Poesias

Silêncio à la gardère

Remota e longínqua refugia-se a solidão entre
A folhagem deste exílio que se esconde tão proscrito
Alimentando e cutucando os ardores poéticos desta mísera
E afinada ilusão serpenteando todo o silêncio em reclusão

O silêncio à la gardère recrudesce integro e despojado
Sempre mais atrevido colorindo a lingerie da noite que agora
Se despe brandindo tanta emoção suspirando quase depravada

Os ventos em surdina trazem outros perfumes acocorados ao
Tépido semblante da memória onde rastreio tantos desejos enamorados
Aplaudindo a academia das saudades onde te guardo sempre tão obcecado

Desbaratei a formusura de cada paixão convertida num pranto exaltado
Premeditei até este silêncio que permanece pelejando mais recatado
À la gardère até que a noite flameje pra nós assim robusta, vistosa…resignada

Frederico de Castro

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Frederico de Castro

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Comentários

  • Adm

  • Um poema comovente, envolventes, apaixonante

    • Obrigado amigo JCarlos

      Bem hajas

      FC

  • Consistência integridade longevidade na essência- é assim que vejo as suas matérias poeta Frederico!

    • Obrigado pelas palavras sempre positivas caro Sam

      Votos de noite feliz

      FC

  • Belíssimo!!!!!!!!!!!!

    Parabéns! 

    Bjs

    • Obrigado pelo carinho e gentileza

      Abraço fraterno

      FC

  • Uauuuuuuuuuuuuuuuuuu,maravilhoso!

    Bjsssssss

    • Grato pela visita e carinho

      Votos de noite feliz

      FC

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