Do outro lado da janela

Quando a noite estende seu véu
Não se importando com o negrume
Eu me sento ao teclado ouvinte fiel
Tento encontrar em mim algum lume

Fecho os olhos e não sigo a canção
Consinto em que ela me transporte
A um lugar terno dentro da amplidão
De um abraço oxalá um beijo com sorte

Quanto sentimento um acorde tem guardado
Até onde um coração sombrio consegue sonhar
Há coisas que nunca pertencerão ao passado
Viverão ininterruptamente na imensidão do mar

Levanto-me iludido dou um passo e abro a janela
Pode ser que a canção retorne aos meus ouvidos
E ouça uma versão só para mim cantada à capela
Despertando visões e voos há muito adormecidos

Deus abençoe o lume das canções
Carlos Correa

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Comentários

  • "Levanto-me iludido dou um passo e abro a janela
    Pode ser que a canção retorne aos meus ouvidos
    E ouça uma versão só para mim cantada à capela
    Despertando visões e voos há muito adormecidos"

    Que lindos versos, Carlos Manuel!

    Li e reli e aplaudo

    Beijos

  • Muito bem, poeta...

    Certas coisas nos fazem viajar no tempo e no espaço...

    seja um perfume, uma música ou uma fotografia.

    Relembrar também é viver!

    Parabéns pela bela obra!

  • WoW bela canção 

    Belíssimo poema...

    Bjinho e Deus continue abençoando sua inspiração!

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