Regras
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1. Todos os membros podem partiicpar.
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2. Todos os textos devem ser postados na caixa de comentário principal abaixo e sem formação.
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3. As composições devem ter corelação com a imagem proposta.
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4. É permitido comentário nas obras.
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5. A prosa poética deve ter, no máximo, meia lauda.
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Boas
composições!
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Respostas
Ainda é Inverno
Ainda é inverno. A tarde cai gelada, e o sol não conseguiu derreter o gelo que cobre o banco à beira do lago. Os cisnes passeiam serenamente; creio que não sintam frio. A noite promete uma lareira acesa para aquecer quem trabalhou o dia inteiro sobre a neve.
A rotina da lida não pode parar. Na fazenda, há animais que precisam de cuidados. A vaca não pode esperar para ser ordenhada. A vida no campo não interrompe seu curso nem por um segundo.
Embora a previsão diga que o nevoeiro será passageiro, a plantação sofre com o rigor do inverno. Há plantas que não resistem ao frio intenso.
Da janela, vejo o banco que tantas vezes foi meu lugar preferido nas tardes tranquilas. Agora, coberto pela neve, tornou-se impossível alcançá-lo.
A estrada desaparece sob o nevoeiro, dificultando a passagem de quem dela depende para seguir a lida diária.
Vista de longe, a paisagem parece um sonho, uma pintura perfeita. Mas quem vive dentro dela conhece as dificuldades que o inverno impõe.
As luzes se apagam. É hora de dormir para, ao amanhecer, recomeçar o mesmo trabalho de hoje.
Reviro-me na cama. Embora ela esteja aquecida, o pensamento insiste em seguir para aqueles que enfrentam a noite sem um agasalho suficiente. É nesse momento que compreendo que o frio mais severo nem sempre é o da neve, mas o da ausência de amparo.
Márcia Aparecida Mancebo
22/07/26
Lilian,a imagem para mim aparece.
Vê agora.
Doce Afago
Aqui aprendi o que é doce afago
O banco no mesmo lugar de outrora,
Os cisnes num gesto terno no lago,
A cabana ainda brilha à aurora.
Minha alma quer escapar pela boca,
emoção sem palavras é meu alimento,
o desvario deixa-me louca,
ai, que saudade desses momentos!
A noite tem sabor de juventude,
de tempos sem retorno, mas de presença,
de conversas à luz da quietude,
de encontros que nem a neve impedia.
A cena é a mesma, não mudou nada.
Eu já não sou. Mudei completamente.
Sua ausência pesa quando é madrugada,
mas as suas palavras me sustentam:
— o tempo cura, ensina a crescer.
E penso no quanto foi maravilhoso
tê-lo perto, meu pai companheiro,
quando não havia solução:
Você era o meu travesseiro!
Lembrando de todo o passado,
em silêncio faço uma oração.
Aceitando o que me fora outorgado,
junto a mim, ouço o teu coração!
Márcia Aparecida Mancebo
03/06/26
Lembranças
No inverno, em junho, é sempre o mesmo cenário lá no rincão. As noites são geladas, com a neve a cobrir o banco que me traz a saudade. A casa, com luzes acesas ao entardecer, anuncia que a madrugada será longa — como sempre se espera.
O banco, com uma lanterna ao lado, sinaliza a ausência. O silêncio toma conta da minha alma e meus olhos marejam ao olhar pela janela o lago com os cisnes, num afago suave assim que a noite adentra lenta.
Nesse instante, as lembranças vêm à tona com tamanha força que não consigo contê-las. Ah, doces e belas recordações desse lugar que Deus criou para momentos de reflexão.
Ainda me vejo sentada no banco, toda agasalhada, quando morria o dia. A neve não impedia que eu permanecesse ali, desfrutando desse lugar tão amado.
As árvores, envergadas sobre o lago, mostravam a marca do tempo, embora eu não soubesse o que viria pelos anos.
Agora em mim habita um silêncio que contamina meus pensamentos. Divago e revejo tudo o que vivi de bom naquele lugarejo. Somente as lembranças me fazem um afago.
Márcia Aparecida Mancebo
02/06/26
Saudade
Volto para rever o lugar onde aprendi sobre a vida.
Hoje, mergulhado na neve, ainda guarda a luz da cabana
e os cisnes que deslizam pelo lago, mesmo no frio.
Ao ver o banco, sinto que minha alma quer escapar pela boca.
É uma emoção tão intensa que não encontro palavras para descrevê-la.
A noite aqui tem sabor de saudade,
de tempos que não voltam mais,
de conversas à beira do lago
e das horas intermináveis de alegria.
Mesmo em meio à neve, nada impedia um encontro.
A cena permanece a mesma; apenas eu mudei.
Sua companhia já não existe,
mas as palavras que ouvi de você foram alicerce
para que eu seguisse meus dias.
Sábias palavras que mostraram que o tempo segue, cura, ensina e traz crescimento.
Olhando tudo, penso no quanto foi essencial tê-lo perto
nos momentos tristonhos em que eu acreditava não haver solução.
Márcia Aparecida Mancebo
02/06/26