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Karen Yonamine atualizou o perfil
13 de Nov de 2016
Karen Yonamine agora é amigo de Geovani Nogueira, Marcia Aparecida Mancebo, SAM MORENO e mais 10
13 de Nov de 2016
Karen Yonamine agora é membro de Casa dos Poetas e da Poesia
24 de Set de 2016

Comentarios

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Comentários

  • FELIZ ANIVERSÁRIO KAREN! - FELICIDADES!

  • Venho agradecer as leituras na minha página. Seja sempre bem vinda. Um forte abraço.

  • Seja bem - vinda!''
  • Olha só quem chegou!! haha

    Minha ídola. O fã clube está muito feliz em vê-la aqui nesta maravilhosa casa.

    Seja bem vinda, querida.

    Um grande abraço

  • Adm

    Desejamos que desfrute de tudo o que esta Casa oferece, especialmente, da boa e sincera amizade.

    Paz e bem!

  • Adm

    Seja bem vinda, poetisa.

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Sobre Mim

Aniversário:

Julho 23


1) Qual seu nome completo?

Karen Yonamine


2) Sexo?

Feminino


3) Data de nascimento

23/07/1995


4) Local de residência (apenas Cidade / Estado / País)

Londrina/Paraná/Brasil


5) Mini Currículo (trabalho, experiências, gostos e ou preferências, família, produção poético-literária...).

Estudante de Ciências Contábeis, amo escrever poesias e crônicas, sou vegana, liberal, sem posicionamento político, mas muito crítica, acredito em signos mas não em horóscopo, ouço um pouco de j-rock, k-pop, rock nacional e internacional, pop, mpb, gótico, heavy metal, gospel, procuro entender sobre as religiões e gostaria de ganhar livros de presente! Gosto de tocar violão e sanshin (instrumento de Okinawa), acho que já esqueci como se toca teclado. E a cada dia procuro melhorar!


6) Quem o/a indicou para a Casa dos Poetas e da Poesia (ou como ficou sabendo desta)?Cite o nome da pessoa que a/o indicou ou convidou.

Geovani Nogueira e Nina Costa.


7) INSIRA uma Foto (que mostre Você) em Teu Perfil para rápida aprovação

Sim


8) Concorda que as poesias eróticas (caso as poste), devem ser postadas no Grupo de Literatura erótica?

Sim


9) Concorda em interagir conforme possa, com os demais membros participando e interagindo das atividades da Casa?

Sim


10) Concorda em NÃO POSTAR mais que 3 (três) Mensagens por dia no Blog Geral?

Sim


11) Deixe o Link do Facebook ou Recanto das Letras (caso tenha) *Não coloque o "http"

http://https://www.facebook.com/karen.yonamine.5


12) Publique neste espaço, um ou até dois textos de tua autoria. (não precisam ser extensos)

[O inseto morto] O que era você? Um inseto morto na janela do ônibus. Grudado. Corpo no vidro. Olhos abertos para sempre olhando para fora da janela fechada. Alguém, com o peso de suas mãos, te carimbou sobre o vidro impenetrável, impermeável, tão forte, mas tão forte, que você foi ao encontro da morte. O pior encontro de toda a sua vida. E você, vida mesquinha que era, nada pôde fazer. Salvador nenhum te salvou. Santo nenhum te ajudou. Amigo nenhum te acudiu. Prece nenhuma impediu. Porque sua vida... sua vida era miserável perto da vida de um humano. Para um humano, o que é a vida de um inseto? Inseto: nasce, cresce, talvez reproduza e, por fim, no ciclo natural da vida de um inseto, é morto. E se você ousar dizer que sua vida em nada difere da vida de um humano... ai de você! Mas isso não te faz ser humano, nem faz deixar de ser inseto. Você, simplesmente por ser inseto, está condenado a ser morto por alguma mão humana. Grudado no vidro da janela do ônibus. Pessoas passam e nem notam sua existência. Sua morte não serviu de nada. Não teve plateia. Foi simplesmente patético e comum. Quantos insetos aquela mão já esmagou? Te matar foi apenas mais um ato corriqueiro de um ser humano que vive milhares de dias a mais que você. Ato insignificante de um segundo. Para o humano. Afinal, o que é a vida de um inseto? Você foi um nada na vida desse humano. Não adianta procurar significado: não há. A vida de um inseto: tudo para ele; nada para o humano. Nem para si mesmo deveria ter significado, já que insetos não têm consciência. Ou têm? Não importa. Para o humano não tem, e isso é tudo que interessa. Se é assim, matar, que mal tem? Pois não pesa na consciência de um humano. Conto quantos insetos já matei com essas mãos e não estou ligando. Conto quantos já matei da mesma forma que conto os minutos para chegar ao meu ponto. Desço do ônibus, mas deixo no vidro uma lembrança: um corpo morto. Uma vida insignificante. Como a minha. Que ela se liberte do seu corpo carnal de inseto e possa ser algo mais do que isso. Algo mais livre. Que seja algo. [Consciência] Uma consciência solta no vento da noite. Não um corpo, não uma alma... apenas uma consciência. Consciente de que também tem rosto, mas olhos que não conhece. E cabelos. E boca, que não fala. Grita. Pelos olhos. Passeando, vagando, voando, na altura da rua, pela cidade na velocidade de um carro a sessenta por hora. Alucinando, aumentando cada segundo mais um pouquinho. Sessenta e cinco. Setenta. Cento e vinte. Centro e cinquenta por hora. Um milímetro por segundo. Um corpo por dia que morre. Uma consciência por corpo que se liberta. Como se correndo estivesse, mas sem pernas para movimentar. Sem olhos para ver, pois via com sua consciência. A visão era exercida por tudo aquilo chamado ‘corpo’. A luz das lâmpadas incandescentes iluminava as árvores e se tornava impossível identificar as cores das pequenas flores. O alaranjado das luzes se confundia com o sangue no asfalto. A rua, molhada pela água da chuva, refletia coisas que não existiam. O ar, fresco, refrescante, parecia me dizer para relaxar, para respirar. Mas eu não respiro. Fui passando em alta velocidade para sentir o vento. Me falaram de pessoas que morreram nas estradas e seus espíritos ficavam por lá, vagando. Me falaram de pessoas que morreram afogadas. Que morreram atropeladas. Que morreram de ataque cardíaco. De pessoas que nunca viveram. De pessoas que foram abortadas. Seus espíritos gritavam de forma ensurdecedora. Mas os agressores não as ouviam. Mas suas mãos andavam cheias de sangue e sua consciência também. Já, eu, sou uma consciência sem dono. Aliás, não sei se sou independente ou se não me lembro a quem pertenci. Se fui alguém. Carro. Vidros fechados. Volante. Velocidade. Janela gelada. Úmida por fora. Sinto que se abri-la sentirei a brisa fresca da noite entrando na madrugada. Junto com o odor de algo. Vejo algo estranho. Vejo alguém na rua. Alguém estranho. O carro se aproxima. Algo se desprendeu de mim. Eu me desprendi de algo. Me libertei? Eu estava presa? Agora não vejo mais nada. Estou correndo, correndo, correndo. Alucinada. Não sei quando comecei a correr. Não sei se vou parar um dia. Já não tenho corpo. Já não tenho a lembrança de ter um corpo. Não sei o que é um corpo. Não tenho noção do que é corpo. Sou completa assim. Não tenho acessórios, não tenho sentidos. Sou um tudo: sou completo. Não sou ela. Não sou nada. Não sei se já vivi ou se apenas vivi aquilo de que me lembro. Talvez tenha vivido uma noite apenas, em toda a existência das outras pessoas. Eu sempre tive em mente tudo o que me contaram sobre a morte. Sobre a morte dos outros. Porque a minha morte... foi diferente. Minha morte é meu estado. A consciência é meu ser. A noite é meu tempo. A rua é meu chão. E a vida foi uma noite. Tão breve... tão angustiante. Sempre com medo desse fim que eu teria. Que, agora que assim estou, estou acomodada. Que sofrimento há? Ninguém que eu me lembre conhecer. Ninguém que eu me lembre amar. Não sei se alguém mais habita esse mundo. Se vivos andam por aqui e se faz dia. Me parece que estou só. Só comigo mesma. Com outras consciências sujas de sangue. O último suspiro da consciência é também o primeiro, pois se a terra é minha prisão, nada há para marcar o meu tempo. Minha pena é perpétua.


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CPP