Poesias

Enxada


Mãos ásperas de um passado tão presente
Que raia do nascer do dia
Aos carcarejos das galinhas.

Saíndo cortando neblina à frente,
Logo bem cedinho, com a marmita
Bem quentinha

Vendo a esperança e futuro 
Daqueles que esperam o alimento
À custa de uma enxada

Que ensina as coisas da vida

E muitas vezes sofrida,
Mas nunca desanimada.

A dignidade tem nome de suor,
De roçado, e das léguas 
Caminhadas para ganhar o pão

Mas também tem a alegria
Que contagia toda uma família
De uma nação.

Jilmar Santos

Enviar-me um email quando as pessoas comentarem –

Para adicionar comentários, você deve ser membro de Casa dos Poetas e da Poesia.

Join Casa dos Poetas e da Poesia

Comentários

  • Maravilhoso texto Jilmar...de fato a dignidade

    tem nome e suor, tem sofrimentos e desanimos

     mas sobretudo para quem nunca desanima, tem sempre muita alegria

    Aplausos

    FC

    • Verdade, poeta! Obrigado pela visita!

  • Que bonito amigo Jilmar, ao mesmo tempo triste, pois o povo luta madrugando para por na mesa uma côdea de pão e, os nossos governantes nada fazem além de roubar. Bela poesia, abraços lusitanos.

    • Muito obrigado, Cris! Tenho muitas lembranças disso tudo.

This reply was deleted.
CPP