Melancolia Tardia

Vivo num tempo de correria
Ninguém tem vontade de conversar
Bate uma melancolia tardia
O meu tempo é cada vez menor.

A minha companhia é a poesia
Ela me escuta e dá palpite
Uma vontade de viajar sem destino
Por certo, nos versos da melancolia.

A brisa suave, vem me acariciar
O meu rosto com sinal de cansaço
O desgaste, a pouca energia, neste dia.
Me toma de assalto, essa bela melodia.

O sol quentinho, aquece o meu ninho
Fico vulnerável, me sinto sozinha
À mercê de um poema que se aninha
No meu peito, trazendo saudades.

A minha alma, fica sonolenta e absorta
Flutuando entre o passado e o presente
Querendo imaginar o futuro distante
A caminhada logo finda, para essa viajante.

Mesmo assim o sonho insiste comigo
Teima em fazer de conta, que tudo é normal
Cada poema é um grande esforço...
Como se fosse o último suspiro, mortal!

 

Editt Schimanoski de Jesus.

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Comentários

  • Saudações das Sagas! Prezada Editt mui profundo e bem interessante. A poesia também me é companhia e varias observações aqui são mesmo verdadeiras e com raízes.

  • Gestores

    B E L I S S Í M O !

    31180980474?profile=RESIZE_400x

    •  

       Muito obrigada amiga Margarida, pelo comentário e destaque!

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CPP