ANTONIO, O BARDO DA LENTE! (ao meu mano amigo)

António professor! António sempre aluno!

António eterno Discípulo

Da Deusa sagrada e do Sagrado

Bardo das serranias agrestes!!

​Teu olhar passeia nos graníticos Montes,

Santos não se sabe porquê…

Mas santas ou sagradas são tuas passadas,

Calcorreando veredas e rochedos

De líquenes, musgos e fetos cercados

Sendas descobrindo, de tão resguardadas,

Monstros surgindo da pré-história petrificada,

Pinheiros retorcidos, oliveiras ancestrais

Azinheiras e carvalhas,

Teimosamente neles nascendo,

Cravando suas raízes no rochoso granito,

Cravadas no coração do Bardo também!

Caças imagens sem ferir sem magoar

Na lente mágica

Canta teu brado de bardo sentido.

 

II

 

Romance constante d’olho e pele

Pulsar mecânico, nervoso.

Pele e olho, olho e lente

Sentidos alerta. Olhar atento.

Emoção suspensa a cada disparo.

Sem dor a chapa cai,

No olhar que passeia.

Dir-se-ia una.

Não é máquina, é órgão sensível

Acariciador e acariciado

Vibram em uníssono a cada pulsar

Olho e pele. Diálogo perene, presente na passada.

Sem cajado, só de lente e pulsar

Solar … Lunar.

 

9 de Abril 2018

Manta Rota

Portugal

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