Inspirações

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Relembrar

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De novo sentada perscruto o horizonte,
o peito estufado de imensa saudade,
velando tua ausência que a bem da verdade,
constante pressente teus passos na ponte.
Eu vivo a pensar e me perco defronte,
daquelas lembranças da gente ao luar,
dos nossos sorrisos na força do olhar.
Amar desse jeito por tempo sem conta,
é não saciar o desejo que afronta,
o amor naufragado nas ondas do mar.

Edith Lobato - 30/10/17

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Edith Lobato

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Comentários

  • Fiquei encantada amiga Edith, beijinhos.

    • Gestores Adm

      Que prazer tê-la aqui, Cristina. Obrigada pela tua leitura, querida.

  • Belíssimo, Edith. Parabéns!
  • Woww, excelente, belíssimo - e triste- décima Galope á beira mar, meiga amada!!!!!

    Sempre a seus pés, mestra querida e sábia!

    Felicidades, mi hermana del alma, poetaza.

    Besos.

    • Gestores Adm

      Obrigada, Nieves, pela tua presença, teu carinho e tua apreciação.

      Beijinhos.

  • Uma saudade que grita com os ventos, que vais por uma direção ao encontro do apaixonado coração. Simplesmente lindo 

    • Gestores Adm

      José Carlos, obrigada por sua leitura e seu comentário que alegrou meu coração.

  • É sempre um prazer verificar o cuidado com que o trabalho poético vai se desenvolvendo ao longo dos versos!
    Nessa décima estruturada em moldes clássicos, EdIth, destacam-se seu talento e seu esmero!
    Salvo engano, (mas será engano o que sentimos ao ler uma bela peça?) "o peito estufado de imensa saudade" lembrou-me mesmo um barco a vela: o sujeito poético vive a navegar em tempos distantes, pensando o futuro. Mas águas de outrora guardam o amor para sempre perdido.
    Seus versos nos põem em viagem, Edith, por dez ondas de pura poesia! Puro Deleite!

    • Gestores Adm

      É inevitável não se imprimir algo peculiar numa obra. Viemos a "navegar" no passado e, é neste passado onde buscamos muitas inspirações, esse passado que vai se tornando, até que se morra, a história viva e reencarnada, ora em verso de saudade, de desespero, nas gotas de lágrimas, nas decepções, nas alegrias, etc. Entretanto, a inspiração brota de tudo.

      Obrigada pela tua apreciação minuciosa sobre a estrutura. Pode ser que ser que por razão da minha formação na área de exatas eu tenha desenvolvido a mais o estilo clássico na construção poética. Tenho dificuldades para o verso livre. Aqui, na Casa, temos muitos poetas poetas que o fazem com excelência, tanto que quando lemos ficamos com o olhar retido sobre aquilo que está diante dos olhos e o coração assentado em nuvens de algodão. É maravilhoso!

      Obrigada, Edvaldo, sou sua fã.

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