Vivo num tempo de correria
Ninguém tem vontade de conversar
Bate uma melancolia tardia
O meu tempo é cada vez menor.
A minha companhia é a poesia
Ela me escuta e dá palpite
Uma vontade de viajar sem destino
Por certo, nos versos da melancolia.
A brisa suave, vem me acariciar
O meu rosto com sinal de cansaço
O desgaste, a pouca energia, neste dia.
Me toma de assalto, essa bela melodia.
O sol quentinho, aquece o meu ninho
Fico vulnerável, me sinto sozinha
À mercê de um poema que se aninha
No meu peito, trazendo saudades.
A minha alma, fica sonolenta e absorta
Flutuando entre o passado e o presente
Querendo imaginar o futuro distante
A caminhada logo finda, para essa viajante.
Mesmo assim o sonho insiste comigo
Teima em fazer de conta, que tudo é normal
Cada poema é um grande esforço...
Como se fosse o último suspiro, mortal!
Editt Schimanoski de Jesus.
Comentários
Saudações das Sagas! Prezada Editt mui profundo e bem interessante. A poesia também me é companhia e varias observações aqui são mesmo verdadeiras e com raízes.
B E L I S S Í M O !
Muito obrigada amiga Margarida, pelo comentário e destaque!