Versos # 12 Caixa Preta *Poças da Chuva

19/09/202631268897680?profile=RESIZE_584x
Ajuste
Versos # 12

 

Com a escrita tenho fluidez,
O cotidiano pouco domino.
Na arte, movo o pino,
Manjo rima tipo faro.
Poetisas, partilhem comigo o amparo.
Fico a imaginar o porte da rima:
Com rima, fazemos o clima.

Eu gostava de observar
As bicas d’água do interior.
Os pensamentos alternam,
Os pensamentos formam enxurrada.
Cotidiano em que rastejo,
Preciso obter manejo.

Saudades daquele tempo infantil:
De brincar na poça da chuva.

Caixa preta do inconsciente,
És tão secreta...
Ei, sigiloso inconsciente,
Será que o inconsciente tá invertido?
Para o inconsciente, sou aberração.
O inconsciente faz de todos aberrações.31268897872?profile=RESIZE_584x
Inconsciente mais que restrito...
Não tá fácil decifrar minhas emoções,
Emoções esfareladas a ver soluções.

 

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Comentários

  • Tudo de bom por aqui. Sempre muito inspirado e inspirador. Saudações

    • Saudações das Sagas! Prezada Lilian valeu. Obrigado!

  • Prezado Poeta Luiz Anthony 

    Segue uma avaliação Literária de sua Poesia Versos # 12 Caixa Preta # Poças de Chuva. Memórias e visitas ao passado do Poeta .. Quantos elementos, sentimentos e personagens de sua história aqui muito bem representados..

    O Quadro do menino...Linda lembrança.

    A Caixa preta das inconsistências da vida cotidiana esvaziada  nas palavras do texto.

    A vossa poesia contrasta com sensibilidade a habilidade lírica e a inadequação diante da rotina cotidiana. 

    O poema “””flui como um fluxo de consciência””” alternando memórias afetivas da infância e a opacidade dos sentimentos no presente. 

     

    Importante: A metáfora da "caixa preta" traduz a angústia de tentar decifrar um inconsciente denso e inacessível. Entre rimas fluidas e emoções fragmentadas, a escrita surge como o único refúgio para o manejo da existência.

     

    Verso Destacado:

    "Com a escrita tenho fluidez, O cotidiano pouco domino."

    Comentário: Este verso sintetiza o dilema central da obra: a facilidade do poeta em dominar a arte das palavras versus a sua fragilidade diante do automatismo e das exigências da vida comum.

     

    Personagens no poema:

     O Eu Lírico (O Poeta): 

    Figura central que busca amparo na poesia, luta contra o próprio cotidiano e tenta decifrar a complexidade de suas emoções.

     A Criança do Passado: Representa a inocência e a nostalgia, marcada pelas lembranças das bicas d'água e do brincar nas poças de chuva do interior.

     O Inconsciente: Personificado como uma "caixa preta" enigmática e implacável, que enxerga o sujeito como uma aberração e esconde as chaves para a compreensão de suas dores.

     

    Nossos abraços fraternos prezado Poeta Luiz Anthony por belíssima Poesia em vocabulário fabuloso pela certeira assertividade e comunicalidade com o leitor.

    De Fernanda e Antonio Domingos 

     

    • Saudações das Sagas! Enorme satisfação a mim e Bob-Glo pelo teu belo apoio amigo Antônio e a tua filha Fernanda. Bob-Glo tá sempre admirando os comentários junto comigo. Valeu demais! Obrigado! Abraços

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