Posts de Marcia Aparecida Mancebo (868)

Cruel desventura

Cruel desventura

 

E chegastes ao meu lado sorrateiro

encantando meu mundo de ilusão

levando para sempre a solidão

Acreditei ser amor verdadeiro.

 

Com os dias mostraste - me vil engano.

Frívolo seu querer, com o tempo notei,

não ser aquele a quem me enamorei

Touxestes ao meu viver, só, desenganos.

 

A tristeza tornou-se companhia

Nublando os dias, doeu o coração

O sofrimento veio em exaustão

fazendo com qu' eu perdesse a alegria.

 

Sozinha no meu mundo enclausurada

A incerteza cobriu- me de amargura

Matando meus sonhos e devaneios

Perdi a angelical ternura e os anseios

Hoje estou presa a cruel desventura.

Márcia A Mancebo

(02/01/19)

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Gotas de cristais

Gotas de cristais

Se me perco pensando em teu abraço
Doce laço, que tanto bem me faz!
A paz contemplo em teu regaço,
e sou somente tua e, isso me apraz.

Abraçados, sinto que respiramos
em uníssono compasso… afinados.
O coração ao pulsar diz; nos amamos,
A um mundo azul estamos confinados.

Esse prazer inebria e a ti, me prende
com amarras de gotas de cristais.
Nossos momentos leva - me agir ternamente,
Ao me beijar, sussurro -quero mais...

Jamais pensei que eu fosse ao céu
e vivenciasse a beleza da vida,
Fosse cruzar caminhos sonhados ao léu.
Somente eu, sei avaliar quão sou querida.
E esse idílio me deixa comovida.

Nosso amor se em tela fosse reproduzido
refletiria o encanto perdido no infinito.
Márcia A. Mancebo
(12/03/19)

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Saudade

Saudade

Tenho saudade daquele rincão
que visitava quando criança.
Havia mato verdinho no chão,
Tempo gostoso, não sai da lembrança.

Enquanto mamãe a louça lavava
Corria descalço molhar o pé
no riacho manso que me encantava.
Lá ficava tempo a brincar que até
esquecia de para casa voltar.

Sempre que posso me transporto pra lá,
Pois, a vida é diferente na cidade;
Corrida demais:é um vai pra lá e pra cá
que atordoa a mente com a idade.

Às vezes fico a pensar nos bons momentos
que vivenciei naquele lindo lugar.
Quando sinto feroz o dia a dia,
volto o pensamento
e de recordação me ponho a chorar.

Márcia A Mancebo
(15/02/19)

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Que pena! ( Atividade do gpo Versos sem rimas)

Que pena!

Nesse anoitecer conturbado onde a paz
foi invadida por barulho intenso
já não ouço pássaro se aninhar.
Sequer vi o sol se por reluzindo cores.
Que pena, foram - se os bons tempos!

Apenas um ensurdecedor abusado
de um batuque animado ao longe
tirando o sossego das pessoas
que na noite anseiam descanso.

Diante dessa situação, clamo apenas
por um minuto de silêncio.
Quanto preciso sonhar e não posso.
A cabeça explode e a irritação
impede que o sono não seja tranquilo.

E, quando o sol raiar lindo
estarei esgotada e sem forças
diante dessa loucura da noite
sem descanso.
A natureza perde sua beldade
e a (vida) todo esplendor.

Queria, como queria apenas
um minuto de silêncio
para novamente voltar a sonhar
sem ouvir nenhum rumor.
Márcia A. Mancebo
(07/03/19)

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Mulher...

Mulher...

Mulher, olha - te no espelho e sorri.
Levanta a cabeça, sinta-se agraciada.
Exija que te vejam como Ser superior.
Dê respeito para mostrar que tens valor.

Caminhe ao lado do homem, jamais
atrás como se fosse subordinada.
Lembra-te sempre que são iguais.
Tens opinião própria e deve ser ouvida.
Mas, mulher, não deixe de dar guarida!

A feminilidade a torna dócil.
A fortaleza é o escudo da nobreza
Sê delicada, mas não se cale se tiver razão.
Luta pelo que é certo, humano.
Ama seu escolhido com devoção.

Se um dia cair, levanta com dignidade.
Não deixe ser humilhada, sequer,
esqueça que és portadora da felicidade.
Pois, traz na face estampada
a ternura de ser mulher.
Tens direito de ser muito amada.

Mira-se em Maria, mãe de Jesus,
Carrega com sabedoria a Cruz!
Márcia A Mancebo
(08/03/19)

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Escrava da tua insensatez

Escrava da tua insensatez

Sob grilhões me mantém condenada.
Mas, há alguém que me ama com loucura,
Retribuo esse querer com doçura,
É muito bom, amar e, ser amada.

Pretendes que eu seja da morbidez
refém e, enclausurada seja tua.
E, tuas mãos toque-me toda nua,
seja escrava da tua insensatez.

Quanto mais me deseja, mais desprezo
esse vozear constante e voraz.
Queres ensurdecer-me… tanto faz,
posso morrer, mas teu amor, não prezo.

Quanto mais me maltratas, mais eu sinto
acumulando forças pra eternidade
ouvindo de anjos com sonoridade
u'a canção que me leva ao labirinto.

Podes me fazer de gato e sapato,
Continuo a pensar em outro alguém
Que ao me abraçar leva-me longe, além.
Sinto êxtase somente com seu tato!
Márcia A Mancebo
(11/01/19)

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A poesia estesia


A poesia estesia!

Na poesia deixo um pouco de mim
Qual as orquídeas que cuido no jardim,
A poesia é toda inspiração, vem d'alma
O aroma das plantas trazem a calma.

Na poesia encontro o adjunto alento
Lavro no papel meu pensamento
Com lirismo clamo ao amor
- Não seja adorno e não chegue com dor.

É na poesia que encontro o alimento
Disponho nas palavras a emoção
Em cada linha relato meu sentimento
Como se entoasse uma bela canção.

Ah, verso que bem me faz!
Leva -me a deslizar pelo céu lilás
Onde me banho de energia
Pra mais e mais sentir estesia!

Márcia A. Mancebo 

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Com febre delira

É preciso cuidado ao entregar o coração,
Assim, como, traz felicidade
pode causar tristeza, decepção.
É complexo ao ver a realidade.

A realidade que somente é vista
Quando a desilusão vem acontecer.
Dias idos, fazem na alma revista;
que esse enlevo, um fiasco, fez sofrer.

O Ser completamente alucinado
pelo grande amor ora perdido
ainda sente eflúvio do amado,
A paixão o fez refém dos dias vividos,
a razão o rejeita, mas o coração
o deseja intensamente a seu lado.

A contemplação é tanta, não suaviza.
Em devaneio espera que seja mentira;
faz amortecer e a dor não ameniza.
Espera a lunação e com febre delira.

Cada vez que olha para o lindo céu
vê a noite estrelada com luar
mesmo em nilismo profundo, vai ao léu
buscar o amor que o fez, por tempo sonhar.
Márcia A Mancebo
(23/01/19)

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Lembro, foi no Carnaval!

Lembro, foi no Carnaval!

Foi num Carnaval que meu sonho começou.
O amor em meu coração adentrou
e sob o ritmo do tamborim
jurastes que seria meu Arlequim…

Nas quatro noites brincamos.
Nas quatro noites nos amamos
e uma camélia me destes de presente.
Na manhã seguinte, do último baile
se fez ausente.

Nunca mais soube de ti, guardo ainda
a camélia ressequida que era linda.
Secou… não tem mais perfume.
Eu sigo a vida em silente queixume.

Quando vai chegando o Carnaval, que agonia!
Te sinto a meu lado como aqueles dias
que fizestes dos meus sonhos realidade.
E, com doçura conheci a felicidade.

Depois de tantos anos lembro ainda
o salão enfeitado com serpentinas.
As luzes piscando e nós dançando
no bloco, rindo e festejando
o sentimento sublime que provamos.

Hoje, peguei as folhas envelhecidas,
Tua imagem veio clara a mente enternecida.
As músicas são as mesmas, o povo
dança feliz e, eu aqui de novo
num canto a lembrar quem amei
que meu coração levou sem despedida.

Entendo porquê o palhaço chora ao cantar
debaixo da maquiagem, consegue a dor disfarçar.
Como ele sufoca a dorida saudade.
Calada, tristonha escondo minha verdade.
Márcia A Mancebo
01/03/19

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