Posts de Israel Batista (178)

O MEU EU

 
 
De que vale poesia tão linda
Se no dia a dia não consigo demonstrar
Tudo que escrevo bonito é um personagem
Pois meu eu é pura hipocrisia nada haver
Do que escrevo, isso é um absurdo.
Quero ser aquele jovem amoroso
Que as poesias de amor decanta
Que a todos encanta
E até faz chorar
O poeta é um fingidor
cansei de fingir
Quero então prosseguir compondo
Poesias reais sem fantasias
Meu eu, onde anda o meu eu?
Aquele eu poético e real
Deve está escondido dentro de meu ser
Esperando o momento certo de aflorar,
Será que é a minha timidez que não deixa?
Esse meu eu tão romântico enfim aparecer?
Israel Batista

 

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ENCONTROS DE POETAS


O encontro de cinco escritores
Rolou só literatura
Foi uma loucura
E demonstramos os valores
E todos os primores
Das artes e o escrever
Foi bom pra valer
Esse encontro especial

Linda, Fátima e Vicente
Valdir e o Israel
Debaixo de um lindo céu
Foi escrito no papel
Esse encontro decente
Escritores competente
Falando de academia
Oh que Alegria magistral!

Construo a minha história 
Na literatura
Não penso em fartura
Mas alcançarei a glória
E toda a vitória
Dedico ao povo meu
Nessa terra que me deu
Muita felicidade
Sem igual.

Israel Batista

os escritores da foto Vicente Lemos, José Valdir Pereira, Fátima Lemos, Linda Lemos e Israel Batista
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TENHO MEDO

tenho medo de perder
o que nunca foi meu 
tenho medo de fugir de minhas mãos
o que nunca peguei
tenho medo de perder os beijos
que nunca ganhei
de não ver mais o sorriso lindo
que nunca vi
tenho medo
um medo profundo
de perder o amor 
maior do mundo
esse medo me acompanha
no meu dia a dia
pois é esse o motivo
que me falta a alegria
tenho medo de perder o amor
que nunca foi meu
e de perder os abraços
que ela nunca me deu.

Israel Batista

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ESSA QUE EU HEI DE AMAR



Essa que eu hei de amar
Tem que ser sincera
Compartilhar comigo
De mil quimeras
E demonstrar todo amor
Que em meu peito encerra

Essa que eu hei de amar
Tem que ser bela
Um sorriso meigo
De beleza singela
Que o calor da solidão
Ao seu lado gela

Essa que eu hei de amar
Venha voando ao vento
Sendo a brisa suave
Que me alivia no momento
Para que cesse em mim
Todo o meu lamento

Essa que eu hei de amar
Pode ser a solução
De todos os problemas
Que perturba meu coração
Que a vil e mais sagaz
Conhecida solidão

Essa que eu hei de amar
Amar até morrer
Pode ser o bálsamo
Que alivia o meu sofrer
A menina mais mimosa
Do meu bem querer

Essa que eu hei de amar
Não me fará padecer
Pois será a solução
Que eu procurei ter
Em toda minha vida
Me dando prazer

Como eu vivo louco
Não me canso de procurar
E a busca continua
E não poderei desanimar
Mas sei que encontrarei 
Essa que eu hei de amar 

Israel Batista
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JATI

Que saudade eu sinto de ti!
Oh minha doce Jati
Localizada na região fértil
Do Cariri
Jati eu peço a ti
Que não se esqueça
De mim
Pois ao parti
Eu senti
Uma dor sem fim
Pequena cidade de Jati 
É grande o meu amor 
Por ti
Jati da festa de 
Senhora de Santana
Jati que significa
Pequena abelha
A tua grandeza Jati
Não cabe em meu coração
Amo-te Jati
Com tamanha sofreguidão
E desejos incontidos
Dentro do meu ser
Que chora de saudades de ti.

Israel Batista

*Jati é uma pequena cidade localizada ao sul do estado do Ceará em divisa com o estado de Pernambuco.

 

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VOU VIAJAR


Vou viajar
Mas deixo meu coração
Vou deixar guardado
Toda minha emoção
Vou viajar
Não venha esquecer
Que sempre, sempre,
Lembrarei de você 

Vou viajar 
Queria te levar comigo
Pois viver sozinho
É um baita dum castigo
Vou viajar
Vamos comigo viajar?
Pois sem você ficarei
Muito tempo a chorar

Vou viajar
Esse é meu destino
Seguir sem rumo
Vagando sem tino
Vamos viajar
Pra alegrar meu coração
Que nessa viaje chegará
A bendita solidão.

Israel Batista

 

 

 

 

 

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MINHAS DÉCIMAS DECIMAIS

Com um começo contar
Com dois eu to contando
Com três vou aumentando
Com quatro posso afirmar
Com cinco quero falar
Que seis é bom demais
E no sete eu quero é mais
No oito e nove finco os pés
Vou termina r é no dez
Minhas décimas decimais

Israel Batista

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SOBE E DESCE

Nossa vida é feita

De

a

l

t

o

s

 

e

 

b

a

i

x

o

s

Em algumas vezes

Estamos em

                      d

                 e

             s

          c

       i

   d

a

 

E noutras estamos em

                                a

                           d

                        i

                  b

           u

       s

E nesse

              e

          b

      o

  s

E nesse

           d

        e

      s

    c

e

Temos que aprender

A vencer na vida.

 

 

 Israel Batista

 

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CANÇÃO DE REPÚDIO À PATRIA

Acabaram-se as palmeiras

Ninguém ver mais sabiá

As aves emudeceram

Só a tristeza tem por lá

 

Nosso céu está poluído

Nossas várzeas já secaram

Nossos bosques tristes estão

Tudo, tudo se acabaram.

 

Em cismar sozinho à noite

Prazer não encontro mais lá

Minha terra tinha palmeira

Onde cantava o sabiá

 

Minha terra tinha primores

Que tais encontrava eu lá

Em cismar sozinho – à noite

Mais prazer encontro eu cá

Minha terra tinha palmeira

Onde cantava o sabiá

 

Se eu chegar a morrer

Antes não quero voltar lá

Que os primores não desfrutarei

Prefiro os de cá

Sei que não avistarei as palmeiras

Nem tampouco o sabiá.

 

Que o progresso fez perecer...

Israel Batista

*contextualização do poema de Gonçalves Dias "Canção do Exílio"

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O INSETO

 

Lá vem o inseto

Inepto

Incorreto

A me picar

 

Me cubro

Descubro

E escuto

O seu zumbizar

 

Fico intrigado

Irritado

E picado

Sem poder me defender

 

Já tenho a solução

Ao inseto

Inseticida

Vou-lhes oferecer.

Israel Batista

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ACRÓSTICO TRIPLO ISRAEL, SIMONE, LEDIAN

    

Insisto    Sempre            Lembrar

Sua         Insegurança    Experiente

Rifando Mórbida          Diferença

Ao         Orgulho            Inesperadamente

Eu          Nisto                Ajudarei

Lhe        Ensinando     Naturalmente

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RECIFE

           


És a Veneza brasileira

Imponente no Nordeste

Terra de Manuel Bandeira

Um poeta inconteste


Seus rios cruzando a cidade

Enchem de tanta beleza

Seu carnaval da diversidade

De cultura e de riqueza


Orgulho do teu povo
Que se enchem de renovo
Sendo alto o seu cacife

Me abraçaste no teu seio
Hoje vivo aqui no meio
Dessa metrópoles Recife.

 

 

 

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CPP