Oficina I - Desafio Poético sobre palavras aleatórias

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PROPOSTA

 

Esta oficina destina-se à composição de poemas sobre palavras deixadas aleatoriamente.

Regras

1. Todos os membros podem participar.

2. Ficarão em tela 4 palavras aleatórias para composição.

3. O participante deve compor nas palavras em tela  e ao postar seu poema, deve deixar outras

4 palavras para o próximo participante.

4. Os poemas criados devem ser postados em texto escrito, sem arte, na caixa de resposta principal da oficina.

5. É permitido comentários de apreciação sem imagens nos textos.

 

Boas inspirações!

 

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Respostas

  • Ilha dos Meus Sonhos

    Quantas vezes me vi num oceano,
    Numa ilha com o sol só pra mim.
    Longe das dores e dos desenganos,
    Sem partida, despedida e sem fim.

    E, nessa porção de terra só minha,
    O amor seria um sentimento consagrado,
    Onde jamais estaria sozinha,
    Sempre com alguém comigo, ao meu lado.

    Mas, nessa ilha do meu pensamento,
    Não existiria a cruel perfídia;
    Aves voando pelo firmamento,
    Derramando paz e luz nos meus dias.

    Nesse oceano, nessa ilha, o amor
    Seria angelical em cada gesto:
    Doces palavras, sem opositor.
    Ah, lugar sonhado, cheio de afeto.

    Márcia Aparecida Mancebo
    20/07/26

    • Adorei demais sua criatividade no uso das 4 palavras neste desafio 

      Tantos lindos versos, encadeadas palavra a palavra...

      Destaco uma linda passagem:

      "  Nesse oceano, nessa ilha, o amor

      Seria angelical em cada gesto"

      Parabéns amiga Poetisa Marcia por belíssima Poesia de Excelência...

      Uma honra sempre ler-te 

  • Palavras em tela: Perfídia; Ilha; Opositor; Consagrado

  • A MULHER SÓ

    Ali numa mesa estava sentada
    Indiferente aos presentes, séria e calada
    A mulher só, sem querer, atraí olhares

    Seu semblante sério a meia luz
    Parece estar vivenciando dura batalha
    Refletindo apreensão e dissabores

    O isolamento, a mudez, sobriedadade talhada
    pelo ambiente e pelo, quase inexistente, gestual
    Apenas olha ao redor e inspira profundamente

    Na mesa o garçom deixa um cardápio plastificado
    Ela nem sequer manuseou,apenas agradeceu
    Num gesto com a cabeça, quase que imperceptível

    Paira na cena um dúvida gritante que nos devora
    Por que aquela mulher ficaria recuada e silenciosa
    Sendo ela elegante, ainda jovem e tão graciosa?

    Ambiente acolhedor e de espaço diminuto
    Neste local o drama da mulher avança em seu íntimo
    O que teria acontecido? Um escandâlo? Uma desilusão?

    Um homem se dirige a mulher só... trivial aproximação
    Ela levanta a face e percebe-se o olhar mais triste do mundo
    Poucas palavras, diálogo sucinto...ele logo sai do recinto

    A mulher continua ali, cabisbaixa, em sua tristeza e mudez
    Alguns cochicham; outros olham, e assim a noite avança
    O drink quase intacto...nas mãos dela, um anel de noivado

    Lilian Ferraz
    19/07/2026

    Deus é bom, sempre! 🙏

    • Que lindíssima Poesia da Mulher Só.. A atração que embala os olhares a Mulher Só. E poucas palavras de um homem o que podem mexer nesta agora falsa solidão..

      Reflexões em versos e a surpresa do leitor que a tal Mulher Só tem um anel de Noivado..Um segredo em tela.

      Parabéns amiga Poetisa Lilian por seus maravilhosos versos em uma criativa e inspiração total nesta Poesia de desafios cumpridos.

      Abraços fraternos 

       

       

       

  • Palavras em tela..

    Sobriedade, Escândalo, Sucinto, Cardápio..

     

    ADFF 

  • Não se Pode Normatizar o Desamor

    Há quem tente convencer as mulheres de que o silêncio é apenas uma forma de amar, que a ausência de carinho é consequência do tempo e que o desinteresse faz parte da convivência.

    Não é.

    Não se pode normatizar o desamor.

    Nenhuma mulher nasceu para ser invisível dentro da própria casa.

     

    Há mulheres que cozinham para todos e adormecem famintas de afeto. Organizam cada canto do lar enquanto o próprio coração se perde num ENIGMA de solidão.

    Ser esposa nunca significou ser empregada de luxo.

    O amor não se mede apenas pelo sustento financeiro. Mede-se pelo respeito, pelo diálogo, pelo abraço, pelo elogio sincero e pela mão estendida nos dias difíceis.

     

    Há abandonos que não fazem as malas.

     

    Continuam na mesma casa, na mesma cama, mas já não procuram os sonhos, a alma nem o sorriso da mulher.

    Toda mulher merece sentir-se desejada, admirada e respeitada. Sua dignidade floresce quando o afeto permanece vivo, como o doce sabor do MEL que nunca perde sua essência.

    Cada nova MANHÃ deveria renovar o compromisso do cuidado, da gentileza e da reciprocidade. Amar é escolher a mesma pessoa todos os dias.

    Quando isso desaparece, muitas mulheres encontram coragem para recomeçar. Trabalham, criam seus filhos com dedicação e escolhem viver em paz, sem depender de amantes nem de maridos para dar sentido à própria existência.

     

    Elas atravessam o TEMPORAL, mas descobrem que a serenidade pode nascer justamente depois da tempestade.

    O amor-próprio começa quando a mulher compreende que não precisa aceitar migalhas emocionais para justificar uma história inteira.

    Respeito não é presente.

    É fundamento.

    Reciprocidade não é favor.

    É compromisso.

    Nenhuma mulher deve sentir culpa por escolher a própria paz.

    Porque o amor verdadeiro jamais diminui uma mulher.

    O amor verdadeiro a faz florescer.

     

    Fim

    Maria das Graças

    Julho de 2026

    Pseudônimo Feminino de A Domingos

    • Parabéns Antônio. Desafio cumprido com louvor. Abraços 

  • Palavras em tela 

    Enigma, Manhã, Temporal, Mel

  • Tatuagem

    No calendário o tempo é apressado;
    muda as estações, muda a minha vida,
    mas não retira pedras do traçado,
    Isso deixa a minha alma aborrecida.

    Lá fora a tarde pousa na neblina
    e o vento arranca folhas da paineira;
    A alma a suspirar de saudade imensa
    em aflição, se esgarça por inteira!

    As lágrimas correm qual ribeirão,
    chegam à minha boca ainda quentes,
    machucando cruel meu coração
    que, envelhecido, pulsa lentamente.

    Noto que o cabideiro está vazio;
    falta o casaco para os dias frios,
    a mente não esquece tua imagem
    que na alma ficou qual tatuagem!

    Márcia Aparecida Mancebo
    13/07/26

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