RETICÊNCIAS
Há reticências no íntimo porvir,
Onde o silêncio ensaia uma quimera,
E o pensamento hesita em prosseguir.
O ponto é sentinela da fronteira,
Decreta ao verbo o instante de cessar;
A vírgula posterga a derradeira.
Reticências não querem sentenciar:
São três vestígios de uma voz latente,
Que deixa o não vivido germinar.
A vida escreve incógnitas na mente,
E o tempo, calígrafo do infinito,
Rasura nossas certezas lentamente.
Há no intervalo um território inscrito,
Onde o talvez se torna conjectura,
E o indizível preserva o seu conflito.
O ponto encerra; a vírgula perdura;
Reticências ; libertam a escritura.
Fim
Antonio Domingos
12 de julho de 2025
Comentários
Parabéns pela inspiração., meu amigo
Aplausoss
Saudações das Sagas! Achei essa com pegada interessante e diferente. Apalusos! Amigo Antônio talvez uma reflexão variada de algo que ti sabe pincelar enfeitando em especial. Parabéns! Belo! Abraço
Muito obrigado por sua atenção e apreciação..
Uma honra para nós Poeta Luiz Anthony..
Admiráve sua criatividade. Aplausos e flores. Boa semana
Muito grato por sua avaliação e comentário..
Uma honra para mim aqui em casa..
Abraços fraternos amiga Poetisa Lilian
Antonio, gostei muito do teu poema. As reticências deixam mesmo essa sensação de que nem tudo termina, de que sempre fica alguma coisa por dizer ou por acontecer. Muito bonito o jeito como você trouxe isso para a vida. Parabéns, poeta!
Muito obrigado Poeta Maurício por valioso comentário... É uma honra ter sua atenção e apreciação....
Nós sentimos feliz com suas palavras amigas e carinhosas
Abraços fraternos sempre