Inspirações

UM POEMA AO RELENTO



Sinto a dor mortal dos que morrem
Moribundos sobre um leito de dor
O venenos que meu íntimo moem
É sua indiferença, frieza, desamor...

Um gosto de derrota na boca. Padeço
Do adeus sem um afago derradeiro
Como se nunca houvera nenhum apreço
Anos afeitos num segundo costumeiro.

Por tal dói. Dói como fogo sobre a ferida
E as lágrimas são tão vãs quanto os versos
De que valem poemas, se não movem a vida?

Mesmo não movendo as rodas do tempo
Canto-os na dor que é todo o universo
Deixa-os aí, como folhas ao relento!

Elisa Salles 
Direitos autorais reservados

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