Poesias

Último momento ( atividade do grupo Desafio Poético)

Último momento

Dessa ausência melíflua me angustio

Cada hora que passa   e cada instante

Corre em pensamento como um fio

Meu fim, como gota de água tremulante.

 

É lúgubre suspensa e sem brilho

A partida é canção indesejada, mas real

Toma-me o tédio como estribilho

E eu irei desta vida, sou pobre mortal.

 

Em um jazigo coberto de flores na despedida

Haverá alguém a demonstrar saudade

E é sem lágrima que deixarei a vida

Meu corpo descansará sem idoneidade.

 

Haverão de entender, ninguém nasceu para ser eterno

Como uma estrela a luzir no firmamento.

Com a face pulcra deixarei o colo materno

Ao som de trombetas será meu último momento.

Márcia A Mancebo (27/11/2017)

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Comentários

  • Sim, querida... como diz minha mãe, ninguém fica pra semente... somos único em uma única vida...

    vital a vida, vital a partida... mas, que seja infinito, o melhor que deixamos nesta lida...

    Parabéns amiga, amei ler seu poema... bjssss

    • Obrigada pela presença e comentário Gláucia.
      Visita o grupo Desafio poético.
      Bjss
  • Maravilhoso poema, Márcia! Bjs.

  • Os anseios da vida, elas gritam para que o infinito venha para dentro dos olhos, onde nada será para sempre, nem mesmo nós

  • Adorei esse trecho, Márcia

    Haverão de entender, ninguém nasceu para ser eterno
    Como uma estrela a luzir no firmamento.

    Parabéns!

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