Inspirações

S.O.S - Por favor! (Um retrato da violência doméstica)

S.O.S - Por favor!
(Um retrato da violência doméstica)

Olhe para o meu rosto!
Estou machucada!
Já não aguento mais
Viver maltratada
Ganhar porrada
Ser violada
Sofrer calada 
Calada...
Olha para meu corpo!
Tem hematomas!
Olha para o meu peito!
Sinto vergonha!
Estou cercada
Sou humilhada
Presa cativa
Não tenho vida
Olha para os meus filhos!
São partes de mim
Estão reféns 
São meus nenéns 
Quem poderá nos proteger?
E o malfeitor
Aquele que ataca
Que intimida
Ameaça a vida
A minha vida
E de meus bebês 
É o mesmo homem 
Da sociedade
Pura majestade 
Enganador!
Eu sinto medo 
Estou ferida 
Com a alma abatida
E sem amor
Eu sou refém 
E ninguém sabe
Não acredita 
Estou rendida 
Por quem um dia 
Me chamou de amor
E se eu me mato?
E se ele me mata?
E meus pequenos? 
Quanta tortura
E sofrimento!
Só quero alento
S.O.S!
Só quero amor!
Quero respeito
Não quero o medo 
Quero sossego...

S.O.S ... Por favor!


Elaine Márcia, Porto Velho



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É fácil enxergar a violência doméstica que acontece ali ao lado, virar o rosto, dar de ombros e fingir que não vê.

                                                                             É  fácil dizer que a culpa é da mulher, que ela gosta de apanhar...

                                                                             Difícil é se colocar na realidade do outro.

                                                                             É sentir na pele o peso de uma mão. 

                                                                             Difícil é vencer o medo, superar o trauma, calar a dor da alma...

                                                                             Difícil é correr atrás de socorro e encontrar olhares acusadores, comentários maldosos e ficar largada à própria sorte...

                                                                             A violência doméstica precisa ter um fim!

                                                                             DENUNCIE! DENUNCIE! DENUNCIE! DENUNCIE! DENUNCIE! DENUNCIE! DENUNCIE! DENUNCIE! DENUNCIE!

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Elaíne Marcia

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Comentários

  • Tudo dito...

  • É um probema que esta na sociedade que abrange toda a camada social, a violência doméstica hoje ela se tornou quase uma doença

    • É poeta. .. está em todos os lugares... sempre esteve.
      Ainda resisto em aceitar que seja uma doença. ..será que crueldade é doença?
      Eu realmente não sei...
      Obrigada por vir!
      Abraços fraternos!

      : )
  • Gestores Adm

    Violência doméstica, não é só aquela que se mostra nos hematomas deixados no corpo físico, os hematomas que são deixados na alma, que aos olhos da sociedade são invisíveis, estes são os piores, porque os agressores se escondem atrás de suas capas e passam por homens bons e amáveis. Ferem com palavras, mutilam com palavras, torturam com palavras e mentem, mentem quando a sua vítima se queixa. Pior é que vivemos sem saber quem são esses abutres, só quem conhece é quem convive ou quem tem o infortúnio de se encontrar com um deles.

    Parabéns pela o tema.

    • Falou tudo Edith!
      As faxadas sociais escondem muita podridão em relação à isso!
      Obrigada por vir!

      Abraços flor!

      : )
  • Chega de machismo infundado, hora de um basta instigante e operante: mulheres, arranquem suas mordaças, não deixem o feminicídio alastrar-se! Pobres homens vazios: quando não matam nossas heroínas, deixam uma nódoa irremovível em sua alma! 

    • Nódoa. .. É bem assim...
      A gente diz basta! Mas, a nódoa fica aqui dentro... será que algum dia passa?

      Obrigada por vir poeta!


      Abraços!

      : )
  • Concordo que tem que denunciar, mas a instituição que deveria proteger não faz o seu trabalho como deveria. E a mulher fica ainda mais ameaçada. A família é o principal alento. A cobertura familiar a favor da violentada é fundamental, necessária, primordial. Quem violenta tem que ser afastado do convívio familiar para tratamento, se for o caso ou em definitivo.

    • A vítima precisa resistir ao medo e falar! Não é facil, mas é assim que começa a se quebrar o ciclo!
      A realidade é cruel demais!
      Obrigada por vir flor!

      : )
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