Posts de Thiago Rodrigues (38)

Soneto

Lembro oh! Como me lembro! Da manhã e o sol que fazia. Naquela quarta-feira, 27 de setembro em que ia por caminhos que há muito não seguia. Sentindo á paz, sim á paz, há pulsar serenamente em algum lugar dentro de mim... Com sua voz de criança há me dizeres tão mansamente pra eu seguires, seguires, mas sem pensares no fim. Que tudo estavas como devias... Nos trilhos em que se vai o nosso destino, há de encontrares as trevas e não só brilhos. E eu seguia, como quem segues, ali sereno vendo os prados... Que me acolhia tal como um filho, que para o lar houvestes voltado. Thiago Rodrigues 

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Oh! Bosques antigos

Oh! Bosques antigos de minha infância. Oh! Vales que travam-se à luta. Do homem contra si, que sentes essa ânsia somente na vida adulta. Oh! Estrela que rutilas no infinito, vem libertar este que ainda sonhas... Deste medo que o mantém, imerso em águas tão tristonhas. Há ver-te o tempo passar assim: Triste como o lírio no campo que choras... Este relógio dentro de mim, um relógio que só marca tenebrosas as horas. Thiago Rodrigues 

 

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Queixas Noturnas

Vão nas asas dos sonhos, como a folha vai nas asas do vento. Os dias alegres ou tristonhos, indo sendo levados pelo tempo. Que não distingue,nem perdoa, senhor de todos os destinos. Brada-nos que certa és a morte, que de todo pranto e dor dos cárceres do corpo a alma enfim liberta. Dolorosa verdade, sentimento que tanges o funéreo em meu peito e me deixas... Solitário a tocar este saltério,pra noite que ouves em silêncio as minhas queixas. Thiago Rodrigues 

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O coração do homem

O coração do homem é um sepulcro acreditas, este ser que sofre e ama... Ter um verme ali que habitas, o verme da tristeza que lhe acompanhas. Silente há veres ti, carregar-te a tua dor por estes ermos desconhecidos... Onde não se ouves o amor,só o lamento dos que estão desiludidos. E contigo entre as nuvens, solitária e esquecida, segues ela que fulguras cor de prata. Vendo ti que declamas para a vida a mais tristonha serenata. Thiago Rodrigues  

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Caiam folhas pelo caminho

Caíam folhas pelo caminho, enquanto andavas, mostrava-me à vida me mostravas... Sobre o galho do meu destino que choravas, infeliz à pobre ave dos meus sonhos que não voavas. Parado à sombra desta que não encantas, fiquei sem saber-te qual à razão... Me fez poeta pra cantar-te como esta que ai cantas, sobre o medo e também a solidão. Vendo ferir-te oh! Bruma o sol das minhas dores, a verdade revelou-se no profundo... Azul do céu que vou deixar quando me fores, há de ser-te só os versos que escrever-te neste mundo. Thiago Rodrigues 

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Eterna Mágoa

Eterna mágoa

 

Hei de ser a serpente que tu temes à peçonha.

Hei de acompanhar-te feito a sombra que te segue na estrada.

Sou a dor que deixas tu que já não sonhas, merencório como a lua que se vai na madrugada.

Mostrarei-te o sofrimento e o pranto, onde apodrece sonhos e floresce as ilusões...

Irás andar ouvindo o canto da maldade que se tem nos corações.

Eterna mágoa do amor eterno brado que te proclamas, noctâmbula cruel, algoz da matutina...

Crença que acende esta chama, e que todos os males abomina.

Dolorosa feito a ave que vem a lhe trazer, no presente, idos tempos que não morre...

Até ver em teu rosto aparecer, este líquido que dos olhos lhe escorre.

 

Thiago Rodrigues 

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Crença

Crença

 

Ia lhe deixando pelo caminho em que ia,

quando lembrei daquele verso profundíssimo...

Que disse-me: Descansar somente iria, quem habitas no esconderijo do altíssimo.

Verso que li de joelhos no chão,

antes do romper da aurora fria...

Sentindo por dentro á alma este pobre cão,

que vagueias à noite, mas que anseias o dia.

Sofrer em silêncio nas trilhas que iam os lamentos e as juras,

unidos nas catedrais do clamor...

Que lhe enviavas a ti nas alturas meu ser imperfeito e pecador.

 

Thiago Rodrigues 

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Absorto neste pensamento

Absorto neste pensamento obtuso, vais o meu olhar no horizonte pulcro. Imaginar-te este destino tão confuso, que me assusta como á solidão de um sepulcro. E que me levas há viveres como outros assim em pranto, vendo as trevas desta certeza. Me perseguires com o teu canto a mim que vivo de ti fugindo, como do lobo foges à presa. Resta-me só como um céu indo escurecendo, silente na tarde calma... Esperar-te que um dia aqui por dentro, seus dedos frágeis toquem minh'alma. Thiago Rodrigues 

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O Equilíbrio

Brotam por dentro igual na terra os roseirais com calma. Flores do bem ou do mal, que encantam ou talvez que envenenam à alma. Eu sei que tens como á alvorada, que vens até nós mais um dia trazer... Laços que deixam-nos presos nessa jornada e asas que voam libertas no entardecer. O equilíbrio que reges a natureza, desde o princípio dessas terras solitárias. Anda junto com as alegrias e as tristezas, que desencadeiam os risos e as lágrimas. Tão enigmático como na madrugada há se formar, á bruma no horizonte que pasma. Este que a vê passar, distante e pálida como se fosse um fantasma. Thiago Rodrigues 

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Canção

Sonho, combustível para o ser em sua existência. Medo, sombra que há de seguir-te à todo instante. Juntos os dois fazem parte de sua essência, misteriosa e bela, tal como és o plenilúnio e a minguante. Estes milhões de pensamentos, que vagam pelo teu cérebro vão... Como fantasmas e os teus lamentos, infelizmente lhe assombrar-te irão. As noites em que o sono não vires lhe apagar-te essa luz tão derradeira... Tornarás enfim sentires, o que sentistes quando sofrestes da vez primeira. Mas a vida... Ah este velho e triste violino há de tocar-te outra vez tua canção. Pra que não fique, como ficas lá o sino, há chorar nas catedrais tua solidão. Thiago Rodrigues 

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Te escondes neste céu tão nebuloso

Te escondes neste céu tão nebuloso de mistérios a urdires e formares...

Pouco à pouco e em silêncio luminoso, brilho que hás de mostrar.

Embranquecida tua face, reluzente em meio a escuridão.

Da enegrecida noite que te sentes como o palpitar de um coração.

Pois esta chuva, deve ser tuas lágrimas que goteja em mim que ando distraído - ah com esse olhar...

- Tão vago em ti que trovejas... Oh em ti que me fazes sonhar.

 

Thiago Rodrigues 

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Sentimentos

Palpitas um a cada instante, em mim por dentro e que me faz assim ficares: Homem confuso eis-me aqui e o meu lamento em versos tento explicares. Que não se explicas um sentimento... Pois só entendes quem ele sente! Por mais sincero e puro como o vento és tão sombrio e profundo como a mente. E minh'alma sofre e chora nessa estrada, pra entenderes desde outrora... Que esse anseio que vens como a alvorada só és mais um entre outros que tanto aflora. Thiago Rodrigues  

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Estátuas e cruzes

Estátuas e cruzes, silentes catedrais do fado, que escutas o gemido e os clamores. De quem vive e sofres condenado à tristeza e as dores. Pois lhe resta um só destino há trilhares a ti que vai solitário pela rua. O destino de se lamentares sob enegrecido céu, sem estrelas e sem lua. Porque ficar-te igual morcego na penumbra escondido, se o dia o chama para ver-te a sua... Manhã que veio para dar-te outro sentido a isto que deixaste a tua... Alma desiludida, das paixões da vida,sem sonhos e sem crenças. Condenada a viver-te entristecida e seguir-te nas asas da descrença. Thiago Rodrigues 

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Os sonhos e as ilusões

Os sonhos e as ilusões nessa vida se juntam aos anseios e aos medos. Que fazem a nossa alegre e entristecida história com mistérios e segredos. O homem quedo... O homem que andas por este caminho, sente-te por dentro palpitar. O coração que sofre ali sozinho como ele indo pela rua a caminhar. Sem veres verdadeiro o sentimento, ah só esta angústia há passares com seu cortejo... Deixando-lhe pra trás um rastro de lamento,que eras do amor que davas o teu último arquejo. Thiago Rodrigues 

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O mistério das coisas

O mistério das coisas, o mistério, acredite encanta-nos o destino. Como um poema triste escrito por doidas mãos em desatino. Sobre ele há indagares o homem e é normal, o que lhe falta pra vida seres repleta. Seria a fé essa ave imortal, que de todos males nos liberta? Querias branca ave da paz ti veres, no céu que negrejas o choro e o pranto. Voando serena ao anoiteceres pra despertares à alvorada com o teu canto. Ave verde da esperança, oh ave,que sofres e dança em um vasto mundo que sentes à solidão... Apunhalar-te o peito como uma lança, cravada em silêncio no coração. Thiago Rodrigues 

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Se a distância faz sentir saudade

Se a distância faz sentir saudade

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Se a distância faz sentir saudade.

E um vôo traz à lembrança...

Eu só desejo na verdade, não teres um dia que te enterrares esperança.

A esses olhos que padecem de creres 

infelizmente, em seus pensamentos.

Não sereis eu pra que possam veres 

o coveiro de meus próprios sentimentos.

Sereis aquele a quem a morte há de ficares

quando vieres me buscar um dia destes...

Espantada há indagares se essa trama tão serena, fostes eu quem a tecestes. 

 

Thiago Rodrigues 

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Nos idos vales do tempo

Nos idos vales do tempo

 

Nos idos vales do tempo é de lá que vens essa lembrança.

Solta feito folha a ires...

Deixando-me pra trás,à  esperança presa em meu peito há sorrires.

Lua distante, oh lua, que vela solitários corações há palpitares de agonia...

Traga-me a mim que vou também neste calvário, luz pra iluminares tão sombria...  

Noite que parece a mim querer interrogares:

Não me olhes desse jeito, pois nem penso, entender nem desvendares o que dizes teu silêncio.

Se me basta, simplesmente, a melodia que entoas teu silêncio até aurora...

Apunhalar-te com a lâmina do dia e lhe fazeres novamente, ires embora.

 

Thiago Rodrigues 

 

 

 

 

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Minha Crença

Minha Crença

 

Minha crença nessa humanidade perdida,

caístes num abismo onde à felicidade estás também ferida

e o amor já não responde.

E eu escuto-te, vida!

Oh, em meu ouvido dizer-me que não quisestes...

Seu canto seres um só gemido, com notas tristes que compusestes.

Velha canção que entoas tão merencória por toda terra,

em todo canto, deixando os teus...

Rastros de dor e de glória pra eu seguir-te com sonhos meus.

 

Thiago Rodrigues 

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Solitário

Como o lírio que murchastes à noite sozinho, enlanguecida ficastes, sem paz oh alma que não sonha. Do homem que andas no caminho da solidão e da mágoa, tristonha, tristonha... Vais ao entardeceres como os pássaros há ires pelo céu deixando os rastros seus... Essa dor em silêncio a ti seguires e no peito também lhe deixares os teus. Pra chorar-te à sombra desta que entristece, como á árvore triste que chora... Ao veres secos os galhos que não floresce, choras tu ao veres o amor que não aflora. Solitário como á lua lá no alto esquecida que tu deixastes e não mais viste. Ao seguir-te a triste sina desta vida de viver-te sempre triste. Thiago Rodrigues 

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Em meio a sonhos

Em meio a sonhos segues o homem sua trajetória.

Silente como estes túmulos na enegrecida...

Espera de levar-te  toda a história que ele urdistes inda em vida.

Tão frágil e falha, com fios de medo e esperança...

O tempo há de levares é bem verdade, angústias e mágoas,

mas a lembrança há de voltares e vires como a saudade.

A palpitares dentro do peito, ele há de veres ali ficares com os teus rastros...

Lhe encantando assim como o anoiteceres em que anseias no céu o surgir dos astros.

 

Thiago Rodrigues 

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