Posts de Maria José Chantal F. Carvalho D (17)

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QUEM ÉS SENHOR VENTO?

“Quem és, senhor Vento?"

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O Vento uivante e tenebroso ruge

Nas ondas da praia, nos campos perdidos

Alfarrobeiras e figueiras, rotas suas vestes

Campestres, descabeladas, vencidas …
Cem mares levantados… Areais massacrados

Limpando ou arrasando? Amanhã se saberá... ​

Falar rouco, bramido de desespero e dor

Concerto solitário sem qualquer banalidade.

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És som do ventre da Terra

Seu gemido de prazer, seu choro…

Seu AUM e OM sagrados.

És ondulação de mar nos pinheiros das serras,

És seda ondulante nas searas de pão,

Trovão nas grutas costeiras,

Serpenteado sibilar, arrepiado nas frestas 

Dos palácios rotos, despidos de veludos e anéis.

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Na negrura da noite, tempestade, mataste a luz,

Ouço teu rugir, que teima me amedrontar.

 “Quem és, senhor Vento?"

Entra…! Vem…!

Transporta-me nesses ares, leve e voada

Leva-me, na tua voz grave, vibrante…

Agarra-me forte, para não cair…

Ahhhh! …. No teu voo eu vou!

 

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Chantal Fournet

22/10/2016

Portugal

Saiba mais…

TEIA

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TEIA (Poema)

~ TEIA ~

Bordar na trama do tear

Umas vezes forte, outras frágil.

Segue no crivo dos dias

Rasa no emaranhado górico das horas

O edificar do destino fatum ou sina.

 

A lançadeira passa entre as ondas alinhadas

Navio encerado por mil lanços,

Na teia urdida pelos acasos nos ocasos.

 

Olhares e pés cansados.

Clap-clap clap-clap bate regular

O pente junta a trama, os braços alternam os fios.

Clap-clap segue o movimento ecoando.

Obra vai crescendo o dia minguando

- "Acende a candeia, Bernarda, onde o azeite já mingua"  -

 

O céu veste-se de romã… o frio de surrobeco

Amanhã o vento se fará demo

Nas serranias de fragas e piornos.

O borralho tinge de rubro a escuridão…

 

Chantal Fournet

5/3/2016

Portugal

SURROBECO -  Tecido feito com lã surrobeca (lã cor de mel, resultante do cruzamento de carneiro branco com ovelha preta), que era utilizado na confecção das calças do pastor.

como a capa de Burel, também o surrobeco era pisoado, para melhor proteger das intempéries do Inverno.

http://www.vilacortes.com/historia/trajes/trajes.html

 

 

 

Saiba mais…

INFIDELIDADE

INFIDELIDADE

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Foste infiel...

Fui infiel...

A quem ?

A quê ?

Porquê...?

Porquê?

Para quê?

Onde ?

Como?

Como?

COMO?

Como?

Fomos infiéis......

Repetirias...?

Repetirias...?

Lamento  ...

Loucos... insanos

Não escutaste a pergunta...

Repetirias?

Lamento...

Lamento...

Em lamento respondes

Respondes?...

Respondeste?

O múrmurio de lamento

Não é resposta...

Mas entendi...

Repetirias...

Ó insanidade!

Sem fim.....

 

chantal fournet

 

14 Julho 2021

 Manta Rota

 

 

Saiba mais…

NOVEMBRO...

NOVEMBRO

 

Novembro de mistério, nebuloso e plúmbeo

Tão misterioso e térreo se reveste Novembro...

Atmosfera húmida algodoada de nevoeiros

Os sons nela se dispersam perdidos de rumos

.

Gotículas amontoam-se sábias em tudo

Quanto minúsculo de aconchego se faz.

Novembro de mistérios...

Na terra castanha por vezes gelada com

Seu coração tépido, morno como leite…

.

Nela, sementes lançadas por mãos, patas ou

Explosões invisíveis de mil plantas germinam.

São sentimentos da Alma da Mãe Natura que

Calma e inexoravelmente conscientes, criam raízes,

Cumprindo-se o eterno imutável ciclo Mater Vitae.

 .

Novembro de recolhimento nestas paragens

Esmorecem as cores e despe a natureza seus mantos

Recolhe o Sol abate a vida exterior aumenta a interior!

.

Quisera que os humanos nela vivendo recolhessem

Este sábio germinar de sentires e saberes

Que dominassem em seu peito raivas e rancores

Destruidores sem peias de respeito.

.

Quisera que fossemos plantas

Que reagem à musica e à palavra, ao convívio dos seres.

Então não escreveríamos… mas seríamos tão melhores...

.

Novembro … Explode a Vida noutros lugares!

Sabedoria dum planeta estimado.

 

Chantal Fournet

Portugal

Novembro ou Dezembro 2019 (??)

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Saiba mais…

MATERNIDADE

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MATERNIDADE
 
A materna_idade é feita de memórias
Onde os perfumes do chocolate e da baunilha
Se envolvem com o perfume das rosas
E das humildes ¬margaças
.
Materna alegria materna doçura
Abraços em aconchego nas ervas e nos balancés
Sarando joelhos machucados, soprando no ardor
Beijando na testa e no doi-doi
.
Materna_idade que se envola ao vento
Num sopro leve feito pluma de semente
Materno riso dando gargalhada
.
Materno choro na dureza da vida
Que se dá em luz, sem manual de manutenção.
E vem no palpitar do coração, na nocturna oração.
O clamor materno sem idade... constante ... sem fim...
.
Materna força. Perene. Indecifrável.
.
Perdão e Amor. Afrouxar de nós e apertar de laços.
Indecifrável garantia de elos invisíveis... Perenes...
Indecifráveis....
.
Soam os gritos e a raiva surda numa memoria
Vai apertando a garganta e o estomago
E engole-se a materna_idade nas rugas e brancos
Que vão chegando, ainda floridos, num verde
Esbatido ... Passado ... Esquecido
.
Na cozinha as colheres de pau esperam
Em vão, mexer as papas
O fogão esperando as panelas familiares
.
O frasco vazio dos biscoitos guarda a sombra
Das formas e dos sabores chocolate baunilha ou canela
Tudo permanece na memoria dos dias e anos
.
As agruras e as doçuras enlaçam-se como rebuçados ácidos
Embrulhados em papelotes de seda barulhentos e franjados
Coloridos de amor e sonhos cheios de...
Materna_idade
 
Chantal Fournet
5 Maio 2020
Portugal
 
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Foi escrito no ano passado...
Reflete totalmente meu sentimento actual e o COMO É,
o depois...quando se vive no depois...
no momento em que se esvazia o ninho e olhamos para trás.
 
é e o que sinto da MATERNIDADE aos 70 anos
É um pouco dorido mas gosto mesmo muito dele!!
é também a minha própria vivência :)
Beijos de poesiaaaaaaa e FELIZ DIA DAS MÃES
 
Chantal Fournet
8905871466?profile=RESIZE_584x

 

Saiba mais…

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DOCE SETEMBRO CHEGOU! UM CANTO DE LOUVOR!...

 

Chega Setembro doce e frutado

Nos campos, estorninhos e pardais

Disputam uvas e figos com os humanos!

Respigam grãos das ceifas

De trigos, aveias e do moreno centeio.

Mês da perfeição para todos na refeição abundante!

Da fruta escorrem sucos de mel!

É bebedeira de aromas e cores!

Happy Hour da Criação!

 

É a festa das colheitas de Animais e Homens!

Todos festejam o delírio da abundância!

Festa do mosquito da fruta à mosca do gado!

Do esquilo à formiga! Grilos andorinhas lagartos

Não esquecendo as aranhas tecedeiras,

Bailarinas incansáveis das flores

Às árvores, dos vasos às vassouras do jardim!

Tudo para elas é salão de festa e de trabalho!

Delírio da abundância!

 

O doce Setembro, por todos absorvido!

 

 Ido o estioso Agosto, tímidas,

As flores dos canteiros, as plantinhas da horta

Sacodem a poeira dos ventos secos

 Absorvendo as humidades das noites

Carregadas de lua e estrelas...

 

Doce e frutado Setembro chegou…

Outros ritmos nos ares.

 

Destronando as cigarras de seus poisos,

Perturbando mochos e morcegos recolhidos

Nas alfarrobeiras, esconderijo

De mouras e príncipes encantados…

 

É chegada a hora das amêndoas e alfarrobas!

Canas longas varejam as árvores.

Caem folhas caem paus,

Cai a descamisada amêndoa

Sequiosa de ser libertada…

Na poeira seca, na sombra frondosa e fresca

De figueiras e alfarrobeiras ensaca-se a colheita.

Sacas pardas, como parda a terra seca

 Esbatido e cansado verde amêndoa,

Secos coloridos, duma natureza que diz:

“Estou cansada! Deixem-me dormir a sesta!”

 

Os figos roxos ou verdes esmaecidos,

- Pequenos odres de mel! -

Disputados aos pardais e às formigas,

Já meio-secos apanhados, às açoteias içados,

Em seiras de palma, ao Sol acabarão de secar.

 

No cheiro acre da terra empoeirada,

Caem grossas gotas de suor Humano,

Sob o olhar doce e compassivo dos Animais.

Burros, cães, gatos, algumas galinhas,

Por entre bicadas na terra grosseira

Vão parando, olhando os Humanos.

Olhar indolente mas carregado de compaixão.

- Desconhecem o que foi dito por Alguém,

Séculos atrás, sobre semear recolher e fiar,

Que nada lhes faltaria e que sempre ricos e belos seriam... -

E olhavam as cascas velhas e secas…

Velha roupagem despida de alfarrobas e amêndoas.

Despojos!

 

Acredito que, na sabedoria cósmica, esses seres,

De almas semelhantes à nossa. – Inexistente? -

Possuem em si a resposta filosófica do que é Viver…

Sem o duro penar pelo sustento, da humana vivência.

.

.

Filósofo e frutado Setembro chegou!

Doce e perfumado Setembro de tanta colheita...

.

Estranho e Amado Setembro!

Num lado do Globo, Renasces em Primavera

No outro, Recolhes-te...Outonalmente

Amado Setembro!

 

Chantal Fournet
4 Setembro 2016
Portugal
 

 

 

Saiba mais…

AMA

Ama!

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 Ama!

Traz ao momento teus sonhos de criança!

Canta!

 Solta da garganta o grito de fogo!

Ama!

Canta! Sem medo...

Ama!

Vem aos nossos loucos desejos!

Traz na tua música harmonia

em acordes dissonantes!

Ama!

És o castelo! És a ameia

onde repousa meu coração!

Ama! Toca! Toca minh'alma

Com teu olhar de amêndoa

Com teu sorriso travesso

Deixa teu negro cabelo,

escorrido e perfumado,

nublar meus temores dum abandono teu!

Ama! Canta! Toca!

A minha ânsia de ti deixa-me louco!

Escravo de teu amor

Assim me tens a teus pés...

 

Chantal Fournet

 

30 Abril 2019!

 

 

Saiba mais…

CANSAÇO

CANSAÇO

A tristeza sufoca o grito

Sem parecer o cansaço sufoca tambem

Cansaço de estar viva

Cansaço de ser servida

Cansaço de mastigar e engasgar

Cansaço de tossir e esforçar

 

Esforçar parecer gente parecer pessoa

Parecer menos animal e mais gente

 

Parecer ... Cansaço...

                                    As horas e os dias passam.

                                                                                Os meses e os anos

Sempre iguais.

Sempre iguais.

                                           Tão iguais que tenho marcos e balizas

                                                            Localizar-me nesse Fio de Tempo ...

Igual. Demasiado igual.

Cansaço meu nome.

Desânimo meu apelido.

 

Crueldade de contratos de vidas passadas...

Cruel destino religiosamente  guardado

 

Chantal Fournet

20 Julho 2007- 20 Julho 2020

Portugal

 

 

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**

dia 20 de Julho... 13 anos de ELA...
Nem sempre é desânimo... ;) mas concordo que é sempre cansaço!! Nem sempre nem Nunca...só há dias mais macambúzios que outros!!!
Saiba mais…

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POESIA  LIVRE

Poesia amada! Letras soltas

Nas quiméricas vidas.

Importantes os sonhos!

Importante a Utopia!

Ah! Quão amargo é o grito preso

Que a pertinácia humana força

Teima em reter,

Teima em impedir soltar-se!

 

Tristeza? Não!

Raiva? Não!

 

É maior a força funda da alma

Que viva ,ressalta em cada escolho

do caminho.

Amanhã...

Amanhã?!

Não!

Hoje!

Hoje é o dia em que tudo se resume à unidade! 

 

Chantal Fournet

22 de Março 2020

Saiba mais…

ALMA DE POETA

 

A alma do poeta

É borboleta leve que

Poisa na mão do Criador!

 

A alma do poeta provoca e tranluz

Desperta e a cor_dá!

   - É viva!

Quando sai do casulo

         - gerado a duras penas -

A inspiraçao dói...

No desdobrar das asas

Ganha ideias e formas

sabores

         amores e ideiais

São conceitos são padrões ...

       Ah! como reluz!

Sem muralhas, sem fronteiras!

 

               - Chega o despertar!    

 

Chantal Fournet

Outubro 2019

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Saiba mais…

A MARSOALEX......

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QUERIDA MARSOALEX...

https://casadospoetasedapoesia.ning.com/grupos/temapoesia/forum/entre-tsunamis-e-calmarias

Escolhi este teu poema tããããooo perto de TI e do teu SENTIR

"Entre tsunamis e calmarias"

no momento em que já SABIAS que  qualquer momento

dirias adeus à Vida que muito amavas.

Que regressarias ao colo Sagrado do Pai,

Criador Amado...

O QUE É VIVER.....?

deste a resposta neste teu Poema

"Mas viver é se deitar em cama alheia
Sem temer e sem saber do despertar
Pois, a vida é uma chama que incendeia
Mas não avisa o momento de apagar."

Marsoalex – 09/01/2020

 

Amada Poetisa

pouco te conhecia ... Só pelos teus poemas,

que logo me encheram o peito!

mas apoiaste-me neste inicio aqui chegada...

TUA CHAMA NÃO SE APAGARÁ NUNCA!

Tuas letras e palavras ficarão

Iluminando sendas a quem as ler!

ESCRITOR NUNCA MORRE!

Só viaja nos céus ganhando mais e mais Luz

Ganhando mais e mais inspiração para inundar a todos

quantos Ama ....

 

Até já!

Logo logo nos conheceremos e me virás dar teu Abraço!

 

4037199713?profile=RESIZE_710x

Para a Família e os Amigos

este desenlace foi demasiado  rápido...

- como se pudesse ser alguma vez demorado... -

que Deus e o Universo se una para todos confortar

com seu Amor tão único!

 

ABRAÇO GRANDE A TODOS com todo o Sentimento

Maria José C. Dias -  Chantal

Saiba mais…

FINITUDE...

 FINITUDE ... 

É Janeiro. Saio para meditar, nesta enorme quietude do entardecer, na silhueta definida das árvores e do som puro dum latido de cão mais a sul!  Tudo se destaca nesta Hora Dei, de penumbra imóvel, por ausência de vento e seca de humidades! Há mais um cão a oeste e mais longe, que responde a outros que pressinto em esparsos latidos! São Cãoversas! Nada mais! 

No ar flutua cheiro perfumado de lareiras acesas! O Frio faz-se presente, apesar de,  ou por isso mesmo, as amendoeiras já nevarem os campos de alvura rosada, ignorando frios, cumprindo apenas e só seu ADN. 

Acende o Pastor sua Estrela, escureceu o infinito, para melhor a destacar. 

Por fim todos os seres deste pedaço serenaram. A calma é muita. Chega a ser palpável. O silêncio que se fez, assusta meu espirito, pela ausência dos pequenos ruídos da noite, que mobilam, que formam balizas aos sentidos, que se encontram na mais completa escuridão! É como se, de repente, algo de forte se preparasse na Natureza. 

E de súbito...

O Vento soltou seu sopro fogoso, e o que restava de folhas rodopiaram no ar, os ramos das árvores gemeram, vergando sob a força repentina, uma mesa, esquecida no jardim, foi mergulhar na piscina, os vasos tombaram, quebrando-se... A buganvília soltou-se das amarras, como se quisesse,  livre de suas raízes, voar para longe, para outras margens e conhecer novas paragens. Em Liberdade.

Recolho a penates, louvar meus Manes e meus Lares! Agradeço a tecnologia por, sem atilhos, simplesmente escrever o que me soi ao espirito, no que era um pacifico anoitecer, prenúncio do que desejaria igual para milhares de almas, que vivem holocaustos de frio, de violência, rasgos de direitos, fugas, bombas, estropiação... O descalabro humano.

A Morte em todos os seus ditames.

O vento forte?! Esse, é tão-somente o Sopro Cósmico Limpador marcando a finitude... do quê?!

Ao leitor a resposta, no que seu íntimo falar...

Sem fim...

 

Chantal Fournet

Portugal

16 Janeiro 2017

18h-20h

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DOCE SETEMBRO CHEGOU! UM CANTO DE LOUVOR!...

 

Chega Setembro doce e frutado

Nos campos, estorninhos e pardais

Disputam uvas e figos com os humanos!

Respigam grãos das ceifas

De trigos, aveias e do moreno centeio.

Mês da perfeição para todos na refeição abundante!

Da fruta escorrem sucos de mel!

É bebedeira de aromas e cores!

Happy Hour da Criação!

 

É a festa das colheitas de Animais e Homens!

Todos festejam o delírio da abundância!

Festa do mosquito da fruta à mosca do gado!

Do esquilo à formiga! Grilos andorinhas lagartos

Não esquecendo as aranhas tecedeiras,

Bailarinas incansáveis das flores

Às árvores, dos vasos às vassouras do jardim!

Tudo para elas é salão de festa e de trabalho!

Delírio da abundância!

O doce Setembro, por todos absorvido!

 

 Ido o estioso Agosto, tímidas,

As flores dos canteiros, as plantinhas da horta

Sacodem a poeira dos ventos secos

 Absorvendo as humidades das noites

Carregadas de lua e estrelas...

 

Doce e frutado Setembro chegou…

Outros ritmos nos ares.

Destronando as cigarras de seus poisos,

Perturbando mochos e morcegos recolhidos

Nas alfarrobeiras, esconderijo

De mouras e príncipes encantados…

 

É chegada a hora das amêndoas e alfarrobas!

Canas longas varejam as árvores.

Caem folhas caem paus,

Cai a descamisada amêndoa

Sequiosa de ser libertada…

Na poeira seca, na sombra frondosa e fresca

De figueiras e alfarrobeiras ensaca-se a colheita.

Sacas pardas, como parda a terra seca

 Esbatido e cansado verde amêndoa,

Secos coloridos, duma natureza que diz:

“Estou cansada! Deixem-me dormir a sesta!”

 

Os figos roxos ou verdes esmaecidos,

- Pequenos odres de mel! -

Disputados aos pardais e às formigas,

Já meio-secos apanhados, às açoteias içados,

Em seiras de palma, ao Sol acabarão de secar.

 

No cheiro acre da terra empoeirada,

Caem grossas gotas de suor Humano,

Sob o olhar doce e compassivo dos Animais

Burros, cães, gatos, algumas galinhas

Por entre bicadas na terra grosseira

Vão parando, olhando os Humanos.

Olhar indolente mas carregado de compaixão.

- Desconhecem o que foi dito por Alguém

Séculos atrás, sobre semear recolher e fiar,

Que nada lhes faltaria e que sempre ricos e belos seriam... -

E olhavam as cascas velhas e secas…

Velha roupagem despida de alfarrobas e amêndoas.

Despojos!

 

Acredito que, na sabedoria cósmica, esses seres

De almas semelhantes à nossa. – Inexistente? -

Possuem em si a resposta filosófica do que é Viver…

Sem o duro penar pelo sustento, da humana vivência.

 

Filósofo e frutado Setembro chegou!

Doce e perfumado Setembro de tanta colheita...

 

Chantal Fournet
4 Setembro 2016
Portugal

Saiba mais…

- Snowdrops - (Acróstico)

SNOWDROPS

 

S ensible flower full of brightness and meaning

N ivalis as snow resembling, elves light essence.

O h! how cheerfully you bloom amid the snow,

W inning the battle against the winter witch!

D elicate flower full of power and glow!

R ebirth on your tinny green secret heart, giving birth to hope

O h my legendary flower from Eden to Earth

P owerful, you sprung through snow and ice your heart of energy

S o you're the symbol of giving to humans their humanity.

 

~~ SNOWDROPS ~~

(Português)

 

Snowdrop Flowers

 

S ensível flor de brilhos e significados

N ivalis pois te pareces com a neve, és dos Elfos leve essência!

Ó como alegre floresces por entre as neves,

W (V)encendo a lendária batalha  contra a bruxa do Inverno

D elicada flor cheia de  poder na sua aura.

R enascer no teu pequeno e verde coração, na petala desenhado.

Ó flor de lendas, do Eden à Terra, dás força à Esperança!

P oderosa, jorras entre gelos e neves, o teu coração de Energia.

S ímbolo és de devolver aos Humanos a sua Humanidade!

 

Chantal Fournet

Julho-Agosto 2016

Portugal

Saiba mais…

LEMBRANDO-TE...

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LEMBRANDO  -TE ……..

A Lua nos teus cabelos se deteve

Para o vento seus caminhos encontrar

O Mar abrigos nos teus olhos criou.

Fê-lo no Outono

E nasceste na Primavera

Folhas de ouro e sargaços lá deixou

Ao nevoeiro que esbate a vela

A tua voz foste buscar

Para com  ela as sereias encantar,

E no teu Olhar

A doçura travessa seu espaço talhou

Assim numa tarde   senti  que a casa cheguei.

No calor das tuas mãos ,

Nos abrigos onde o vento e nevoeiro

Meninos se tornam para neles brincar,

Meu barco finalmente ancorei

E aí … gostaria para sempre  habitar…

 

Chantal Fournet

Março 31 ,  1999

PORTUGAL

 imagem de Sargaços terrestres! os outros sargaços são algas!!

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CPP