Antes de ti, eu era uma pergunta sem resposta,
um quarto de janelas fechadas para o mundo.
Chegaste como quem abre uma porta há muito trancada,
e a luz que entrou não pediu licença, só ficou.
Amo-te como se ama o que finalmente faz sentido:
sem pressa de explicar, sem medo de errar o verso.
Teu nome no meu peito é a única gramática
que eu decorei sem esforço, só de tanto repetir.
Há um jeito teu de olhar que reorganiza o caos,
que transforma o comum em coisa digna de poema.
Onde antes eu via apenas dias se repetindo,
agora vejo manhãs que só existem porque tu existes.
Não é a paixão que grita, é a certeza que sussurra,
esse tipo raro de amor que não precisa provar nada,
que se instala como quem já sempre esteve ali,
esperando o nome certo pra finalmente florescer.
Tu és a claridade que eu não sabia que faltava.
E agora, onde quer que eu vá, carrego essa luz comigo,
não como quem carrega um fardo,
mas como quem finalmente aprendeu a enxergar.
Comentários
Uauuuu!!! Maravilhoso poema!!!!
Parabéns
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