Ao Nascer o Dia, a Ausência

Ao Nascer o Dia, a Ausência....

Olhando para o sol findar a tarde,
com o arrebol dourando todo o chão,
não há como reter a bela saudade
que chega lentamente ao coração.

Enquanto morre o dia, as lembranças
vagueiam para o último entardecer,
em que os meus sonhos ganharam esperança
de que um novo amor iria aparecer.

E o sonho se fez em realidade,
tendo o amor como palco vivo
dos momentos em que a felicidade
fez-me caminhar por um bom motivo.

Jamais pensei que tão breve seria,
que a vida mudaria a minha história,
levando-o de mim ao nascer o dia,
enchendo de ausência minha memória.

Márcia Aparecida Mancebo

Enviar-me um e-mail quando as pessoas deixarem os seus comentários –

Para adicionar comentários, você deve ser membro de Casa dos Poetas e da Poesia.

Join Casa dos Poetas e da Poesia

Comentários

  • Ave, minha amiga e poetisa Márcia. Sempre é bom falar da saudade que nem sempre  nos traz tristeza.Às vezes lembranças boas que a mem´ria não deixa partir. Ab

  • Saudações das Sagas! Profundo e poético.... Ausência e as decadências... Abraços

  • As ausências sentidas rendem belas poesias. Parabens 

  • Márcia

    não conseguimos saber sobre a vida

    os momentos de hoje amanhã pode não ser mais

    um amor que parecia duradouro pode viajarmuito além da nossa compreensão

    só resta continuar seguir em frente

    um versar reflexivo

    um abraço

  • Parabéns prezada Poetisa Marcia por tão linda Poesia...

    A ausência pode ter muitas nuances em nossos sentimentos e na Poesia.. São lembranças e sonhos ganham esperanças de um novo Amor.

    A ausência, enfim, ganha outro sentido não esperado da vida 

    Nossos abraços fraternos amiga Poetisa Marcia 

     

  • Márcia, um poema marcado pela saudade e pela delicadeza da memória. Gostei muito do contraste entre o entardecer, que traz as lembranças, e o nascer do dia, que chega carregado de ausência. Um poema muito sensível.

This reply was deleted.
CPP