Poesias

Enxada


Mãos ásperas de um passado tão presente
Que raia do nascer do dia
Aos carcarejos das galinhas.

Saíndo cortando neblina à frente,
Logo bem cedinho, com a marmita
Bem quentinha

Vendo a esperança e futuro 
Daqueles que esperam o alimento
À custa de uma enxada

Que ensina as coisas da vida

E muitas vezes sofrida,
Mas nunca desanimada.

A dignidade tem nome de suor,
De roçado, e das léguas 
Caminhadas para ganhar o pão

Mas também tem a alegria
Que contagia toda uma família
De uma nação.

Jilmar Santos

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Comentários

  • Maravilhoso Jilmar.

    Uma homenagem linda e muito merecida a tantos que ainda carregam os calos nas mãos por trabalhar para alimentar uma nação que os esquece doentes, velhos, pobres e sem tetos.

    • Obrigado, Margarida!
      Fico feliz que tenha tocado com os versos!
  • Caro amigo poema, me faz lembrar de um passado onde a simplicidade é a coisa mais rica e pura da vida. Morei na roça, tinha orgulho de levantar cedo e caminha com a inchada nas costa para do pranto cuidar. Dali da terra tudo de alimento tirava, uma insana fartura existia

    • É muito boa essas lembranças.
  • Lindo e verdadeiro...
    Parabéns,Jilmar!
    Bjs
    • Obrigado, querida Marcia!
  • Amigo Jilmar, palavras simples, mas profundas, que destrincham e delineiam a realidade da vida rural...são brasais, lutadores, que tem por meta diária a honra de poder cuidar e alimentar a família... sua verdadeira e preciosa riqueza!  Gostei por demais do seu poema. Meus Parabéns! 

    • Obrigado, Gláucia! Fico feliz que tenha gostado.
      Bjs
  • O campo é sempre um lugar mágico e a enxada o símbolo maior do trabalhador que de lá tira seu sustento. Meus parabéns pelo maravilhoso texto. Abraços Poeta Jilmar.

    • Obrigado, poeta Ricardo!
      Abraço!
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