Posts de antonio domingos ferreira filho (1969)

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Aqui não volto mais...

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Aqui não volto mais….

 

Vou me embora não para Pasárgada 

Vou me embora no rabo do cometa

Direção a Éfeso, a um passado eterno 

Meu holograma comigo, viajo na janela 

 

De argolas a vidente lábios da vez 

Lê mãos sem pegá-las por altivez 

 

Vou me embora inocente com meias

Com as fraldas debaixo, levo casaco 

Aqui querem sugar minha poética 

As lembranças são amarguras de jiló 

 

Da plantação de cerrado sujo de botas 

Decantação amorosa beijos em cotas 

 

O café que me assombra é frio e frágil 

Acondicionado, vazio oco da garrafa 

O chá que experimentei de maxixe

Não era boa dança, horror de paladar 

 

Haxixe extrato resina do curandeiro 

Um encontrar na sina do paradeiro 

 

Sinto-me fraco nesta falsa cidade 

Nem tenho saudades, nem Amor

Neste espaço de digitar versos 

Digito meu fracasso e decepção 

 

Que a gente conhece nas bravatas e desfaçatez 

Através do olhar, gestos e palavras sem solidez 

 

Fim

A Domingos 

Julho de 2026 

 

Saiba mais…

Sons Abafados

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Sons Abafados 

 

Na escuridão de uma noite fria 

Há uma impressão tudo parado 

A brisa dribla obstáculos do caminho 

No quarto escuro andar devagar 

 

Perigos cercam quem anda descalço 

Um silêncio sem palavras assusta

Solidão frio coração que avermelha 

Não ouço sons no espaço abissal 

 

A ausência da tua amorosa voz

Sinto neste tempo a falta da Paixão 

Que o tempo se perpetuou esquecendo 

De ouvir teu exímio timbre no ar 

 

Na solidão tamanha hoje percebo 

Que a falta de tudo que vem você 

Que em minha alma não há monstros 

Que o esquecer de sua voz é castigo 

 

Fim

A Domingos 

Abril 2025

 

 

Saiba mais…

De Improviso

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De Improviso

 

Sem ter o que escrever

Eu insisto e rabisco

Uns riscos no papiro 

Uma mentira de poeta

É folha de caderno

E caneta esferográfica 

Papiro um raro respiro

Um susto assunto de outrora 

Então eu sou um pecado

Que rastreia versos

De Improviso 

Em nome de Dona Aurora 

 

Noite chegando

O sol se escondendo

Atrás da montanha

O sol com vergonha

Do dia igual que se vai

Que se esvai

Por um ralo qualquer

Baratas entram e fogem

Do fedor do inseticida

A geladeira vazia

O fogão sem gás

O prato um belo bibelô 

 

A felicidade foi efêmera

A vitória foi verdadeira 

Verdadeira ilusão

Cadê a manteiga no pão 

A tristeza quer porque quer

Se eternizar 

O agora que se exploda

Um café no copo de gelatina 

Sem açúcar eu aceito, ora pois

Só quero da marca Primogênito

Sem mais para o momento

O tempo custa caro

O meu coração soluço

A minha alma incolor

Não durmo de bruços

Uma esperança

Deitar e dormir com travesseiro

Utopia é estar poeta

Um dia de Improviso

 

Fim

A Domingos

Rev ADFF 2017

 

 

 

 

Saiba mais…

De Onde Viemos

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De Onde Viemos...

 

Na ignorância do sem saber da origem da vida,

Não há maior herança que o prazer de viver,

Mesmo sem respostas, floresce a alma erguida.

 

O silêncio costura os bolsos invisíveis da verdade,

As lâmpadas acendem a claridade das sombras da razão,

E o invisível assina a certidão da eternidade.

 

Os relógios cultivam sementes no jardim da esperança,

O vento aprendia geometria no quintal da consciência,

E o Agora veste o universo com luminosa bonança.

 

Pouco importa o princípio, importa seguir na caminhada,

Com coragem de amar e celebrar cada alvorada.

 

A criação permanece velada pela eterna procura,

Mas viver já é o maior milagre da aventura.

 

O espetáculo da vida é a única resposta segura.

 

Fim

A Domingos 

09 de julho de 2026

Saiba mais…

Sobreviver Engavetado

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Sobreviver Engavetado 

 

As gavetas arquivaram o perfume da ausência,

O silêncio costura os bolsos invisíveis do horizonte,

Cada cadeira ainda conversa com a presença.

 

As lâmpadas acendem a claridade das sombras,

Os relógios cultivam sementes de eternidade líquida,

A fumaça escrevia o alfabeto invisível das alfombras.

 

Os bueiros guardavam constelações sob a lua,

A chuva decidiu subir para aprender o peso do nada,

O invisível assina a certidão da rua.

 

Cada fotografia respirou outro benefício 

As esquinas mastigaram bússolas do coração.

 

As janelas mastigavam paisagens por artifício 

Minha memória bordou universos na amplidão.

 

E a saudade catalogou saudade do meu sertão 

 

Fim

A Domingos 

10 de maio de 2026

 

Saiba mais…

Sob a Lua Matriarca

 

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Sob a Matriarca Lua

 

O relógio cruel nunca para para nós dois,

e risca as horas na pele da emoção;

mas guardo teus passos para depois,

na memória serena do coração.

 

O sol atravessa gotículas distraídas,

em refração, reflexão e dispersão;

e o arco-íris veste as tardes coloridas,

com sete cores bordando o horizonte em canção.

 

Que venham os maus pressentimentos sombrios,

aprisionados numa tosca senzala sem luz;

que se percam nos desvãos dos vazios,

longe do caminho que o afeto conduz.

 

E surge a MATRIARCA ,nossa LUA soberana,

vertendo luar sobre sonhos e paixões;

guardando a noite com ternura arcana,

para que o amor floresça entre constelações

 

FIM

A. Domingos  

Junho de 2026

Saiba mais…

Os Dias que Passam

 

 

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Os Dias que Passam

 

Cada manhã desperta com doce alvorada. 

A mulher semeia coragem na imensidão. 

E veste de esperança a própria jornada. 

 

Nos afazeres floresce a perseverança. 

A fé acende o íntimo coração. 

E transforma o cansaço em confiança. 

 

Os sonhos bordam caminhos de harmonia. 

A coragem desfaz toda hesitação. 

E o amor renova a luz de cada dia. 

 

Maria das Graças sorri com devoção. 

Mesmo entre espinhos preserva a gratidão. 

Seu horizonte renasce em superação. 

 

A esperança abraça a renovação. 

O tempo recompensa toda dedicação. 

A alma floresce em serena inspiração. 

 

Maria caminha a pé na fé de um esforço sustentado. 

Na reta em que um novo destino ganha significado. 

 

Fim

Maria das Graças 

Formato ADOM 

Saiba mais…

Amor Enfim

 

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Amor enfim

 

Vinha pela nua rua vazia

Tal qual o coração tardia

A lama se fazia de um vazio

De um imenso desejo tardio

 

A saudade de teu Amor

Que escapa janela aberta

Voa alto tal qual Condor

Querer te ver abaixo coberta 

 

A súplica dos sutis desejos

De beijos ardentes solenes

De abraços maduros ensejos

De aperto os corpos perenes 

 

Fim

ADomingos

Julho 2026

 

 

 

Saiba mais…

Abalo Sísmico

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Abalo Sísmico

 

Ele, furioso e avermelhado, de garfo na mão,

Debaixo da Terra burila as placas tectônicas.

Aquele distante TERREMOTO chega sem licença,

E dezenas de prédios desmaiam como papel.

 

Feito dominó, desabam um a um, sem perdão.

É um abalo sísmico jamais vivido tão de perto.

É uma ANIQUILAÇÃO monstruosa e impiedosa.

Milhares de seres humanos sentem a MAGNITUDE.

 

Da total DESTRUIÇÃO, a natureza, indiferente,

Colhe homens, mulheres, jovens e crianças.

Nem mesmo os bebês sobrevivem à fatalidade.

A ajuda internacional chega com urgência e ator 

 

Mas toda a grandeza da solidariedade ainda é pouca.

É lamentável ser tão pouco diante da tragédia humana.

A Venezuela, já ferida por sua crise política,

Crise econômica, social e de total fome …

Soma mais uma devastação ao seu sofrimento.

 

Eleva-se uma dor inimaginável e profunda.

Esse povo, merecedor de um mundo melhor,

Ainda espera, sustentado apenas pela fé ardente:

Esperança que consola, mas não devolve a paz.

 

E não renasce os milhares de mortos e feridos aleatórios.

São as terríveis tramas e o que tem no momento são supositórios.

 

Fim

A Domingos

29 de junho de 2026 

Saiba mais…

Tempo do Tempo

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Tempo do Tempo 

 

É um tempo, o tempo, mal educado que não pede licença, chega nada faz além de consumir a gente e as coisas…

 

Na gente cria marcas como se fosse Simples Tatuagens…

E as coisas desbotam e as deixam envelhecidas…

 

O Tempo que trás mal tempo de temporais e destruição como legado…

 

O Tempo que se mostra em variações térmicas até mortais…

 

Tempo cruel do qual partilhamos igualmente com tentativas de viagens que possam ser eternas...

 

Maria das Graças 

15 de Julho de 2026

Pseudônimo Feminino de A Domingos 

Saiba mais…

Normalizar

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Normalizar 

 

A gente passa um tempo longo

Muitas vezes em situação de pressão 

 

Mas a gente com certas tendências herdadas da vida, educação familiar, religiosa, dos costumes e cultura,

A gente normaliza os sofrimentos que nos afetam.

Arrancam e rasgam a nossa dignidade e nos enterram vivas…

 

E que nos massacram perante a sociedade 

Perante aos nossos familiares e amigos

É muitas vezes as pessoas não tem coragem 

De dar um toque e nos alertar 

As pessoas têm muito medo via de regras 

 

Situação onde tudo que a gente faz

Todo esforço despendido vale a pena 

Porque a gente criou uma casca na gente

De que aquele Amor ainda persiste 

Ainda é forte como ele nasceu tempos atrás 

Com muita paixão e tesão 

 

Mas, quando tudo mudou, nosso interior não quer ver e nem aceitar que o que era flores vivas coloridas hoje é dores mortas desbotadas 

 

Mesmo diante de infelicidades 

De tristezas por sofrer pressões até emocionais estamos em êxtase de normatização…

Reflexões, Inflexões e até meditações podem nos remeter ao reconhecimento de nosso baixo reconhecimento…A gente se doa , se mata de dedicação e o que recebemos de volta é um grau de indiferença intenso, próximo do esquecimento..

Jamais podemos aceitar o esquecimento se estamos próximos uns dos outros.

 

Nenhuma aproximação, nenhuma forma de carinho em nosso leito de dormir…Um esquecimento dos instantes ... .para que usar o perfume tão suave e memorável de nossas núpcias , para quê!!! .nem uma palavra de boa noite….Um silêncio ensurdecedor…Uma frustração atroz…

 

Remar contra o status quo e restabelecer um verdadeiro e sincero diálogo com os nossos íntimos é um primeiro caminho para uma guinada em nossas vidas…Somos mulheres e acreditar que somos fortes é um sentimento natural e real 

 

Temos de redirecionar nossos caminhos.

Quebrar ridículos tabus…..

Ver as nossas verdades e dizê-las a quem nos rejeita…e dar um basta…

 

Seguir por outros atalhos e se firmar fiel aos nossos sentimentos…

Chega de cuidar das louças, varrer a casa , lavar as roupas e ainda ser reconhecida como uma empregada de luxo..

Sem quaisquer elogios, sem o dever moral do reconhecimento ao nosso trabalho doméstico, mesmo quando o Amor findou nos desgastes do tempo, e sem qualquer respeito a nossa dedicação. 

 

O Amor que buscamos está em algum lugar ao qual podemos chegar, pegar e recomeçar.

Com a fé e a coragem que sempre nos norteou…

 

Somos as verdadeiras heroínas da civilização..

Não joguemos no lixo nossa dignidade e cidadania.

É preciso auto-estima elevada 

É preciso forte Amor Próprio…

 

Fim

Maria das Graças 

14 de Julho de 2026

By A Domingos 

 

 

 

 

 

Saiba mais…

Sonidos Anseios

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Sonidos Anseios

 

Sustenidos sons crescem no âmago da alma,

As marés viajantes espaciais beijam a calma.

Esperança borda horizontes de luz permanente,

Enquanto desperta o silêncio serenamente.

 

A solitude se quer desenhada em minha mente,

É primordial ter cores nas artérias rubis.

O chá da calmaria despenca do céu anis,

E o vento penteia o infinito docemente.

 

Lembranças florescem em jardins da memória,

Emoções escrevem constelações de ternura.

O invisível aprende a sonhar nova história,

Nas mãos do tempo que semeia brandura.

 

Cada amanhecer renova o universo interior,

Minha alma navega sem receio da amplidão.

Sonidos Anseios transformam a dor em amor,

E fazem da vida a mais bela canção.

 

Fim

A Domingo

09 de julho de 2026

 

 

 

Saiba mais…

Céu do Amor Multicor

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Céu do Amor Multicor

 

“Em nuances multicor refletindo minha aura” 

Na altura da magnitude do esplendor de cor

Que pinta o céu em multicores insaciáveis

 

Meu coração semeia constelações nas artérias do horizonte

O invisível aprende a respirar dentro das flores do universo

Sou Poetisa de valores, onde o afeto desconhece fronteiras

 

As nuvens vestem vestidos de cristal bordados pelo silêncio

As aves recolhem estrelas para aquecer minhas lembranças

Eu, Maria das Graças, abraço o infinito como quem regressa ao primeiro amanhecer

 

O amor dissolve os relógios e alfabetiza o vento eterno

Cada alvorada floresce dentro de meus olhos transparentes

Nenhuma distância alcança o lugar onde minha esperança repousa

 

Meu amor permanece infinito, quase incondicional, além de todo limite.

E o céu continua multicor, porque amar é reinventar o universo a cada instante.

 

Fim

A Domingos 

14 de Julho de 2026

Poesia sem Fim.

Saiba mais…

De Improviso

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De Improviso

 

Sem ter o que escrever

Eu insisto e rabisco

Uns riscos no papiro 

Uma mentira de poeta

É folha de caderno

E caneta esferográfica 

Papiro um raro respiro

Um susto assunto de outrora 

Então eu sou um pecado

Que rastreia versos

De Improviso 

Em nome de Dona Aurora 

 

Noite chegando

O sol se escondendo

Atrás da montanha

O sol com vergonha

Do dia igual que se vai

Que se esvai

Por um ralo qualquer

Baratas entram e fogem

Do fedor do inseticida

A geladeira vazia

O fogão sem gás

O prato um belo bibelô 

 

A felicidade foi efêmera

A vitória foi verdadeira 

Verdadeira ilusão

Cadê a manteiga no pão 

A tristeza quer porque quer

Se eternizar 

O agora que se exploda

Um café no copo de gelatina 

Sem açúcar eu aceito, ora pois

Só quero da marca Primogênito

Sem mais para o momento

O tempo custa caro

O meu coração soluço

A minha alma incolor

Não durmo de bruços

Uma esperança

Deitar e dormir com travesseiro

Utopia é estar poeta

Um dia de Improviso

 

Fim

A Domingos

Rev ADFF 

 

 

 

 

Saiba mais…

Vagão de Trem

 

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Vagão de Trem

 

A plataforma recolhia os passos da eternidade.

Os viajantes embarcavam calendários sem destino.

Meu coração aguardava a filosofia da esperança.

 

Os trilhos mastigavam luas enferrujadas até nascer o amanhecer.

Toda espera educa a coragem diante do invisível.

Quem ama também aprende o ofício das ausências.

 

O relógio semeava minutos dentro do ventre das nuvens.

O tempo não caminha; apenas muda de vestimenta.

Cada despedida desenha outra chegada desconhecida.

 

As malas bebiam a memória líquida dos horizontes adormecidos.

O último trem partiu levando apenas o que nunca possuí.

Permaneceu comigo a estação onde floresce a esperança.

 

Esperei mais um instante em silêncio.

Porque certos reencontros viajam antes da própria chegada.

 

Fim

A. Domingos

12/07/2026

Saiba mais…

Imponderável

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Imponderável 

 

O imponderável é a vida.

A cada passo, um mistério.

A cada amanhecer, um recomeço.

 

Há meiguices e estranhezas.

Há decepções e conquistas.

Há milagres discretos.

 

A alegria da visita.

A esperança permanece.

O coração amadurece.

 

É preciso caminhar.

Levar um menino na alma.

E o olhar doce de um poeta.

E o inspirar profundo deste Poeta 

 

Escrever o belo, a emoção das borboletas ao nascer da relevante criação divina..

Pensar antes de decidir.

Escolher sempre o bem.

Estar de bem com a Paz.

 

Absorver tempestades.

Descansar junto às águas movediças ,das águas paradas, uma oração que seja, milagre do arpejo.. 

Recomeçar sem temor.

 

Seguir novas trilhas.

Abraçar a mata viva.

Celebrar o verde.

 

Saudar os rios nascentes.

Abençoar as marés.

Nadar com os peixes.

 

Levar caderno e lápis.

Colher instantes.

Guardar silêncios.

 

Escrever o que floresce.

E o que a alma oculta.

Sem trair a verdade.

 

Prosseguir entre versos.

Pois a poesia é o belo.

E o belo permanece.

 

Monet colore o olhar.

O estoicismo fortalece o espírito.

Einstein amplia o horizonte.

 

O lirismo acolhe.

O surreal abre portais.

A palavra transforma.

 

Servir ao semelhante.

Mitigar as dores.

Semear bom astral.

 

Estar em paz.

Pela paz.

Para a paz.

 

O poeta pertence ao seu tempo.

Mas conversa com a eternidade.

E faz do fracasso o primeiro verso ;

...de uma nova aventura.

 

Fim

A Domingos

14 de janeiro de 2026

Saiba mais…

O Artesão das Noites

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O Artesão das Noites 

 

O verso lapidou o cristal da jornada. 

O tempo desfolhou o antigo destino. 

A palavra amanheceu sempre renovada. 

 

O silêncio desenhou sua presença. 

Os relógios perderam a direção. 

Cada sonho fortaleceu a crença. 

 

As tintas abraçaram a criação. 

O horizonte despertou novo arrebol. 

O poema semeou a inspiração. 

 

O infinito floresceu em girassol. 

E a alma viajou névoas em flores 

 

A chuva acariciou o velho farol. 

E de manhã vestiu-se de odores 

 

O poeta permaneceu sob o sol. 

 

Fim

A Domingos 

10 de maio de 2026

Saiba mais…

A Vida que Arrasta

 

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Vida que arrasta.

 

A vida é infância na distância 

Onde os grilos da noite moram nas noites 

Quiçá deixá-los penetrar na mente 

Sequer chegar em forma de dúvidas ao peito 

 

As trilhas pedaços da vida 

Se completam primar numa só caminhada 

Se movimentam a rodar numa só jornada 

As ruas tomadas de ferro a carvão 

 

Assim é a beleza do verso com carvão tão poético 

 

A vida é escola de livros, cadernos e broches 

Um aprender em apreender filosofias ousadias 

Lápis sem cor, sombra de almas, a competir 

Nas carteiras de madeira o perfume amadeirado 

Da adolescência dos hormônios plutónios ozônio 

Geração KLM letras que nada dizem ou formam 

Kloser, Letrado, Escravo do escracho e Multimídia…. babão da digital.

Percevejos são surreais porque cheiram mal.

 

A família é o berço quem tem , a droga para quem não tem 

Certamente há berços sujos para quem tem.

E berços limpos para quem não tem 

É o Pai, a mãe, os filhos , a casa qual seja for tamanho ou limpeza, ou que região geográfica, olha aí que tem África.

As famílias em qualquer status um porto seguro mesmo em desavenças heranças do óleo de mau cheiro, de um ano de uso filtrado o óleo de soja com 

bombril caso de saúde pública esquecido mais utilizado como fosse o

 

A sociedade no trabalho, no trem , no ônibus, a pé, garrafinha de água, hora extra, perdão por certas alusões…olha os anões do Amor, os grandiosos das dores, os costumes do café, a cultura do celular…

 

Em sociedade há mais machismo, assédios , racismo, injustiça, cadeias de vômitos, traidores da Pátria…do que o crescimento ínfimo do PIB….

 

A terceira idade pressente o final de uma era , onde tudo se repetirá igual com mais tecnologia de idiotizados.

Enfim, o legado é do alligator de corpo totalmente tatuado de borboletas fogo dos incêndios florestais.

Alligator do Tio Sam, um espetáculo do vazio universal.

 

Assim segue a Vida que segue arrasta..

 

 

Fim

A Domingos 

Julho de 2026

 

 

Saiba mais…

Beijo em sua Boca

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Beijo em sua Boca 

 

Beijo brota

breve,

brando,

bendito 

baila na boca

como brisa boa

a tocar,

a tomar,

a transformar.

 

No instante súbito,

surge suave,

silencioso e sagrado,

sabendo sentir

sem se impor,

sem se vender.

 

Há beijos de branda beleza,

bordados de bondade,

vindos da amizade íntima,

onde o afeto aprende a viver

sem vaidade.

 

E há beijos de chama,

cálidos, cósmicos,

carregados de corpo e querer,

com gosto de mel morno,

murmurando mistérios

de quem ousa arder.

 

Mas mais vasto que o beijo

é o gesto que o gera:

 

o dar.

 

Dar …

delicado e denso,

doce e decidido,

desafia o domínio

do mundo duro,

do mundo de dívidas.

 

Dar é livre,

luminoso,

levemente lúcido,

feito fonte que insiste em ofertar

sem nunca perder.

 

No meio do mercado áspero,

onde tudo se mede e se medeia,

nasce o não negociável:

um ato único,

pleno,

profundamente humano,

que prefere seguir

sem se vender.

 

Há nisso uma força

fértil, firme, infinita,

feito fogo que não fere,

mas funda.

 

Força que rompe,

revela,

renasce 

recusa correntes,

recusa contratos,

recusa cativeiros.

 

Porque aquilo que é puro,

permanece.

 

E quando o tempo,

rápido, rígido, implacável,

rasgar os rastros dos homens,

restará o que foi dado

sem cálculo,

sem cobrança,

sem cansaço.

 

Restará o beijo

não medido

mas pleno.

 

Restará o gesto

não medido 

mas máximo.

 

Pois só sobrevive,

no silêncio do sempre,

aquilo que soubemos

amar,

ofertar,

e simplesmente

existir.

 

Fim

A Domingos 

12/04/2026

Saiba mais…

Depois do Primeiro Horizonte

 

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Depois do Primeiro Horizonte

 

Teu olhar desenhou minha travessia. 

O destino caligrafou outro caminho. 

Meu silêncio aprendeu tua melodia. 

 

As marés desataram a esperança. 

O tempo acolheu nossa emoção. 

As estrelas bordaram a confiança. 

 

O vento aprendeu o idioma da ternura. 

Teu abraço tornou-se minha canção. 

O universo vestiu-se de brandura. 

 

Cada amanhecer renova a paixão. 

O infinito sorriu em nossa precariedade 

 

Mesmo distante floresceu a afeição. 

Feito luz derramada em suma liberdade 

 

Nosso amor continua sempre redenção 

 

Fim

A Domingos 

Maio de 2026

ADOM

Saiba mais…
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