Posts de Luly Diniz (171)

O MOSTRO SEM ROSTO

O MONSTRO SEM ROSTO

Ele não tinha rosto, não tinha amor,
não sentia absolutamente nada!
Queria roubar um rosto, um coração;
não um qualquer; o rosto e o coração
de uma menininha que vivia a sonhar.
__Escondia-se na noite triste, quando
a chuva batia forte na pequena janela
do seu quarto ele vinha junto com a chuva.
A menina via seu hálito embaçar o vidro
esverdeado da Janela, seu frágil corpo estremecia,
sua garganta fechava.
Como mágica passava através da janela,
vinha bem perto... Perto... Perto... Perto!
Tão perto que seu mal cheiro entrava pelas
suas narinas, que tremiam de medo.
Sentia sua respiração no pescoço arrepiando
seu couro cabeludo fazendo seu coração disparar,
suas mãos suarem, entrou debaixo do lençol com
a lanterna acesa pensando numa solução para o
assustador monstro, tirou do pescoço seu cordão,
pegou o coração de ouro, colocou dentro de uma
caixa junto com a foto de um anjo; ainda
sentia a presença do monstro.
Com medo estendeu a mãozinha, entregou
a caixa ao monstro, sem entender bem o gesto
segurou, abriu a caixa.
Colocou a foto do anjo na sua face sem forma,
encostou o coração de ouro no peito, que começou
a bater. Como magia a lua surgiu iluminando o quarto,
o cheiro ruim sumiu. Curiosas quis ver a sombra que
estava ao lado da sua cama, não viu mais um monstro,
e sim um lindo anjo com um pequeno coração de
ouro no peito. Então, ele explicou: __ Eu era um anjo,
ao desobedecer Deus eu caí do céu sem rosto e sem
coração, sem sentir nada; agora posso voltar para o céu,
você venceu o medo, me deu um rosto, e um coração, obrigado!
_Esse foi o fim do monstro que queria roubar um rosto e um coração.

Luly Diniz.

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NA DOR, ÉS MEU ALIMENTO

NA DOR; ÉS MEU ALIMENTO.

A dor aguça amargos e doces sentimentos...
Revela o querer do que não se pode tocar
Desperta a vontade de voar junto com os ventos
Mitiga o gosto de fel quando me deixo beijar,
Ouvindo teu suspiro me acender e queimar.

Na dor de te amar meu respirar é profundo;
O sangue trafega pelas veias num curto circuito.
O corpo se aquece na noite mais fria do mundo,
Ao sentir o mel do teu amor como alimento,
Minha alma em dor se enche de plena alegria.

Luly Diniz.
23/05/18.

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ME DÁ UM TEMPO VIDA...

Me dá um tempo Vida

Uma vez postei um card onde dizia:
Chega de aprender Vida, já apanhei demais.
_Porém a Vida não escuta nossos
Lamentos, nem liga se os joelhos já
Estão em chagas de tanto cair,
Levantar, se recompor, voltar a cair...
Quero apenas um descanso merecido.
Bem que a Vida sabe o quanto já apanhei....
O suposto aprendizado que dizem ser
Para lapidar a alma, que a dor nos faz
Mais fortes... Para mim chega!!!!
Depois dessa agora, vê se me dá um tempo,
Tempo para apreciar as flores, namorar
A lua, pular as ondas do mar, sonhar...
Se Deus tem um propósito, que venha
A calmaria depois dessa tempestade.
Chega de cair, quero ficar de pé, e seguir...
Será que aprendi tudo Vida????

Luly Diniz.
21/05/18.

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SEM MIM...

SEM MIM

Sem que espere lá estou eu, apertando teu coração,
Tomando tua emoção, renovando teus desejos,
Assanhando teu sentir; fazendo tuas noites vazias,
E das minhas um completo tormento.
Assim será até que admita que sem mim não pode viver.

Luly Diniz.
16/05/18.

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FICA COMIGO...

FICA COMIGO...

Meu existir só se completa quando nos
Conectamos em pensamentos e nossas almas
Se amam plenamente numa louca entrega.
Teu amor me entra nas entranhas fazendo
Do meu corpo brinquedo derrubando minhas
Barreiras aguçando desejos que quero esquecer.
Mas, você não vem me amar preso que está
Nesse seu mundo de felicidade ilusória...
...Preso como um pássaro numa gaiola sem tranca
Com receio de voar, sonhar, correr riscos...
Quero esse teu amor alucinado como a abelha quer o mel...
Como o rio quer o mar, como o corpo precisa do coração
Batendo ritmado para que possamos viver...
Descrever o que sinto ao ler teus poemas é deixar
Que o mundo descubra como é grande o meu amor por você.
Longe dos meus olhos, mas navegando como um vírus sedutor
Dentro do meu corpo tornando minhas noite uma agonia.
Agonia desesperada que choca a lua que invade minha intimidade
Pelas frestas da janela só para me ver te amar.

Luly Diniz.

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PAÍS DA IMORALIDADE... DE UM POVO VENCIDO

PAÍS DA IMORALIDADE.

No país da corrupção e impunidade
Vivesse; ou sobrevivesse quase de caridade.
Cidades tomadas por facções armadas a dentes
A fazer os cidadãos indefesos a viver tementes.

Gente que se diz do bem faz parelhas com mafiosos,
Fazem lavagem da grana dos entorpecidos brasileiros,
Que bradam melhoras por mensagens e vídeos.

Povo acomodado, que vive vendo as barbaridades
Com as mãos inertes, assistem a tudo sem ir as ruas,
Emudecem como se tudo estivesse na moralidade,
A mídia revela todos os dias mais e mais falcatruas.

Vemos sem reagir... É preciso sair dessa inércia,
Ao menos vamos exigir que o exército caia de pau
Nessa cambada de escrotos que vivem de boemia,
Quem sabe ainda dá tempo de sair do caos.

Luly Diniz.
12/05/18

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SILÊNCIO EXISTE!?

 

SILÊNCIO EXISTE!?!?

Há barulho no meu silêncio...
O silêncio traz o zoar das lembranças...
A saudade acelera meu coração,
A cama geme, a cadeira range,
Embarga o peito de dor, o suspiro sai alto...
Há o zoar do amanhecer... Tão peculiar!
O pulsar do coração... Tão conhecido!
Pássaros batem as asas... Árvores balançam.
Vem o ruflar inexorável do vento...
Lá longe o lobo uiva... O trem apita...
Um moço contesta... Crianças gritam...
O trânsito se irrita... A buzina insulta...
Há celeumas... Tiros... Choro... A dor fala!
O ancestral e abusado relógio não susta...
Há passadas pela casa; portas batem!
A televisão não silencia... O vizinho solicita...
Os amante sussurram... Gemem...
Arfam deleitosos de prazer...
__A noite fala... O dia responde...
As palavras calam, o mundo responde...
O silêncio existe na inevitável morte.
__''Ainda há algo no meu silêncio''...
VOCÊ!

Luly Diniz.
05/05/18.

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