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O Inverno e o Amor

 

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O Inverno e o Amor. 

 

A bebida Bourbon inquietante aquece meus lábios,

A lareira foguenta derrama sombras sobre tua pele,

E o abraço forte desacelera o frio da madrugada.

 

Na poltrona de segredos repousam nossa tensão 

Janelas impermeáveis escondem silêncios febris,

Enquanto o beijo arde e percorre a noite com precisão 

 

No inverno, o amor quente incendeia corpos sutis 

 

E a neve distante já não alcança nossa paixão.

 

Fim

A Domingos 

10 de maio de 2026

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Recomeço no Regresso

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O Recomeço no Regresso

 

Saí de casa vestida de esperança,

deixei nosso amor dormindo na herança.

 

Quiz do mundo a vertigem e a dança,

quis ouro, horizontes, liberdade;

colhi nos braços alheios à solidão.

 

Fui mulher de caminhos e miragens,

procurei prosperidade nas viagens,

mas encontrei homens sem caráter,

vendendo falsos sóis em suas bagagens.

 

Hoje sei:

há aventuras que cobram a alma

e vitórias que chegam derrotadas.

 

Minha saudade é uma constelação,

cada estrela soletra o teu nome,

cada noite ilumina meu regresso.

 

Quero voltar.

 

Não como quem mendiga o passado,

mas como quem compreendeu, tarde demais:

o beijo concedido não pode ser negado.

 

Ainda sinto tua boca em minha boca,

memória molhada de desejo;

beijo que beija meu pensamento

antes mesmo de existir outro beijo.

 

Se me receberes,

chegarei sem máscaras nem malas.

 

O abraço encostar promessas em meu peito,

e meu coração, barco desgovernado,

reencontra no teu corpo o cais perfeito,

depois de tanto mar equivocado.

 

Partir procurando paixão,

perdi-me perseguindo promessas;

promessas passaram, paixões partiram 

e eu permaneci prisioneira da ausência.

 

Saudade a soprar, soletrar, sangrar,

silenciosa serpente de lembranças;

minha alma amanhece em tua varanda

plantando luas nas antigas esperanças.

 

Então tua voz atravessa a distância:

 

- Se quiseres voltar, ainda há lugar.

 

E eu choro estrelas.

Porque descobri que o verdadeiro amor

não algema quem parte,

não humilha quem retorna,

apenas deixa uma luz acesa no interior.

 

Voltarei, se ainda me quiseres,

com menos aventura e mais verdade;

levarei por única herança

a cicatriz luminosa da saudade.

 

E quando nossos corpos se encontrarem,

minha solidão aprenderá a dança.

 

Teus faróis pousarão sobre meu peito,

meus lábios procuraram teu beijo concedido;

e a constelação da saudade, enfim desfeita,

Choverá estrelas sobre o amor reconstruído.

 

Fim

Maria das Graças 

10 de maio de 2026

Pseudônimo Feminino.

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Liturgia ( Tautograma)

 

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Liturgia

 

Luz límpida levanta,

Luar luminoso lembra,

Lirismo lauto liberta,

Lírios louvam leituras.

 

Lentas lamparinas luzem,

Lendas longínquas lembram,

Lábios leais louvam.

 

Límpido lugar lapida,

Leve lufada leva

Loucuras, lamentos, lutas.

 

Logo, lúcida lembrança

Lança luzes luminosas.

 

Lendo lindíssima lição,

Lótus liberta leveza.

 

Fim

Antonio Domingos 

22 de Janeiro de 2026

 

 

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Lugar para Nós Dois

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Lugar para Nós Dois

 

Não te espero como quem aguarda milagres,

mas há em mim alguma coisa que não sabe desistir.

Guardo o que fomos

num recanto onde os dias não envelhecem,

e a memória ainda respira devagar.

 

Houve tardes inteiras em nossos olhos,

palavras que nem chegaram a nascer;

mesmo assim, compreendemos o silêncio

como quem decifra estrelas sobre o mar.

 

Depois, a vida mudou nossas margens.

Cada qual seguiu seu caminho,

levando no peito um pouco do outro.

E eu permaneci

com essa estranha certeza sem endereço.

 

Talvez o destino tenha dobrado a esquina

antes que pudéssemos alcançá-lo;

talvez o amanhã ainda esconda

uma janela acesa para nós.

 

Não faço promessas.

O futuro é uma ave que desconhece gaiolas.

 

Mas quando a saudade atravessa meu quarto,

as paredes aprendem perfume,

e alguma primavera impossível

floresce no lado oculto da distância.

Não sei se voltaremos.

Nem sei se devemos voltar.

 

Sei apenas que teu nome ainda encontra

um lugar sereno dentro de mim;

e aquilo que verdadeiramente permanece

não necessita jurar eternidade.

 

Talvez amar seja justamente isto:

guardar uma pequena claridade

quando todas as constelações parecem distantes.

 

E enquanto houver essa luz,

ainda haverá um lugar para nós.

 

Fim

A Domingos 

13 de janeiro de 2026

 

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Ser, Estar, Ter ...

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Ser, Estar e Ter 

*trinômio filosófico*

Ser:

A essência, a alma e a permanência cósmica (a plenitude).

Estar

A presença física, a consciência do espaço e do momento (solidão/claridade).

Ter

A conduta moral, o valor ético e a sobriedade no agir (administrar com consciência)

O Trinômio: Ser, Estar e Ter

Reflexões..

 

 Ser

*Sensação eterna de existir em plenitude*

Ser é o manifesto silencioso da própria existência.

É a coragem de habitar o instante sem pedir licença.

Ser é a única resposta justa ao mistério de estar vivo,

É a arte de transformar o tempo em pura presença,

É a coragem de patinar até ter o total equilíbrio.

Ser é o ato de sempre respirar o ar que é vida,

É a força cósmica de quem não para de viajar,

É a bastilha do bem que se perpetua além,

É a reverência do tempo que diz sempre amém,

É a persistência em aprender no mar nadar.

Ser, o absolutismo do Amor perpetuado na alma,

Ser, a verdadeira permanência qual amálgama.

 

Estar

*A consciência do espaço e da presença*

Estar é a premissa de que o seu espaço só cabe você,

Não cabem dois corpos no mesmo lugar.

Estar é a plenitude de totalmente ser

Na solidão ou na claridade de se habituar.

Estar é o sucinto e exato despertar,

A consciência límpida do próprio espaço ocupar.

 

Ter

*A nobreza moral e o valor da conduta*

Ter não é riqueza acumulada ao relento,

Mas valores morais e éticos por dentro.

Ter é administrar com normalidade e consciência,

A nobre arte de conduzir a própria existência.

É a forma justa e sábia de viver o que se tem:

Sem mostrar com uma mão o que a outra detém.

 

Fim

A. Domingos

Julho de 2026

 

Saiba mais…

SE EU TIVESSE TE ENCONTRADO, WHITNEY

 

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https://youtu.be/3JWTaaS7LdU?is=1EUCgXpl2j2MT5jO

 

SE EU TIVESSE TE ENCONTRADO, WHITNEY

 

Se eu tivesse te encontrado antes da noite te alcançar,

Talvez meu peito fosse teu abrigo e companhia;

eu teria amado tua pele, tua voz, teu respirar,

E quem sabe ainda estivesse entre nós, 

Querida amada Whitney, em melodia.

 

Quando I Will Always Love You atravessa minha emoção,

Minhas lágrimas de sal choram pedras preciosas sobre o mar;

Meu corpo anestesiado arrepia-se em constelação,

e tua voz faz minha alma estremecer para te amar.

 

Viveste pouco … uma estrela com pressa de infinito;

estranhos medicamentos deram alergia aos teus caminhos,

E uma água que sonhei benta abriu-te o cosmos mais bonito,

Deixando a Terra órfã da voz que acalentava seus espinhos.

 

Se noutra dimensão houver reencontro e renascimento,

Espera-me onde as lavas da paixão aprenderem a florescer;

Talvez minha alma explique este impossível sentimento,

E o futuro nos conceda um amor eterno a recomeçar a viver outra vez..

 

Fim

A Domingos

11 de agosto de 2026

 

Eu sempre amei de Paixão a voz e a música de Whitney Houston…Eu mais que um simples fã…

Ela aos 15 anos já era uma voz e cantora promissora e muitos empresários a buscarem por ela…..

Ela morreu, seu corpo respirou pela última vez aos 48 anos, na água de uma piscina, uma morte precoce..afogada.. 

A história tem muito mais, mas paro por aqui com meu Amor que não procuro entender porque não quero…quero seu sorriso em eterna combustão.

Saiba mais…

A Botânica do Amor

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A Botânica do Amor 

 

Pétalas Brancas do Silêncio anunciam nosso nascimento,

Rosas vermelhas do presente florescem no sentimento,

E o pólen dos sonhos a brotar fecunda o pensamento.

 

Orquídeas que pressentem a saudade interrogam a amplidão,

Alfazema de Saudades perfuma a Solidão Solitária do coração,

Enquanto o espinho que fere a memória sangra especulação.

 

As flores que enfeitam o nascimento são as mesmas flores do luto do fenecimento.

 

E a Lua Cultiva Orquídeas no Jardim do Infinito para eternizar o Amor além do tempo.

 

Fim

A Domingos 

Agosto de 2026

INDRISO 

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O Quilate das Marés Secretas

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O Quilate das Marés Secretas

 

Apôsto ao mês de agosto um insólito entreposto,

onde o quilate da pedra lapidar o seu embate;

nas cavernas, riscos rupestres recompõem nosso rosto,

e a civilização das ossadas sigilosas dorme sob o quilate.

 

Mar, meu Lar — nas Marés Secretas quero navegar,

numa viagem de perigosidade, sem bússola ou cais;

vem a tempestade sonsa, ensaiando o verbo naufragar,

enquanto o vento assobia alfabetos abissais.

 

Há uma indesejada articulação temporal

no tempo de chuviscos, paradoxalmente atemporal;

minha Alma inquieta abriga desejos secretos,

e pulsa na cadência clandestina dos manifestos.

 

Desperta o pujante Vulcão das lavas de gelo:

que apelo! … um vulcão vulcânico rasgando o firmamento;

lavas em brasas criam asas, derretem esqueletos no degelo,

e a Terra escreve em fogo seu testamento.

 

Tragédia grega: Dioniso dança entre a cinza e a razão,

mas Gaia, Mãe-Terra, pergunta: “Que fizestes da Natureza?”

Ares, deus da guerra, responde empunhando a destruição:

“Venci batalhas … e perdi para sempre a beleza.”

 

No jornal, uma tira de mentira a fabricar outra verdade,

e a manchete veste máscaras para ocultar o desatino;

sandices perpetuam a ignorância pela cidade,

enquanto a mesmice brinda ao próprio destino.

 

Mas flores sem nome rompem rachaduras das rochas frias,

sem jardineiro, sem brasão, sem pedir autorização;

fazem de si mesmas um buquê de rebeldes poesias,

beleza natural que dispensa qualquer explicação.

 

E o Amor nasce justamente do meio copo vazio,

primeiro tímida raiz procurando água no chão;

depois aprofunda-se, enfrenta pedra, abismo e desvio,

até tornar meio copo cheio o deserto do coração.

 

Há uma maravilha de corrupção em plena ação,

perpetuação da mentira, esgotamento da mesmice;

o Poder constrói seu trono sobre a desinformação,

e chama de sabedoria a própria sandice.

 

Parabéns por este Estado Menor …ironia soberana…

onde a Soberania é roubada pelo Poder e seu aparato;

o Artefato Atômico faz sombra sobre a espécie humana,

enquanto a paz procura abrigo longe do artefato.

 

Ainda assim, das ossadas pode germinar outra memória,

das cavernas pode emergir um alfabeto de claridade;

nenhuma lava incinera para sempre a nossa história:

Quando o Amor cria raízes, até a pedra aprende

humanidade.

 

Fim

Antonio Domingos Ferreira Filho

09/08/2026

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A Catedral Infinita da Natureza

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A Catedral Infinita da Natureza

 

Na Amazônia, a mata ergue um templo de esplendor,

cipós entrelaçam verdes véus na imensidade;

cada árvore secular guarda um antigo rumor,

e o vento escreve salmos de profunda eternidade.

 

Nas cavernas, a pedra preserva a ancestral memória,

pinturas rupestres narram povos de outro chão;

mãos remotas deixaram seus sinais para a História,

como vozes minerais gravadas na escuridão.

 

Das entranhas da serra, uma nascente cristalina

jorra como água milagrosa em seu sagrado véu;

a fonte beija a pedra, translúcida e peregrina,

e leva gotas de esperança para os olhos do céu.

 

Na piracema, os peixes desafiam a correnteza,

sobem rios como quem regressa ao berço original;

há um instinto milenar conduzindo a natureza,

numa liturgia aquática de impulso ancestral.

 

E quando o rio encontra o mar na vastidão,

água doce e água salgada ensaiam alquimia;

o oceano abraça o rio em líquida comunhão,

e a Terra escreve em ondas sua eterna poesia.

 

Fim

A Domingos

07/08/2026 

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A Eternidade de um Acaso

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A Eternidade de um Acaso

 

Foi por acaso que encontrei teu olhar,

Entre rosas vestidas de alvorada;

E o acaso fez-se eterno ao nos tocar.

 

Nas orquídeas, tua essência amanhecia,

Cítrico-amadeirada, em doce ardor;

E a colônia floral nos envolvia.

 

Nosso encontro, fortuito, fez-se lume,

Como estrelas bordando o infinito;

E o tempo ajoelhou-se ao teu perfume.

 

Há um amor que desconhece despedida,

Que faz do coração seu relicário;

E escreve eternidade em nossa vida.

 

Se o destino nos trouxe esta ventura,

Guardarei teu nome em meu jardim;

Onde o amor floresce em tessitura.

 

Pois amar-te é não conhecer o fim,

É fazer da eternidade o nosso jardim.

 

Fim

A Domingos

15 de maio de 2026

 

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Meu Pai, o Silêncio que Abraça

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Meu Pai  22 anos e Minha Mãe...18 anos 

Meu Pai, o Silêncio que Abraçava

 

Meu Pai era homem de poucas palavras,

mas seus olhos escreviam cartas

que o coração aprendia a ler.

 

Veio de longe,

trazendo na bagagem a coragem dos imigrantes

e a esperança dobrada entre as mãos.

Chamava-se Antonio,

meu xará,

e fez das estradas do Brasil

o caminho do próprio sustento.

 

Caminhoneiro de horizontes sem fim,

partia levando a saudade consigo

e regressava trazendo abraços,

doces,

e um sorriso discreto

que iluminava a casa inteira.

 

Eu esperava mais por sua chegada

do que pelos presentes.

Porque o maior presente

era vê-lo cruzar a porta,

abrir os braços

e transformar o cansaço em ternura.

 

No Natal,

os sapatos repousavam na janela

como pequenos altares da esperança.

E, quando amanhecia,

lá estavam os milagres da simplicidade:

uma bola,

um carrinho,

bolas de gude,

um velocípede,

um relógio,

um chinelo.

 

Não eram brinquedos apenas.

Eram pedaços do sacrifício

de um pai que sabia amar

mesmo quando o dinheiro era curto.

 

À noite,

sobre a cama,

vinham as brincadeiras.

Rolava os filhos de um lado para o outro,

cantava desafinado

uma cantiga que nenhuma escola ensinou,

mas que a memória jamais esqueceu.

 

Seu amor não fazia discursos.

Falava com gestos.

Conversava pelo abraço.

Respondia com um beijo.

E o silêncio,

em seus olhos,

era a linguagem mais bonita

que um filho poderia compreender.

 

Hoje compreendo:

existem pais que dizem "eu te amo"

sem pronunciar uma única palavra.

Basta um olhar,

um afago,

uma presença.

 

Meu pai foi assim.

 

E continuará sendo,

porque o verdadeiro pai

nunca parte por inteiro;

permanece morando

naquilo de melhor

que ensinou ao coração do filho.

 

Aforismo

 

O maior presente que um pai pode deixar ao filho não cabe em caixas nem embrulhos; permanece para sempre no abraço que o tempo jamais consegue desfazer.

 

Fim

Antonio Domingos

Dia dos Pais

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A Humanidade do Poeta

 

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A Humanidade do Poeta

 

O poeta carrega um eclipse no peito,

Conversa com os espelhos da madrugada,

E transforma cada falha em verso imperfeito.

 

Na solidão, costura a própria verdade,

Guarda tempestades no fundo do olhar,

E oferece ao mundo sua fragilidade.

 

Quando a tristeza se aproxima da janela,

Ele acende luas no jardim da memória,

E faz do silêncio uma fiel sentinela.

 

Seu medo atravessa uma invisível ponte,

Enquanto a dor se curva ao pensamento,

E as estrelas bebem água no horizonte.

 

O poeta sabe que o homem é barro e chama,

Por isso escreve sem temer naufragar,

Pois em cada erro reaprende como se ama.

 

A imperfeição é a claridade que o conduz,

E ser humano é sua mais verdadeira luz.

 

Fim

A Domingos

06 de agosto de 2026

Modelo ADOM 

Saiba mais…

O Cartógrafo das Nuvens Improváveis

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O Cartógrafo das Nuvens Improváveis

 

-Acionei um astrônomo de neblinas porque as constelações andavam esquecendo seus próprios endereços.

-A medicina das estrelas receitou silêncio líquido.

-A farmácia dos meteoros respondeu com um guarda-chuva de cristal vencido no século das borboletas elétricas.

 

-Meu protagonista não nasceu.

-Foi arquivado dentro de um eclipse distraído.

-Seu nome?

-Arquidor Celestífago.

-Filho da Geografia Invisível com a Senhora Nebulosa das Escadas.

 

-Ele carrega nos bolsos um punhado de horizontes dobráveis.

-Quando espirra, os cometas mudam de caligrafia.

-Os pardais consultam bússolas vegetarianas.

 

-Os relógios aprenderam a pastar relâmpagos.

-As nuvens assinam contratos de algodão com as montanhas aposentadas.

-Meu telescópio resolveu estudar os peixes do firmamento.

 

-Encontrou baleias de vento mastigando luas de porcelana.

-Não discuto com trovões.

-Eles possuem diplomas em exagerologia atmosférica.

 

-Coleciono guarda-sóis para tempestades solares.

-Os planetas apreciam esse capricho.

-A Via Láctea alugou um violino para um vagalume metafísico.

 

-O concerto atrasou porque Saturno insistia em pentear seus anéis com um pente de auroras.

-Os anjos jardineiros transplantaram um pomar de estrelas para dentro da madrugada.

-Desde então, toda alvorada amadurece em silêncio.

 

-Meu dicionário conversa escondido com o Senhor Neologismo.

-Eles fabricam palavras que ainda não descobriram o próprio significado.

-As galáxias usam chapéus de gravidade

 

-Os ventos preferem gravatas feitas de arco-íris reciclados.

-As sombras viajam de elevador até o último andar da claridade.

 

-Arquidor Celestífago sorri pouco.

- Mas quando sorri, o Universo inventa mais um domingo para descansar das nebulosas.

 

-E eu continuo escrevendo.

-Porque cada verso é um pássaro tentando alfabetizar o infinito.

-"O homem é a medida de todas as coisas." …Protágoras

 

Final 

A Domingos 

 

Aforismo

-”””Quem aprende a conversar com o impossível descobre que o Universo responde sempre no idioma da imaginação.”””

 

 

Autor: A Domingos 

Expressões Surreais criadas por Antonio Domingos Dicionário Surreal Antonio Domingos.

Correção gramatical IA Chat Gpt 

 

Arquidor Celestífago. Neologismo 

Arquidor Celestífago é um neologismo que designa uma personagem mítica, filosófica e surreal.

 

Construção etimológica e poética; 

- Arqui-: do grego arché, significando principal, supremo, originário ou primeiro.

- -dor: indica aquele que realiza uma ação, um agente.

- Celesti-: refere-se ao céu, aos astros, ao cosmos e ao universo.

- -fago: do grego phágos, significando aquele que devora, aquele que absorve ou aquele que se alimenta de.

 

Assim, Arquidor Celestífago pode ser compreendido poeticamente como:

 

«"O Supremo Agente que absorve a essência do Universo."»

 

Ou, em linguagem literária:

«"O Cartógrafo das Constelações Improváveis, que se alimenta da luz das galáxias para transformá-la em sonhos, metáforas e palavras ainda não inventadas."»

 

https://youtu.be/3JWTaaS7LdU?is=X8PzgUiExcXOLX4n

Fantástica Música e Artista 

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Perdoar Acróstico

 

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PERDOAR

 

P. Permitir que a paz reencontre morada no coração.

E. Entregar ao tempo o que a vingança jamais curou.

R. Reconstruir a esperança onde ergueu ruínas.

D. Descobrir a grandeza quando o orgulho se cala.

O. Ousar libertar a alma das sombras da amargura.

A. Abrir as mãos para que a serenidade floresça 

R. Renascer leve, o amor vence o ressentimento.

 

Fim

A Domingos 

15 de maio de 2024 

 

Aforisma

Perdoar não absolve necessariamente o erro; absolve o coração do peso de continuar carregando-o. Quem escolhe o perdão não reescreve o passado, mas concede ao futuro o direito de florescer em liberdade.

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Agosto Lilás

 

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Agosto Lilás

 

Agosto veste lilás a consciência da nação,

Para lembrar as cicatrizes que ninguém deveria sofrer;

A dignidade é o primeiro artigo escrito no coração humano,

E toda mulher nasceu para viver, jamais para temer.

 

A violência fere o corpo, a alma e o próprio amanhã;

Nem a lei, nem a tornozeleira bastam quando o ódio persiste.

A justiça sem compaixão endurece o próprio espelho da lei,

Enquanto a esperança borda claridade onde a dor ainda existe.

 

É na família que florescem as primeiras lições do respeito,

E a escola cultiva a semente da igualdade e da paz.

Governo e sociedade caminham lado a lado nesse compromisso,

Para que o feminicídio jamais encontre espaço outra vez.

 

"Maridos, continuem a amar as suas esposas." (Efésios 5:25).

Que o amor seja mais forte que toda forma de violência.

Quando o respeito ilumina o caminho da humanidade,

A liberdade devolve à mulher o direito de viver com dignidade.

 

Fim

Antonio Domingos

05/08/2026

Saiba mais…

Aninho das Marés

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Aninho das Marés

 

No vento antigo ouvi teu doce sopro,

E o mar cantou segredos no meu ser;

Amor nasceu querendo renascer

Nas marés da esperança em puro pro.

 

A vastidão vagava em minha calma,

Qual porto sem farol ao anoitecer;

Mas a coragem veio acender

Desejos repousando profunda alma

 

Achegar-te foi bênção sobre o mar,

E em minha alma nasceu nova alegria,

O vento trouxe a força de sonhar 

 

Venceu meu coração a nostalgia 

Creio que a solidão desencantar 

Amar cada emoção na analogia 

 

Fim

A Domingos 

22 de maio de 2026

 

 

 

 

Saiba mais…

Opaco Camaleão e o Baile de Alforria

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Opaco Camaleão e o Baile da Alforria- Fábula 

No esplendor do Castelo de Alforria, sob os lustres de cristal e os espelhos dourados, ecoava a grandiosa Sinfonia nº 9 de Strauss. O salão nobre vibrava em seda, perfumes e passos calculados. Nobres de nomes curiosos como Lorde Vesperon, a dama Calíndria e o barão Estelvarte giravam pelo piso reluzente.

Entre todos, porém, destacava-se um ser nada comum: Opaco Camaleão. Pequeno no tamanho, gigante na astúcia. De olhos atentos e humor refinado, mudava de cor conforme o ambiente e conforme as emoções alheias. Usava um pequeno colete bordado e carregava consigo uma colher de prata, dizia ele que era instrumento de magia culinária e sentimental.

No alto da escadaria estava eu, o poeta e príncipe Aureoel, observando o baile com certa distância melancólica. Foi então que meus olhos encontraram os dela - a princesa Lunaris, cujo nome parecia ter sido soprado pela própria lua. Seu vestido prateado dançava antes mesmo que seus pés tocassem no chão.

Opaco, percebendo o silêncio que gritava entre dois olhares, aproximou-se sorrateiro.

Alteza Aureoel ….sussurrou ele, já assumindo um tom rosado de cumplicidade , 

a vida é breve demais para dançar sozinho.

Num movimento quase teatral, escorregou pelo corrimão, atravessou o salão e, com uma leve distração criada ao barão Estelvarte (que tropeçou no próprio orgulho), aproximou-me de Lunaris.

Uma dança? perguntei, com a coragem que só nasce quando o coração decide.

Ela aceitou.

E ali, sob a sinfonia vibrante, nossos passos se encontraram. A música parecia nos obedecer. O salão desapareceu. Restaram apenas dois corações e um camaleão satisfeito, agora em tom dourado.

O namoro floresceu com naturalidade. Conversas à luz das varandas, risos partilhados, promessas suaves como pétalas.

Após o casamento, viajamos para o Condado de Passageiro, até a clareira chamada Felicidade. Ali havia uma pequena casa de madeira cercada por árvores altas e um riacho que cantava melodias próprias.

Opaco foi conosco.

Um amor precisa de três ingredientes, dizia ele enquanto preparava o jantar tempero, paciência e riso.

Na casinha da clareira, ele tornou-se cozinheiro oficial do casal. Criava pratos com nomes inventados: “Sopa Serenívia”, “Pão de Esperançor” e “Doce Eternilume”. Ríamos muito de suas invenções e mais ainda de suas histórias.

Certa noite, à luz das estrelas, perguntei-lhe:

Opaco, por que faz tudo isso por nós?

Ele piscou lentamente, assumindo um tom azul tranquilo.

Porque unir destinos é minha arte. E cozinhar para o amor é meu prazer.

Assim vivemos, entre o perfume da mata e o calor da lareira. Lunaris e eu aprendemos que o amor não é apenas o encontro no salão, mas a construção diária na clareira da vida.

E Opaco Camaleão, cupido discreto e chef improvisado, permaneceu conosco, lembrando-nos sempre que a felicidade muda de cor, mas nunca perde o brilho.

Fim

A Domingos 

01/02/26

 

Personagens: Criados por Antonio Domingos.

Fábula escrita por Antonio Domingos 

Castelo de Alforria 

 

Condado de Passageiro…Um Condado de muita beleza natural…lugar turístico…Reserva Natural.

Lorde Vesperon.

Dama Calįndria 

Barão Estelvarte.

Opaco Camaleão…sempre um protagonista .

Um personagem imaginário que somente aparece para o Príncipe Aureoel e a Princesa Lunares…um personagem como um mago de muita magia .. Cozinheiro nato .

Príncipe Aureorel 

Princesa Lanuris 

Estereótipo de Opaco Camaleão desenvolvido por Antonio Domingos e Imagem realizada por IA 

 

 

 

 

Saiba mais…

Razoabilidade com Deus

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Razoabilidade com Deus 

 

A virtude caminha pela clareira,

Sem entregar-se ao precipício,

Nem abandonar a verdadeira.

 

A prudência lima a consciência,

Como árvore firme na ramagem,

Frutificando fartura paciência.

 

O sábio não se curva ao clamor,

Nem faz do impulso sua bandeira,

Prefere semear discreto sensor 

 

Salomão elevou semelhante lição:

"Melhor é o paciente do que o guerreiro,"

Tesouro maior que qualquer ambição.

 

Razoabilidade floresce no jardim,

Onde justiça e compaixão dão guarida,

E tornam mais harmonioso o próprio fim.

 

Quem governa a si mesmo vive a vida 

E encontra em Deus a perfeita medida.

 

Fim

A Domingos

02 de agosto de 2026

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As Lembranças e as Memórias

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As Lembranças e as Memórias

 

As lembranças, por favor, venham somente quando eu não as desejar; cheguem pela surpresa do inesperado.

Se algum dia eu desejar o retorno das memórias, que elas não atendam ao meu chamado.

Rememorar não é apenas recordar lembranças do passado; é reviver um instante que o tempo acreditou ter destruído.

Que saibam: não retornarei ao passado devastado por um tempo tão cruel.

Se vierem, que sejam lembranças inesperadas.

Surpreendam-me, para que eu respire antes da saudade... e não feneça.

Que eu possa, sem procurar, viver de novo uma experiência verdadeira, não apenas uma lembrança, mas um instante renascido dentro do agora.

Sem que eu perceba, elas podem chegar devagar.

Não irei buscá-las nos escombros do passado como quem procura um percevejo escondido entre as frestas da memória.

Tudo o que a vida me concedeu como privilégio permanece invisível às horas que correm.

Os ratos do tempo jamais devoram aquilo que o coração preservou.

Mesmo quando o jantar congelou sobre a mesa dos dias, alguma centelha permaneceu acesa.

O tempo corroeu parte da vida que vivi.

Os sofrimentos mais intensos merecem repousar no esquecimento, sem que cartas antigas insistam em alimentar pensamentos já vencidos.

Quero o tempo do instante presente.

Um sonho de hoje, vivido hoje.

Que tudo, por ora, encontre melhora.

Que uma flor aflore.

Uma florada.

Flor que nasce hoje e, se partir hoje, deixe apenas um rastro de luar iluminando a eternidade deste segundo.

Que este seja um dia fecundo de acontecimentos.

E que o silencioso recepcionista do tempo compreenda que o alvorecer nasce no mesmo instante em que o entardecer começa.

Esta é uma lição em que

 “ Não é o homem quem encontra o tempo perdido”;

… é o tempo que, por misericórdia, encontra o homem quando um perfume, um sabor, uma música ou um simples raio de luz abrem, de repente, a porta da eternidade escondida dentro da memória.

Se tudo se deteriora, talvez não seja porque o tempo administra mal, mas porque apenas o amor e a memória involuntária conseguem preservar aquilo que o relógio insiste em destruir.

Fim

A Domingos

01 de agosto de 2026

Uma simplória homenagem ao livro Em Busca do Tempo Perdido de Marcel Proust…uma das maiores obras da civilização…. Marcel Proust um dos maiores escritores da humanidade..

O Tempo e as lembranças e as memórias Protagonistas…

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