Sentinela do Silêncio
Quando a brisa adentra pela janela
da sala, o teu perfume exala pelo ar
E a saudade, fica de sentinela,
Pra ver se as lágrimas vão desandar.
Pela casa, ecoa a tua saudade,
Está, em cada cômodo, encravada;
Teus gestos moldam a realidade,
Ferindo como uma faca afiada.
Eu sinto que a brisa beija a moldura,
Ali, onde o teu sorriso fez morada;
Dum tempo, guardião, quando a ternura
deixou tua presença ali selada.
Tua saudade e o aroma do perfume
tingem, na brisa, a lembrança calada,
Para que a alma, em silêncio, se acostume.
Que a tua falta está eternizada.
Márcia Aparecida Mancebo
18/06/25
&
Sentido no silêncio
Quando o vento vai passando, vem ela
Seu perfume se espalha pelo ar
E lembranças tenho sempre dela
E as lágrimas venho derramar
Por todo lado, essa é a verdade
Saudade tenho da minha amada
Tudo foi vivido com tanta verdade
Tempo tão bom, almas abraçadas
Eu ainda sinto alma vibrar de ternura
Nas fotos, em cada dia da caminhada
Sentimentos, liberdade e doce fervura
Em cada lembrança, ficou eternizada
O perfume é o meu maior lume
Sigo com a doce imagem da amada
Lá no além, segue com o seu perfume
E a lembrança aqui agora fica guardada
Norma Silveira ( pensando em minha mae)
Respostas
Norma, aqui o nosso dueto. Achei lindo! Obrigada, querida amiga.
Bjs