Mais uma estação outonal, empréstimo de Deus!

...

 

Ser doce e ser outono num hino à esperança!

Quietude e Sonhos nesta Ode que componho:

( Ser outono e doce no caminho...)

Ser folhas aos ventos brâmanes nos moinhos.

Fios condutores que vigem a doce esperança!

Ser mimo aos olhos dum arco-íris,

Empréstimo de Deus, em mais uma estação outonal,

Que chega leve, solto, e modifica tudo...

...

 

Lavoisiando – Outra lira!

Ser doce em movimento... Outonando...

Carícias mornas, ou quentes; do jurássico ao breve momento!

Por entre portais, jardins, e quintais...,  dirigindo a persona e castas.

Nas raias poéticas do encantamento...

Nos hemisférios gentis da esperança!

Ser assim é-me não ter pressa...

Mesmo que brevemente apareça.

 

...

Seja sim, um outoninho de mansinho,

Levemente furta-cor nos céus dum inventor!

Sirva-se de luz, sirva-se da hora, e da flux.

Beba hálito e magia no paraíso da poesia...

Nas fases ocultas da lua que flutua...

Serpenteando..., outra cria; esperançosamente,

Ao parir versos e reversos; no nexo e sem nexo do Vate...

Cantante e primaveril que extasia..., a transmutar outonos e outoninhos!

...

 

Metamorfoseando...

Na melhor porção de si, que vai e vem, numa  intrépida dança,

Nas costas duma borboleta –– Codinome, ––Esperança!

......

 

Elzana Mattos

 

 

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