Poesias

ARRUFOS DE CARNAVAL

Quero morrer daqui a pouco -

mas se não der, não quero mais -,

podem achar que sou louco,

mas vivo bem entre os normais.

Tem hora que a vida enche o saco,

aporrinha, dói, arma barracos,

dá vontade de sumir, ir pro buraco,

mas logo passa ao nos proporcionar baratos...

Morte e vida são Severinas -

já dissera João Cabral -

e até a morte da camélia

virou marchinha de carnaval.

Portanto, essa vontade de morrer,

se bem você quer saber,

é um barato filosofal

de se chegar logo ao final.

Amamos mesmo são os entrementes,

sejam com dores - até mesmo de dentes ! -,

aporrinhações, etc e tal...

Viver é nosso barato total !

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Comentários

  • Gestores Adm

    Viver é muito bom, ainda que com todas estas aporrinhações geradas neste ato. Amar, sorrir, brincar, ficar bravo, faz parte deste todo que cada dia se renova e se encurta, a vida. Belo poema Paolo.

    • Edith Lobato: Obrigado pela presença, aprovo e palavras. Um beijo do Paolo.

  • Gestores

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    • Maria Angélica de Oliveira: Muito obrigado ! Tenho visto seus comentários em outros poemas meus; Mas sou meio atrapalhado e não sei como agradecer os elogios seus. Um dia aprendo aqui no teclado, responder aos seus recados e lhe dizer de fato. a alegria que você me deu. Bjs. do Paolo.

    • Gestores

      Imagina Poeta Paolo... você é merecedor de todos os elogios... é um prazer ler teus versos e sempre é uma grata surpresa!!! Bjs.

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