Percorre enfim a minha alma
tristeza imensa
e pensa que pode ser a última
a sopesar,
chega dilacerando as partes e o todo,
chega como quem chega para
ficar.
Em noites de lenta quimera,
apego-me a esta tristeza
a me enamorar;
sonho como quem sonha e tristeza venera,
sonho com uma forma de viver
para sonhar.
Tristeza, tão terna criança,
externa os mantras sem fim,
cultiva as flores da esperança,
repousa tuas dores em mim.
Alexandre Montalvan
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