Inspirações

Saga do Amor

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Já não bastam as nuances da vida

Chega a hora iminente do desapego

Remonta, célere, a hora não resolvida

Que desaba e nos rouba todo sossego.

 

Vem, embriaga e perverte a nossa alma

Deixa o princípio ardente, toda a chama

Que nos infunde e prende a quem se ama

Belisca, futrica, infere e em nada acalma.

 

Posto invade o mais íntimo do nosso ser

Inclina-se a mover a lentidão amargurada

Do processo irreversível do bem-querer

Perecível sentimento, oh dor afortunada!

 

Amar, pois, sugere ostentação indefinida

Caminho trilhado por pares mui alienados

Refuta-se a ideia de saga deveras sofrida

Unificados passos erigindo rumos ignorados.

 

 

Rui Paiva

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Comentários

  • Gestores Adm

    No passado o poeta questionou o amor, ora pois, se é amor porque tantas vezes faz sofrer? Ora, penso que é simples, é porque o ser humano é cheio de suas idiossincrasias, é um ser único, assim como o outro, amar o diferente sugere pormenores.

    Maravilhoso poema.

    Destacado!

  • Encanto  de poema onde se traduz aquele lindos moimentos de um amor insano

    • Obrigado pela honrosa visita, José Carlos!
  • Lindos versos,poeta Rui Paiva!

    Aplausos de pé!

    Bjs

    • Grato pela honrosa visita e apreciado comentário, querida Ciducha!
  • (Perecível sentimento, oh dor afortunada!) Vejo que o imensurável menestrel Rui Paiva retornou a todo vapor com sua locomotiva literária! É pura arte poética com transmissão a sua composição. É muito bom poder ter contato com seu trabalho. Poder decodificar e apreciar é um renome. Deixo aqui, ou melhor, dizendo: registro aqui os meus altivos aplausos!

    • Notável Maestro, argúcia e leveza inspiram-te para tuas preciosas reflexões!
    • Feliz por valiosa visita, Marso!
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