto preço.

Pois, tenho sido escravo da vaidade 

Porém, é quanto vale ter apreço

Por alguém sem amor e dignidade.

ILARIO MOREIRA

22/06/2017

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Inverno do poeta

O outono esta no seu término, epílogo

O frio vai aumentando lentamente

A natureza esfria sutilmente

Solitário o poeta é monólogo.

O clima ás geleiras é análogo

Teço versos sutis literalmente

No aconchego do ninho, felizmente

Pois, faço poesias e não apólogo.

Inverno similar há na Bretanha

Na noite fria pego cobricama

E minha inspiração cresce amontanha.

Benevolente não tenho mucama

Que o Lobo permaneça na montanha

E a mulher bela, nua em minha cama.

 ILARIO MOREIRA

21/06/2017

 

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Meu bem querer

Por muito tempo aguardo tal momento

Ser chamado de amor, seu namorado

Sentir seu olhar fiel enamorado

Deleitoso de tanto sentimento.

Assim cessará meu maior tormento

Ás lembranças de ter muito chorado

Desta cruel moléstia fui curado

Afeto é primário suplemento.

Eu sou seu Ulisses, tu minha Penélope

És tu meu bem querer divinizado

E que a satisfação venha a galope.

O meu desejo foi realizado

E quero que meu corpo no seu aclope 

Cansado estou de ser tantalizado.

 .

ILARIO MOREIRA

 .

20/06/2017

 

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O Firmamento

No Negro quadro á noite aparece

E poucos observam este momento

Estrelas sobrevir no firmamento

Rutilantes, pois, tudo se escurece.

E de brilho tal astro não carece

É do Universo seixo, sim fragmento

Maravilhas etéreas, complemento

Neste panteão a Lua comparece.

Da solidão o poeta olha e se inspira

Belos versos de amor são construídos

E romance devasso ele conspira.

E são paixão e carinho usufruídos

Pois, a escuridão o afeto ela transpira

Relacionamentos são fruídos.

ILARIO MOREIRA

19/06/2017

 

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Epílogo do glamour

Banqueteiam os vis vermes necrófagos

Adora a podridão, carne rançosa

Quedo a te perscrutar alma viçosa

Cedo saciarás estes saprófagos.

Tolo, nem sentirás repulsa ou afagos

A ventura será embaraçosa

A campa ficará grande espaçosa

Terás por Companhias vis sarcófagos.

O silêncio será sua voz triste

E deixarás de ser tendenciosa

Não mais colocarás o dedo em riste.

A morte é cruel, minuciosa

Eles ágeis, veloz te digeriste

Não há como ser com ela capciosa.

17/06/2017

 .

ILÁRIO MOREIRA

 

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Obra-prima

Quero escrever soneto lindo, esplêndido

Que a minha poesia imortalize

Tem que ser construído sem deslize

Para que possa ser bem sucedido.

Este afazer irá ser difundido

Que este labor sereno realize

Alce ao firmamento sacralize

Seja o dom, o talento assim fundido.

Não pense que será vã insolência

Sei que não é também insanidade

Buscar com singular guisa a excelência. 

Porém, livre da tosca e vã vaidade

Não é ele sutil, vil, indolência

E sim, uma ode a minha habilidade.

ILARIO MOREIRA

16/06/2017

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Reminiscências da Escravidão

O vento vadiando pela rama

Lembra-me a minha doce liberdade

Pois, havia entre nós serenidade

Sem qualquer tola, vil, insana trama.

Não vou criar nenhum teatro, drama

Observo crucial necessidade

De falar, pensar, ter tal igualdade

Mas, se quiser construa seu anagrama.

Vou apreciar o seu talento, feito

O modo de burlar o seu inimigo

O que aconteceu não será desfeito.

Não tente ser bondoso, bom, comigo

Pois, o que fez não pode ser refeito

Jamais, será o meu melhor amigo.

ILARIO MOREIRA

15/06/2017

 

Tento, mas, não consigo encontrar uma justificação plausível, não tenho ódio em meu coração, pois, minha fé me impede e a caridade é o meu centro de massa. 

Porém, não posso me calar diante de tantas injustiças.

É óbvio, que o ser humano carece de uma reforma moral.

 

ILARIO MOREIRA.

 

Alifá Egbon Mi

 

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Insensato amor

Estou por uma musa enamorado

Mas, ela desconhece o sentimento

Pois, nunca transitou no pensamento

Que sonho em ser seu amável namorado.

Acho que não estou pronto preparado

Sim, para expor qualquer tolo argumento

Devo esperar com calma tal momento

E revelar segredo inesperado.

Se eu não conseguir persuadir

Pois, não tem qualquer vã serenidade

Devo aceitar a sorte e me evadir.

Amor não aceito é atrocidade

Não tentarei você dissuadir

Devo acatar a triste, vil saudade.

 

ILARIO MOREIRA

12/06/2017

 

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Boêmio

E contigo serei muito sincero

Gosto da crucial futilidade

Você merece ouvir esta verdade

Sim com a falsidade tola encero.

Em nenhuma afeição vã me encarcero

Gosto demais da minha liberdade

Pois, é minha maior, fiel, herdade

Desculpe se seu afeto eu dilacero.

Ser volúvel é minha natureza

Não quero um sério amor, envolvimentos

Ser totalmente honesto é dureza.

Aprecio ter vários complementos

Porém, digo com toda vã clareza

Você não sai dos sonhos, pensamentos.

ILARIO MOREIRA

12/06/2017

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Saudações a Mãe África

Com cangoma inicio o ritual

Fica atento o servil, sóbrio cambono

Tranquilo, pois, terá seu santo abono

E advindo do universo habitual.

É sim um atributo cultual

Tal qual, tem os fiéis santos barbono

Nenhum deles terá seu desabono

Pois, o Orixá é sério, pontual.

E são conhecedores de Aruanda

Tem grandes halos muito rutilantes

Que ilumina o caminho que tal anda.

Não são tais entidades tão falantes

E contenda rival veloz abranda

Serenos não cometem vãos desplantes.

ILÁRIO MOREIRA

11/06/2017

 

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Reminiscências de um idoso

Na cruel noite fria a ingratidão

É minha companheira deplorável

Não possuo tristeza comparável

Ficar só nesta vil, vã multidão.

 

Na mente vaga ideia em lentidão

Penso em dia feliz, belo admirável

Pouca alegria airosa memorável

Mesmo no meu infortúnio há gratidão.

 

Lanço mão da caneta e faço escrito

E não é suntuoso, mas saudoso

Transformo minha dor em manuscrito.

 

Não desperte seu lado piedoso

Sou da felicidade um ser proscrito 

Para a sociedade já sou idoso.

 

ILARIO MOREIRA

 

10/06/2017

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Alma pecadora

Olho esta alma soturna, vã, maldita

Seu riso, frenesi dissimulado

Simples instinto nada foi emulado

Este é seu infortúnio sim desdita.

E conheço a malícia mais recôndita

Na mente tem sutil mal simulado

Esta é sua essência, postulado

Verdade que por ti não fora dita.

Não esqueças te aguardam os vis umbrais

Lá não te valerá a picardia

Portanto, a razão logo recobrais.

O corpo toda sua alma encardia

Seu espírito na lama soçobrais

O medo lhe trará taquicardia.

ILARIO MOREIRA

09/06/2017

 

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A minha ninfa

Deste silêncio sou conhecedor

Fala de nosso amor, encantamento

Você esta presente em pensamento

Serei deste querer merecedor?

De alegria ele é fornecedor

Age como algo mago, um sacramento

Sua luz é vital contentamento

Para que venças sou seu torcedor.

Mas, não quero benesses, privilégio

Basta sua presença seu calor

Para mim é um doce sortilégio.

Na noite escura sinto meigo olor

A vida sem você é sacrilégio

Musa é muito grande seu valor.

ILARIO MOREIRA

07/06/2017

 

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Louco amor

De Iracema tens tu tez e beleza

Seu sorriso é alvo, rutilante

Sem perceber me torno bem galante

Inebrio com sua sutileza.

Inerente a ti é a gentileza

Em simpatia não tem quem suplante

Amar-te, estimar é minha talante

Sonho em possuir esta realeza.

 .

Atena quero ser certo preciso

Não me deixe ser tão tolo, indecente

Não sou belo, orgulhoso tal Narciso.

 .

De mim tenha dó seja complacente

E que meu versejar seja conciso

Pois, me deixou este amor néscio, inocente.

ILARIO MOREIRA

07/06/2017

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Iluminado II

Preso estou a este Universo, dimensão

Ciente de outras plagas, outros mundos

No espaço-tempo existe, tem submundos

Farei na Metafísica imersão.

Meu espírito fará sua emersão

Liberto dos espíritos imundos

Seres vis, pseudossábios vagabundos

No kalachakra finda a submersão.

Nada é absoluto, vão, imutável

Posso moldar a mente, até meu Karma

O meu destino pode ser mutável.

Íntimo embate é vil, cruel arma

Tenho que me manter seguro, estável

A minha proteção é o meu Darma.

07/06/2017

ILARIO MOREIRA

 

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Em busca do amor

Não consigo ocultar meu sentimento

E franco o deixo sempre transparente

Assim, exponho o meu lado carente

Desejo deixar este sofrimento.

Há muito o viver é triste lamento

Tento em vão tornar tudo diferente

Mostro satisfação vã, aparente

Pois, escondo a tristeza do momento.

Tal qual Ulysses, Penélope encontrou

Tento encontrar o amor serenizado

Pois, o que encontrei muito me frustrou.

Pelo frenesi sou tantalizado

O meu pesar cruel se concentrou

Quero ver meu sofrer cristalizado.

 .

 ILARIO MOREIRA

 .

06/06/2017

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Despertar do amor

Á noite emerge dócil a ilusão

Que o bem querer chegou suavemente

No meu sonho desfila livremente

Temo somente a vil desilusão.

E não farei a este amor uma alusão

Quero curti-lo todo e integralmente

Pois, chegou o frenesi subitamente

E não tenho nenhuma conclusão.

Venha musa desfile no meu sonho

E arrebata veloz o sofrimento

Deste ser que gentil, prostra risonho.

Traga-me singular contentamento

Por mais que não pareça sou bisonho

Dê-me do seu carinho vão fragmento.

 ILARIO MOREIRA

02/06/2017

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Meu EU poético

Escrevo sem traçar único gênero

Os meus escritos são sim muito ecléticos

Porém, não subestimes são eles éticos

Por que, várias belezas eu venero.

Sei que os versos até oprimo, onero

Todavia, não são vis antiéticos

É o meu estilo, verve sim poéticos

Não sou louco, lutico tal Nero.

 

Neles exponho todos sentimentos

De forma clara, cil, transparente

E faço uso de rios argumentos.

Que seja a poesia ele inerente

E não abdico também de complementos

Pois, não quero um poema vão, carente.

ILARIO MOREIRA

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01/06/2017

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Risos da morte

Viva vã criatura sua sorte

Mesmo sendo cruel, nefasta e impura

Que aos poucos a dor vem te depura

E conhecerá seu final a morte.

Tal figura dantesca sem consorte

Na campa deixará só, limpa e pura

E na boca dos vermes ela empurra

No jazigo serão litisconsorte.

Cá do alto ela sorri louca e estridente

Vendo seu corpo ser parco repasto

Do helminto vil, saprófago sem dente.

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Que te devorará como antepasto

Em gozo singular maldito e ardente

Desprezível não é nem sobrepasto.

ILARIO MOREIRA

31/05/2017

 

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