Poesias

QUE SE CHAMA SOLIDÃO

QUE SE CHAMA SOLIDÃO

Dorme, pelo embalo do carrossel
Das horas, a música dos brinquedos
Cobertos de heras, sob os arvoredos
Que contemplam a vigília do céu.

Balanços e gangorras sem tropel
Desfazem na ferrugem seus segredos
– O que outrora foi canção de folguedos,
Hoje é prece aos mortos nesse vergel.

Por esse bosque só o menino anda
A observar ruínas da engenharia
Do velho templo de riso e ciranda.

Vai pelo cemitério da folia,
Sem saber que a vida trança guirlanda
De viva cerca que impede alforria.

(E. Rofatto)

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E. Rofatto

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Comentários

    • Grato, Eudália! Uma satisfação muito grande a sua visita e a gentileza do comentário! Um abraço!

  • Magnífico!
    Só queria saber uma coisa: quem é esse menino?
    Beijos!
    Nina
    • Grato, Nina! De memória e de invenção é feito esse menino. Morei numa fazenda, onde havia um parque no meio de uma larga faixa de eucaliptos. O parque era de outros tempos: sem cor, com os brinquedos todos enferrujados e rangendo ao menor movimento. Tudo já coberto pelo mato. Passei muitas horas ali imaginando como teria sido nos seus tempos áureos. Bj!

  • Lindo e comovente!

    Amei,poeta

    Bjssssss

    • Grato, Ciducha! Sua presença e comentário: uma grande satisfação!

  • Edvaldo, que lindo....você tem uma suavidade pra escrever. Parabéns! 

    • Grato, Marta! No resgate da infância, o reencontro com um tempo diferente, não é?

  • Que lembranças me trouxe este seu poema!! maravilhoso, abraços amigo Rofato.

    • Grato, Cristina! Fico feliz e lisonjeado com a sua visita e comentário! UM abraço!

  • Parabéns pela obra, poeta! Belos versos.

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