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Regras 

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1. Todos os membros podem partiicpar.

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2. Todos os textos devem ser postados na caixa de comentário principal abaixo e sem formação.

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3. As composições devem ter corelação com a imagem proposta.

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4. É permitido comentário nas obras.

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5. A prosa poética deve ter, no máximo, meia lauda.

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Boas composições!

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Respostas

  • Canção da Natureza.

    Vislumbrada com a natureza, espio o rio que corre afoito em direção ao mar.  
    Aqui do alto, sentada sobre o rochedo, me igualo ao rio: ouço o seu cantar suave e afinado.

    Quando encontra um empecilho, desvia; procura um caminho diferente. Mesmo quando me sinto triste, abatida, ouço uma voz do inconsciente que fala comigo. Essa voz, creio, é a mesma que o rio ouve em seu trilho, sobre pedras branquinhas que fazem o refrão.

    Imagino: aqui sou menina que voa sem direção, ouvindo o canto do rio, do vento, dos pássaros — até da brisa que passa apressada, cantando com voz cadenciada a melodia da natureza.

    E o céu vai se encobrindo de dourado. O sol, lentamente, se deita no horizonte e a tardinha se vai, deixando saudade da lida do dia.

    Sem vontade de levantar da pedra do rochedo, fico em silêncio para ouvir o canto suave da natureza — em parceria com as folhagens e as flores se abrindo nessa linda tarde de primavera.

    O som passeia pela imensidão, saudando as primeiras estrelas que aparecem, como centelhas iluminando a vida — trazendo esperança aos corações desolados pelas dores do afã.

    Com a imagem pulcra, surge a lua: faceira, como se tivesse olhos e espiasse a quietude do mar nesse instante da Ave Maria.

    Márcia Aparecida Mancebo 
    03/10/25

  • Asas do Infinito

    Aqui, sentada sobre uma pedra, sinto êxtase. Meu ser cria asas e alcança o infinito. Voo a favor do vento e banho minha alma nas águas do rio.

    Nesse rio que corta a planície, parecendo uma serpente bela vista aqui do alto, tenho a sensação de que o rio passeia cantando. Ouço a melodia e faço da cor das águas límpidas o refrão.

    A natureza é bela — uma tela pintada pelo Criador, demonstrando o amor pela natureza e pelos seres vivos.

    O céu, de um cinza prateado, finaliza o entardecer que se despede tristonho, mas encantador, deixando mensagens nas estrelas que lentamente brilham.

    O vento despenteia meu cabelo com ternura... um afago doce da natureza. As asas coloridas que me vestem são as lembranças dos anos vividos, das viagens em sonhos, a cada alvorecer, a cada anoitecer que vivenciei.

    Agora, o sono vai enchendo meu ser de noite enluarada. Me despeço da imagem e volto para casa, sendo apenas um espectador ao findar o inverno.

    Márcia Aparecida Mancebo
    17/09/25

    • Linda prosa! Imagem muito bem escolhida. Parabens

    • Obrigada. Bj 

  • Entre o Rio e o Céu
    (Contemplando em Meditação)

    Sentada sobre a pedra, olho distante, contemplando a beleza.
    Mas, por sentimentos de lembranças, sou tomada.
    Trago à mente a infância que, em mim, ainda habita.

    Me vejo menina-moça, sentada no mesmo lugar, pensando como seria o meu futuro.
    Com o tempo caminhando ao meu lado, sabia que minha vida mudaria.
    Nada seria igual, pois crescer significa ir em frente, aceitar os desafios e vencê-los.

    À medida que meditava, observava um rio que passava sob as pedras.
    O curso era o mesmo que a mudança de vida me impusera um tempo atrás.

    Ao mesmo tempo que havia realizado os sonhos, a mente se dividia em saudade daquele lugar onde nasci e cresci.
    Um reboliço de pensamentos se entrelaçava. Estava certa de que, tão logo, não voltaria ali.

    As horas passaram, e lentamente a presença de um sentir como se tivesse cumprido o que prometera a mim mesma; havia conseguido.
    A tarde se inclinava no poente, mas a vontade de ficar ali era imensa.

    Um sentimento de sublimação, alegria e realização ecoava, qual uma melodia suave que ouvi cantarem para que eu, criança, pegasse no sono.

    Calmamente, sano a vontade daquela tela que caminhou comigo a cada passo de tudo que vivi.
    Entre a contemplação, me despeço do poente acinzentado e sigo para casa.

    Márcia Aparecida Mancebo
    17/09/25

    • Genial, Márcia! Flores a ti

    • Obrigada Lilian. Bjs 

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