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DUALIDADE

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Dualidade.

Não adianta eu vendar meus olhos
Sentindo as folhas do tempo
Caírem sobre mim...
Imaginariamente colocar o sol
Em uma das mãos a lua na outra
E, como a imagem da justiça
Ter a imparcialidade para julgar
A minha natureza
A minha dualidade não me
Deixa ser imparcial.

Eu tenho o fogo do sol
Correndo em minhas veias
Exacerbando as minhas emoções,
Mas tenho, também,
A fria indiferença da lua
Que, às vezes, norteia meus atos e ações.

Na dualidade eu fui constituída
E o meu olhar já foi condicionado
Por verdade há muito instituídas
Portanto, estou sujeita a julgar errado
Mesmo, achando que estou certa
Só tenho o benefício da certeza incerta,
Que me diz, do alto da minha dualidade,
Que eu estou sendo justa e correta
De acordo com minha verdade.

Marsoalex – 09/09/2019

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