Seria um sonho aquela noite errante?
Diz-me, oh doce instante.
Foi real, bem sei, não me enganei.
Oh, não me negues, confessa ao luar,
Ao vento a soprar o quanto por ti penei.
Passava a lua pelo azul do espaço,
No teu regaço, a namorar o alvor.
Como era tênue no seu brando lume,
Tive ciúme de ver tanto amor.
Diz-me a lua que viu teu olhar,
Diz-me o vento a soprar sem cessar,
Diz o tormento cruel e fiel
Que por teu amor vivi meu papel.
Mas o tempo, traiçoeiro e veloz,
Levou tua voz e o que havia entre nós.
E agora, quando na montanha o vento
Geme lamento de infinito ardor,
Buscando em vão escutar juras,
Não mais venturas, só me resta a dor.
Poema Declamado
Poema: Naquela Noite Errante
Voz: O Mestre Sigma
Violão: O Mestre Sigma
Flauta: O mestre Sigma
Comentários
Ave, Mestre Sigma! Lindo, lindo, lindo. Ouvi, com muito gosto. 1 abraço
Obrigado, nobre poeta, é uma honra para mim!
Parabéns prezado Poeta Mestre Sigma por belíssima Poesia…..Em Naquela Noite Errante…revive um Amor entre sonho, memória e saudade..
Linda declamação em Bela apresentação da Poesia.. Parabéns pelos instrumentos..
Lua e vento tornam-se testemunhas de uma paixão marcada pela ausência.
O tempo leva a presença amada, mas não consegue apagar as lembranças.
A musicalidade reforça o tom romântico e melancólico da composição.
É uma poesia sensível sobre o amor que permanece mesmo depois da partida.
Verso destacado..
“Mas o tempo, traiçoeiro e veloz,
Levou tua voz e o que havia entre nós.”
Um belo verso que sintetiza a força do tempo e a dor da ausência.
Nossos abraços fraternos de Fernanda e Antonio Domingos…