Posts de Ricardo Nunes de Sales (191)

TE AMAR

Quando vejo um rosto, só vejo teu rosto,

Quando vejo um sorriso, só vejo teu sorriso,

Quando vejo um corpo, só desejo teu corpo.

 

Quando olho a lua de um prateado sutil,

Só vejo teu semblante em poemas,

Que o poeta em versos te resumiu.

 

Quando sinto a suave brisa tocar minha pele,

Só lembro teus beijos atiçadores,

Como afoitos caçadores em busca da presa.

 

Quando a saudade implorar tua presença,

Irei pintar asas em meus pensamentos,

Só para tê-la por alguns momentos,

E os meus sonhos com você ausente,

São meus sonos em devaneios e delírios.

 

Nos martírios da tua insana procura,

Viveria a amargura por não te tocar,

Não teria caminhos por caminhar.

Então...

Só me resta te amar.

 

Ricardo Sales.

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SEDUÇÃO

Você chegou de mansinho como nada querendo,

Mais ao mesmo tempo tudo buscando,

Sorriu um cínico sorriso,

E um rápido piscar de olhos envolveu-me,

Aproximei-me furtivamente,

Receosamente toquei suas mãos delicadas,

Visivelmente emocionado,

Preguiçosamente saiu um “alô” quase imperceptível,

Toquei ligeiramente tremulo seus cabelos de seda,

Busquei silenciosamente seu rosto de deusa,

Encontrei seu corpo febril,

Fechei suavemente meus olhos,

Viajei por instantes perpetuo,

Receosamente abri-os,

Diante de mim um sorriso que encanta,

E como encanto me apaixonei,          

Aquele casual e ingênuo encontro,

Nascido de um simples cínico olhar,

Aflorou como uma linda flor,

E tornou-se infinito...

 

Ricardo Sales.

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O HORROR DA FOME QUE PRODUZ O GRITO CALADO

Para onde eles estão indo?

Porque não os vemos?

Porque não os escutamos?

Ou fazemos questão de não ouvi-los?

Fechamos olhos e ouvidos para este horror,

Eles são ondas de seres esqueléticos,

De olhares tristes e esbugalhados,

Eles estão só, só com sua dor, a dor da fome,

Será que são humanos?

Será que fingem serem invisíveis?

A hipocrisia é a cortina negra que separa,

E ampara esta falta de boa vontade humanitária,

Este pecado que consome o mundo,

Onde o mundo prefere matar a fome das guerras,

Que consomem enormes fortunas,

Depois os arrotos que atingem a moralidade,

E a dignidade de uma sociedade indecente e amoral,

Consumindo vidas por falta de meras ações,

Que alivie os gritos calados dos que não tem opções,

As vezes enterrada em cova rasa e sem identificação,

Mais um a ser esquecido por não ser ninguém,

Mais existe uma fartura de idolatria ao poder e a ganância,

Que os separa num imenso fosso,

O fosso da vergonha e da insânia,

Tornando vítimas os que sofrem a fome,

Até onde pretendemos ir?

Com essa ira de intolerável negação,

Aos rebanhos mais necessitados,

Da mesma terra, filhos que são,

Respiram do mesmo ar,

Caminham também sobre ela, descalços,

Maltrapilhos e a imputarem o cruel abandono,

Deixando-os a mercê do tempo, sem tempo nenhum,

Será que para eles a fome é inexistente?

Ou apenas sinônimos de simples exclusão,

Se assim for,

Só restam nossas confissões nas comunhões,

Depois nossos arrependimentos nas orações.

 

Ricardo Sales.

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SIMPLES POESIA

Procurar palavras,

Torná-la versos,

Depois estrofes,

Como por vontade própria,

Ela se transforma,

Nasce a poesia,

Somente rabiscos,

Tem o sublime poder,

Como por encanto,

A inspiração cria,

Sou um simples poeta,

Quem diria?

Nas linhas cravo,

Minha fértil imaginação,

E deixo com ela asas,

A voar por um céu infinito,

E nisto mantenho minha magia,

O poder de sempre sonhar,

Sempre numa simples poesia.

 

Ricardo Sales.

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MINHA HOMENAGEM A PORTELA

A arte floresceu em minha fantasia,

Brilhosa como o sol do meio dia,

Para exaltar Donga, Roberto Silva e Pixinguinha,

Notáveis embriões imortais,

Serei um Pierrô nesta magia do carnaval,

A passarela em cores de uma aquarela,

Como um conto de sonho, sonhei,

Um reinado de uma Escola campeã,

Terra encantada, é a Portela anfitriã.

 

Orgulhosa minha escola vai desfilar,

Com harmonia, vaidosa a sambar,

É a Portela minha estrela guia,

Maravilhosa sambando na folia,

O samba-enredo, que beleza,

Exalta nosso povo, nossas raças,

Nossas lendas e riquezas.

 

Do Engenho a Oswaldo Cruz,

Paulo da Portela se traduz,

Candeia que incendeia o nosso astral,

Monarco, Velha Guarda e Noca,

Ilustram o terreiro de gente bamba,

A Águia em azul e branco decola, num mundo surreal,

Pra mais um show neste carnaval.

 

Portela, minha querida Portela,

Que um dia Dona Esther sonhou,

Somos a felicidade na passarela,

És a tela colorida de um povo,

És a nossa festa, a nossa canção,

És a Portela, Escola do meu coração.

 

Ricardo Sales.

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É HORA DE VOAR

Porque só caminhar?
Caminhamos por toda a vida,
Entre os passos que damos,
Deixamos histórias,
As vezes serão contadas,
As vezes esquecidas no tempo,
Há fatos que marcam, idolatram,
As fezes sangram,
Outros passam despercebidos.
Chegou a hora,
Quem sabe agora,
É hora de voar,
Ver o mundo lá de cima,
Num outro patamar,
Sentir-se livre e livre a voar,
A liberdade vai te conduzir,
Até onde puder ir,
Você será sua fronteira,
Será seu norte e horizonte,
Vai ver o mundo de cabeça para baixo,
Um mundo só de uma cor,
Onde só perdure o amor,
E a dor, a lágrima da saudade,
Não é somente receber ou se dar,
Vai ver que a vida,
Não é só um começo
Ou simplesmente um fim,
Os arremedos que dão medos,
Nunca serão os mesmos,
E tua sintonia,
Será a linha,
Será o ego,
O teu desejo somente teu,
Será o elo com Deus.
 
Ricardo Sales.

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O LEVITAR DE UMA FLOR

Um certo dia, com um sol radiante de alegria,
Me vi flutuando, como se desafiasse a magia,
Tentando alcançar uma flor, que vadia,
Brincava de levitar com o vento numa hora qualquer do dia.
 
Ela não tinha cor, nem brilho e rodava como pião,
Ansioso, nas pontas dos pés, como exímio equilibrista,
Buscava ingenuamente senti-la em minhas mãos,
Fadigado dos meus rodopios, um dançarino sem canção.
 
Essa teimosia incessante de um ato infantil,
Roubou-me momentos e me dei conta, sou um louco,                                        
Confrontei o tempo, perverso menino afoito.
 
Me fiz homem feliz, da bobagem que me permiti,
São momentos que a vida te escolhe, norteia teu consciente,
Ciente dos invejáveis tempos de criança, se faz presente.
 
Ricardo Sales.

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UMA DEDICATÓRIA DE NATAL

Natal!!!
Este dia tão especial, mais não o ideal,
O Natal perfeito seria uma mesa monumental,
Ao redor do mundo, sem fronteiras,
Todos, uma só religião, um só idioma,
Se confraternizando num só abraço,
Ao brilho da lua e das estrelas,
E sob a benção de JESUS,
Um NATAL, sem fome e sem sede.
 
Aos meus pais:
As minhas maravilhosas lembranças e saudades.
A minha família:
O meu eterno Amor incondicional.
Aos meus irmãos:
A eterna herança deles, o Amor.
Aos meus parentes:
Um Natal de farturas e felicidades.
Aos meus amigos:
Um brinde especial de Natal.
Aos Poetas:
As belas colheitas de suas divinas inspirações.
Aos excluídos:
Uma semente de esperanças plantada em cada coração.
 
UM FELIZ NATAL A TODOS SEM EXCEÇÕES!!!
 
Ricardo Sales.


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UTOPIA DO NATAL

Chegou o Natal...
Época de alegrias e comemorações,
Festividades que se estenderiam a todos,
Mais existem os ausentes dessas mesas fartas.
 
A Estrela que simboliza o Natal,
Que orientou os Reis Magos,
Que viu Jesus nascer,
Numa humilde manjedoura de palha,
Hoje está sem brilho, pálida,
Acanhada e envergonhada,
Em seu silêncio cósmico.
 
Ela visualizou um mundo sem dor,
Sem guerras, moléstias, fomes e rancores,
Mais cega em sua utopia, se enganou,
E seu sonho de uma humanidade sadia,
Como simples pessoas humanitárias,
Desprovida de sentimentos profanos,
Seres humanos com índoles de fé cristã,
Navegando em calmaria de esperanças, naufragou.
 
Hoje as pessoas estão sempre apressadas,
Evitam cumprimentos em vias públicas,
Atravessam ruas para economizarem suas moedinhas,
Porque o maltrapilho pedinte,
Está lá de mãos abertas a esmolar,
Ou para não sentirem odores que deles exalam,
E assim sobram para seus presentes,
Champanhes e perus de natal.
 
Seus egoísmos afoitos afloram,
O dinheiro os idolatra e satisfaz a si próprio,
Suas gargalhadas cômicas alardeiam          
Seu indomável poder econômico,
Sobressai o caráter elitismo e egoísta,
E a sua mórbida ousadia de ser feliz.
 
Enquanto pontes e viaduto abrigam excluídos,
Com olhares perdidos e fomes adormecidas,
Onde o cobertor é o manto da escuridão,
E o frio a maltratar seu ego maltrapilho,
Em lágrimas solitárias se maldiz da solidão,
Num mundo desumano tão sem razão,
Excluídos que são sem noções,
Onde os restos humanos são invisíveis,
Onde ninguém podem vê-los ou encontrá-los.
 
São os esquecidos dos olhos da humanidade,
São eles que sonham a utopia do Natal.
Quem sabe um dia a Estrela de Jesus volte a brilhar...
 
Ricardo Sales.

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UM SÓ CORAÇÃO

Eu tenho seu coração,
E o tenho pulsando
Dentro do meu coração,
Te sinto e assim me sinto,
É a magia delirante que nos move,
Assim não ficamos nunca a sós,
Batendo a um só compasso,
Andamos no mesmo passo,
Somos um só caminho,
Somos uma só pessoa,
Temos o mesmo andor,
O mesmo frio e calor,
O mesmo terno sabor,
As vezes somos dor,
O sol que nos irradia,
Também prover alegrias,
Somos a fonte da água benta,
Somos feitos da mesma fatia,
Somos a sagrada montanha,
Que acaricia o sol nos dias ensolarados,
E esconde a romântica lua,
Nas noites raiadas de temporais,
Somos o bem-te-vi,
Do mesmo canto do colibri,
Somos a fome e a fartura da terra,
Que a chuva abranda e aduba,
Onde florescem mangas,
De rosas de um mesmo jardim,
Somos o mar em constante redemoinho,
Onde o clarão do teu reflexo,
Avisa a lua para nos enamorar,
Somos o milagre da benção,
Da mesma sagrada oração,
Somos uníssono coro,
De uma mesma bela canção,
Somos o oásis em teimosia,
Que um Saara nunca secou,
Somos sonhos de um sono,
Que nunca se sonhou,
Somos o milagre da vida,
Que feito magia um dia brotou,
Somos o cordão umbilical,
Somos o açúcar o sal,
Somos o embrião angelical,
Somos a síntese que Deus proliferou,
Somos o festival da doce emoção,
Porque tenho teu amado coração,
Batendo dentro do meu coração.
 
Ricardo Sales.

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QUEM É VOCÊ?

Quem é você? Que vive de várias formas, Tem várias faces, São variáveis disfarces, Um dia vem, se acomoda, Noutro, vai embora, Some em nuvens onde o vento, As leva sem qualquer destino, Sem ao menos um bilhete, As vezes deixa um ramalhete,
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ETERNO AMOR

Serei em tua vida, o começo, meio e fim, Tua indômita fome e tua insaciável sede, Teus devaneios vadios em desmazelo, Teu íntimo sagrado sossego. Quero ser teu doce amanhã, Aconchegar-me timidamente em você, Provar intensamente teu…
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PORTA RETRATOS

A vida deslumbra sempre uma vida,
Recheada de vida em vida,
Apenas vivemos e não temos o tempo,
Que nos diga quanto tempo temos,
Apenas acompanhamos o sol nascer,
A lua resplandecer num céu estrelado,
E amanhã apenas um porta retrato.
 
Saudades, repousadas em mesinha,
Empoeirada, esquecida entre tantos
Portas retratos em preto e branco,
Lembranças frágeis em datas enumeradas,
Quantas aguçadas por histórias remotas,
Poucas ou quase nada lembradas,
São memórias de porta retratos.
 
Longe são teus feitos e atos,
Heróis que foram em vida sem retorno,
Ou vilões gravados sem retratos,
Quantos caminhos percorridos,
Quantos foram os atalhos,
Quantos não foram aproveitados,
Hoje adornados em porta retratos.
 
Se foram histórias no tempo,
Imaculados em memórias sem memórias,
Em fios de navalhas cegas as súplicas,
A cortarem sonhos ainda por viverem,
São as feridas ainda por cicatrizarem,
Mais são lembranças imaculadas,
São porta-retratos em coloridos vitrais.
 
Louvamos se não somos nós os esquecidos,
Longe estaremos, num sopro de vela
A perpetuar nossa breve história,
Suamos vida, somos seres mortais,
Suavizamos nosso egoísmo, nosso pudor,
Mais deixamos sempre uma semente de amor,
Uma estante, um porta retrato e uma dor.

Ricardo Sales.

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MINHA SETENÇA

Por ondas bravias e tempestades tempestuosas,
Sombrias e ocultas qual noites sem luas,
Breu, no escuro desnudo teus anseios,
Inebriados são teus atos que nos altos
Ludibriosos sonhos que nunca serão realidades,
Lâminas afiadas e cortantes,
Sangram sangue impiedosamente,
Cortam carnes desnudas sem pudor,
Inquietantes são as cicatrizes
Que deixam marcas no tempo,
Não deixam saudades sem dores,
E os amargores da minha sentença,
São larvas ousadas que ferem,
Que grudam na pele desnuda,
E inundam tua decência,
A inercia de teu corpo,
Feito estátua que perene no tempo,
E sem espaço agoniza ao relento,
E o tempo parou,
Eu nascendo outra vez,
Nunca mais minha sentença,
Nunca mais minha demência,
Os sonhos delírios em vida,
Que minha vida sufocou,
E nunca mais o meu destino,
Será entregue ao desatino,
Vou cantar ao luar,
E dançar com as estrelas,
E minha vida assim iluminar,
O meu eterno caminhar.
 
Ricardo Sales.

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NINHO DE SONHOS

O luar entra sorrateiramente e sóbrio,
Pela janela entreaberta e convidativa,
Ela parece estar a tua espera,
Tímida e de um prateado sutil,
Entra para iluminar meus pensamentos,
Infinitos e belos momentos,
Me abraço com ímpeto ao travesseiro,
E ainda sinto teu cheiro avassalador,
O lençol de seda macio como teus lábios,
Atiçam minha imaginação,
E eu nesse ninho de sonhos,
É só o que me resta dos teus restos,
Pois meus soluços são em vãos,
Você está ausente,
Não te sinto e não me sente,
Não tenho mais teu consolo,
Às vezes me sinto um insolente tolo,
Sou órfão dos teus abraços enlouquecidos,
Do teu corpo morno em meu corpo,
Ainda ouço teus gemidos, adormecidos,
Ainda sinto tuas unhas em minhas entranhas,
E teus urros gritantes de prazer,
Depois me faziam docemente adormecer,
Num sono em cansaços indolentes,
Outrora um ninho de intenso clamor,
Hoje apenas um ninho sem teu amor.
 
Ricardo Sales.

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UM BREVE COMENTÁRIO

Quero expressar meu contentamento
E minha grata surpresa,
Pela nova roupagem da CPP,
Ficou realmente lindo!!!
O Natal expressa todas essas nossas emoções,
Que dilata nossos corações,
Por sentimentos que fluem
E se espalham em forma de flores,
E torna o Sagrado Natal, 
Um imenso e colossal jardim, 
De intensas cores de cordialidades,
E múltiplas mudas de felicidades.


Um feliz Natal a CPP e a todos os Poetas e Poetisas membras desta Casa.

Ricardo Sales.

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POESIA INOCENTE (Remix)

Assim como há relâmpagos,
E trovões no céu,
Assim como vejo tua imagem,
Formadas pelas nuvens de sisal,
Assim também vejo,
Teus lindos lábios,
Sorrindo em cada rosto de metal,
Assim como o luar,
Inspira-me tua lembrança imortal,
Assim também existe,
O meu obcecado amor,
Que diante de toda tua beleza,
Realça como simples grãos,
De intensa paixão,
Dentro do meu humilde,
E apaixonado coração.
 

Ricardo Sales.

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CPP