Oficina I - Desafio Poético sobre palavras aleatórias

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PROPOSTA

 

Esta oficina destina-se à composição de poemas sobre palavras deixadas aleatoriamente.

Regras

1. Todos os membros podem participar.

2. Ficarão em tela 4 palavras aleatórias para composição.

3. O participante deve compor nas palavras em tela  e ao postar seu poema, deve deixar outras

4 palavras para o próximo participante.

4. Os poemas criados devem ser postados em texto escrito, sem arte, na caixa de resposta principal da oficina.

5. É permitido comentários de apreciação sem imagens nos textos.

 

Boas inspirações!

 

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Respostas

  • Não se Pode Normatizar o Desamor

    Há quem tente convencer as mulheres de que o silêncio é apenas uma forma de amar, que a ausência de carinho é consequência do tempo e que o desinteresse faz parte da convivência.

    Não é.

    Não se pode normatizar o desamor.

    Nenhuma mulher nasceu para ser invisível dentro da própria casa.

     

    Há mulheres que cozinham para todos e adormecem famintas de afeto. Organizam cada canto do lar enquanto o próprio coração se perde num ENIGMA de solidão.

    Ser esposa nunca significou ser empregada de luxo.

    O amor não se mede apenas pelo sustento financeiro. Mede-se pelo respeito, pelo diálogo, pelo abraço, pelo elogio sincero e pela mão estendida nos dias difíceis.

     

    Há abandonos que não fazem as malas.

     

    Continuam na mesma casa, na mesma cama, mas já não procuram os sonhos, a alma nem o sorriso da mulher.

    Toda mulher merece sentir-se desejada, admirada e respeitada. Sua dignidade floresce quando o afeto permanece vivo, como o doce sabor do MEL que nunca perde sua essência.

    Cada nova MANHÃ deveria renovar o compromisso do cuidado, da gentileza e da reciprocidade. Amar é escolher a mesma pessoa todos os dias.

    Quando isso desaparece, muitas mulheres encontram coragem para recomeçar. Trabalham, criam seus filhos com dedicação e escolhem viver em paz, sem depender de amantes nem de maridos para dar sentido à própria existência.

     

    Elas atravessam o TEMPORAL, mas descobrem que a serenidade pode nascer justamente depois da tempestade.

    O amor-próprio começa quando a mulher compreende que não precisa aceitar migalhas emocionais para justificar uma história inteira.

    Respeito não é presente.

    É fundamento.

    Reciprocidade não é favor.

    É compromisso.

    Nenhuma mulher deve sentir culpa por escolher a própria paz.

    Porque o amor verdadeiro jamais diminui uma mulher.

    O amor verdadeiro a faz florescer.

     

    Fim

    Maria das Graças

    Julho de 2026

    Pseudônimo Feminino de A Domingos

    • Parabéns Antônio. Desafio cumprido com louvor. Abraços 

  • Palavras em tela 

    Enigma, Manhã, Temporal, Mel

  • Tatuagem

    No calendário o tempo é apressado;
    muda as estações, muda a minha vida,
    mas não retira pedras do traçado,
    Isso deixa a minha alma aborrecida.

    Lá fora a tarde pousa na neblina
    e o vento arranca folhas da paineira;
    A alma a suspirar de saudade imensa
    em aflição, se esgarça por inteira!

    As lágrimas correm qual ribeirão,
    chegam à minha boca ainda quentes,
    machucando cruel meu coração
    que, envelhecido, pulsa lentamente.

    Noto que o cabideiro está vazio;
    falta o casaco para os dias frios,
    a mente não esquece tua imagem
    que na alma ficou qual tatuagem!

    Márcia Aparecida Mancebo
    13/07/26

    • Tatuagens ficou um show na apresentação das palavras em tela..

      "Noto que o cabideiro está vazio" lindíssimo verso...

      "'A mente não esquece tua imagem" 

      " Que na alma ficou qual tatuagem" uma linda finalização poética...na alma ficaram marcas do tempo vivido.

      Parabéns amiga Poetisa Marcia por maravilhosa Poesia 

  • Palavras em tela 

    Calendário, Cabideiro, Neblina, Paineira

     

  • Invocação

    A vida tem pedras pelo caminho,
    Algumas redondas brilhantes ao sol,
    Outras com pontas que ferem, qual espinhos
    Nenhuma desaparece no arrebol!

    Essa cerimônia que a vida apresenta,
    Meus olhos cegaram, não vi maldade.
    Acreditei no que o viver ostenta,
    Fiz dessa crença a realidade.

    Vivi o luxo sem pensar na vida,
    Que poderia haver algum empecilho,
    Um desfalque antecipasse a partida
    Pela vereda que fiz ser meu trilho.

    Andei muitas milhas pra entender a lida
    Fiz invocação a Deus pra me ajudar
    Que me livrasse do peso da vida 
    E das feridas em meu caminhar.

    Márcia Aparecida Mancebo
    07/07/26


    • Muito especial sua Poesia linda nesse desafio cumprido com louvor..

      O chamado do título Invocação ficou belíssimo.

      Parabéns amiga Poetisa Marcia por mais um belíssimo trabalho poético..

       

    • Obrigada Antônio.

  • Palavras em tela:  Milhas, Invocação , Cerimônia, Desfalque

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